Cistos e tumores odontogênicos em uma população brasileira: análise retrospectiva de 12 anos à luz da 4ª edição da Classificação dos Tumores de Cabeça e Pescoço da OMS
Palavras-chave:
Cistos Odontogênicos, Tumores Odontogênicos, Neoplasias de Cabeça e Pescoço, Doenças Maxilomandibulares, Boca/patologiaResumo
Introdução: Tendo em vista a importância do campo da patologia oral e maxilofacial, faz-se necessário compreender o impacto da mais recente Classificação dos Tumores de Cabeça e Pescoço da OMS na frequência e distribuição dos cistos e tumores odontogênicos. Este estudo teve como objetivo estabelecer a frequência de lesões odontogênicas ao longo de 12 anos, em um serviço de referência em Patologia Oral, no Nordeste brasileiro. Metodologia: Os casos diagnosticados como cisto (OC) ou tumor (OT) odontogênico de 1999 a 2010 foram revisados e reclassificados de acordo com a atual Classificação da OMS de Tumores de Cabeça e Pescoço. Foram analisados dados referentes ao diagnóstico histopatológico, à localização da lesão, à idade, ao sexo e à etnia. A análise dos dados bivariados foi realizada, calculando-se as razões de prevalência, o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher. Resultados: Entre 3.034 espécimes, 409 foram OC e 199 foram OT. Os Oc mais frequentes foram o cisto radicular (n = 129) e ceratocisto odontogênico (n = 99). Entre os OT, os mais frequentes foram ameloblastoma (n = 80) e odontoma (n = 47). Conclusões: Houve uma redução considerável na frequência relativa de OT após a reclassificação de lesões.
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