Cistos e tumores odontogênicos em uma população brasileira: análise retrospectiva de 12 anos à luz da 4ª edição da Classificação dos Tumores de Cabeça e Pescoço da OMS

Autores

  • Allan Vinícius Martins de Barros Universidade de Pernambuco. Hospital Universitário Oswaldo Cruz, HUOC. Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
  • Fábio Andrey da Costa Araújo Universidade de Pernambuco. Faculdade de Odontologia de Pernambuco. Doutorado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Professor adjunto
  • Stefanny Torres dos Santos Hospital Getúlio Vargas. Cirurgiã bucomaxilofacial
  • Daniella Cristina da Costa Araújo Hospital Getúlio Vargas. Cirurgiã bucomaxilofacial
  • Altamir Oliveira de Figueiredo Filho Universidade Federal de Pernambuco. Faculdade de Odontologia. Cirurgião-dentista
  • Rebeca Cecília Vieira de Souza Universidade de Pernambuco. Faculdade de Odontologia de Pernambuco. Doutoranda em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
  • José Ricardo Dias Pereira Universidade de Pernambuco. Faculdade de Odontologia de Pernambuco. Doutorado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Professor adjunto
  • Emanuel Savio de Souza Andrade Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Faculdade de Odontologia. Doutorado em Patologia Oral

Palavras-chave:

Cistos Odontogênicos, Tumores Odontogênicos, Neoplasias de Cabeça e Pescoço, Doenças Maxilomandibulares, Boca/patologia

Resumo

Introdução: Tendo em vista a importância do campo da patologia oral e maxilofacial, faz-se necessário compreender o impacto da mais recente Classificação dos Tumores de Cabeça e Pescoço da OMS na frequência e distribuição dos cistos e tumores odontogênicos. Este estudo teve como objetivo estabelecer a frequência de lesões odontogênicas ao longo de 12 anos, em um serviço de referência em Patologia Oral, no Nordeste brasileiro. Metodologia: Os casos diagnosticados como cisto (OC) ou tumor (OT) odontogênico de 1999 a 2010 foram revisados e reclassificados de acordo com a atual Classificação da OMS de Tumores de Cabeça e Pescoço. Foram analisados dados referentes ao diagnóstico histopatológico, à localização da lesão, à idade, ao sexo e à etnia. A análise dos dados bivariados foi realizada, calculando-se as razões de prevalência, o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher. Resultados: Entre 3.034 espécimes, 409 foram OC e 199 foram OT. Os Oc mais frequentes foram o cisto radicular (n = 129) e ceratocisto odontogênico (n = 99). Entre os OT, os mais frequentes foram ameloblastoma (n = 80) e odontoma (n = 47). Conclusões: Houve uma redução considerável na frequência relativa de OT após a reclassificação de lesões.

Downloads

Publicado

2026-09-24

Como Citar

Barros, A. V. M. de, Araújo, F. A. da C., Santos, S. T. dos, Araújo, D. C. da C., Figueiredo Filho, A. O. de, Souza, R. C. V. de, Pereira, J. R. D., & Andrade, E. S. de S. (2026). Cistos e tumores odontogênicos em uma população brasileira: análise retrospectiva de 12 anos à luz da 4ª edição da Classificação dos Tumores de Cabeça e Pescoço da OMS. Revista De Cirurgia E Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 19(4), 13–19. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2356

Edição

Seção

Artigo original

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)