Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial
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<p>A <strong>Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, Brazilian Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, RCTBMF/BrJOMS, </strong>é um periódico especializado da Faculdade de Odontologia de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco (FOP/UPE), que tem por objetivo estimular os professores e alunos de graduação e pós-graduação de cirurgia e áreas afins ao hábito de publicar, permitindo, dessa forma, o desenvolvimento da pesquisa científica e o intercâmbio na comunidade acadêmica. </p>EDUPE - Editora da Universidade de Pernambucopt-BRRevista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial1679-5458Redução de dor, edema e trismo: benefícios do uso da dexametasona via intramuscular como medicação preemptiva na cirurgia oral
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<p>Complicações pós-operatórias como edema, dor e trismo são comuns em cirurgias orais. Terapias, como o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, são indicadas para estas complicações. No entanto, intervenções pré-operatórias podem ser alternativas. Desta forma, o presente estudo avaliou o efeito da dexametasona no edema, intensidade de dor e abertura de boca (trismo) no pós-operatório de retirada de terceiros molares inferiores. Pacientes (n=14, 9 mulheres) foram incluídos em um estudo clínico, cruzado, cego, randomizado, placebo-controlado e boca dividida. Pacientes receberam aleatoriamente medicação preemptiva (dexametasona 8mg, intramuscular, músculo masseter) ou placebo (soro fisiológico) uma hora antes da primeira cirurgia. O procedimento contralateral foi realizado 21 dias após. Avaliou-se o edema e a abertura bucal nos momentos pré-operatórios e no 3º e 7º dias pós-operatórios, além de dor espontânea (imediatamente, 2 e 24 horas, 3 dias e 7 dias). Os dados foram analisados usando anova de medidas repetidas seguida do teste post hoc LSD de Fisher. Comparado ao placebo, a medicação reduziu edema (3 dias), dor (2 e 24 horas) e trismo (3 dias). Os resultados sugerem que o uso preemptivo da dexametasona intramuscular é capaz de aumentar o bem-estar dos pacientes submetidos a cirurgias orais, tendo o potencial de reduzir os custos pós-operatórios.</p>Bruno KlaudatCamila LongoniTaíse SimonettiAngelo Luiz FreddoAlexandre Silva QuevedoAdriana Corsetti
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2026-06-112026-06-11214613Transplante dental autógeno triplo: relato de caso clínico
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<p>A importância da permanência dos dentes naturais na cavidade bucal vem sendo cada dia mais reconhecida e almejada, seja pelo fator estético ou pelo funcional. Uma alternativa para a reabilitação de indivíduos com perdas dentárias ou exodontias indicadas é o transplante dental. Esta modalidade de tratamento corresponde à transferência de um órgão dental, para um alvéolo receptor. O presente trabalho relata e discute um caso de triplo transplante autógeno, utilizando terceiros molares, enfatizando as etapas cirúrgicas e demonstrando que após dois anos de preservação os resultados confirmam o sucesso deste tratamento. Anamnese, exames clínicos e radiográficos foram analisados de forma criteriosa, antes e após a cirurgia, sendo a radiografia panorâmica utilizada antes e após o ato cirúrgico e radiografias periapicais após, para acompanhamento individual das unidades transplantadas. Houve sucesso na realização dos transplantes dentários, obtendo regeneração pulpar e adaptação ao alvéolo receptor, mantendo o espaço dental com vitalidade e oclusão dentaria satisfatória. O procedimento apresentou sucesso significativo, obtendo êxito nas três unidades transplantadas, devolvendo o equilíbrio ao desenvolvimento crânio facial, comprovando sua eficácia na reabilitação oral em jovens com perdas prematuras de unidades dentárias.</p>Geslainy Carneiro de AlmeidaGlaucio Ferreira Peixoto NetoJuliana Andrade CardosoAntônio Varela Câncio Sheinaz Farias HassamJener Gonçalves de Farias
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2026-06-112026-06-112141419Granulomatose de Wegener: reabilitação oral com prótese bucomaxilofacial
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<p><strong>Introdução:</strong> A granulomatose de Wegener é uma doença autoimune rara que ocorre através de mediadores imunológicos. Sua etiologia permanece desconhecida. No entanto, sabe-se que é caracterizada principalmente pela inflamação dos vasos sanguíneos que acometem preferencialmente as vias aéreas superiores, inferiores e os rins. A doença apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade quando não tratada, seu principal tratamento é através do uso de corticoides e imunossupressores. <strong>Objetivo: </strong>realizar um relato de caso de granulomatose de Wegener tratando a comunicação orosinusal através de prótese bucomaxilofacial e uma discussão baseada na literatura recente. <strong>Relato de caso:</strong> paciente do gênero masculino, 40 anos de idade, leucoderma, encaminhado ao Serviço de Bucomaxilofacial do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) queixando-se de comunicação oronasal em região de palato. Foi tratado com prótese BMF obturadora, o que devolveu ao paciente a capacidade de fonação, deglutição e convívio social. <strong>Conclusão:</strong> o tratamento com a prótese BMF reestabelece o velamento velofaríngeo, corrige hipernasalidade, melhora a deglutição e dá conforto psicológico ao paciente com estabilidade protética funcional.</p>Felipe Daniel Burigo dos SantosCleumara OsmannJuan CassolLuiz Fernando GilHeitor Fontes da Silva
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2026-06-112026-06-112142023Tratamento multidisciplinar tardio de luxação dentária intrusiva grave: caso clínico
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<p><strong>Introdução:</strong> Traumatismos dentoalveolares acometem uma parcela considerável da população e ocorrem por diversas causas, como quedas, acidentes automobilísticos e agressões físicas. As lesões podem variar desde simples fraturas de esmalte até avulsão dental, estando associadas a danos de caráter estético, funcional, psicológico e social. Luxações intrusivas, que por lesionarem ao máximo os tecidos periodontais e pulpares, possuem um dos piores prognósticos, tendo como consequência a necrose pulpar na quase totalidade dos casos com rizogênese completa. Os possíveis tratamentos baseiam-se no desenvolvimento radicular e severidade da lesão, incluindo aguardar re-erupção espontânea, reposicionamento cirúrgico, tracionamento ortodôntico e exodontia do dente intruído. O presente estudo tem por finalidade relatar um caso clínico expondo o tratamento tardio da intrusão traumática grave do incisivo central superior permanente. <strong>Relato de caso:</strong> paciente do sexo feminino, 10 anos de idade, sofreu traumatismo bucofacial em 2009 e foi atendida na emergência, contudo nenhum atendimento odontológico foi realizado, somente no ano de 2011 procurou atendimento especializado na clínica odontológica da Universidade Estadual de Feira de Santana-BA. <strong>Considerações finais</strong>: A conduta mais adequada frente a traumatismos dentoalveolares é atendimento de urgência, este tem por finalidade minimizar as sequelas causadas sempre no intuito de preservar o remanescente dentário e estruturas adjacentes.</p>Gilmar Lima MachadoIsabel Milena Nunes Miranda BittencourtJuliana Andrade CardosoCinthia Coelho SimõesSheinaz Farias HassamAntônio Varela CâncioJener Gonçalves de Farias
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2026-06-112026-06-112142429Tratamento conservador de osteomielite em mandíbula: relato de caso
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<p><strong>Introdução:</strong> As infecções nos ossos de face podem acometer os maxilares, geralmente a mandíbula, apresentando diversos fatores etiológicos, além de seu potencial multibacteriano. Embora tratamentos mais radicais possam ser uma escolha preferencial, meios conservadores podem surgir como alternativa afim de evitar tratamento mais agressivo aos pacientes. <strong>Relato de caso:</strong> Paciente do sexo feminino, 17 anos de idade, vítima de acidente náutico foi submetido a tratamento cirúrgico para osteossíntese de fratura complexa de mandíbula e após um período de 30 dias houve evolução de um quadro de osteomielite em região mandibular no qual foi preconizado tratamento conservador com antibioticoterapia e orientações de restrição de dieta líquida e pastosa. No período de proservação de 06 meses observou-se melhora e regressão considerável do quadro infeccioso onde houve continuidade do acompanhamento de 01 ano sem sinais sugestivos de recidiva. <strong>Considerações finais:</strong> O tratamento conservador deve ser considerado como importante alternativa nos casos de osteomielite nas complicações pós operatórias de fixação de fraturas do complexo maxilo-mandibular.</p>Fábio Luiz Neves GonçalvesNicolau Conte NetoPriscilla Flores Silva GonçalvesBreno Gonçalves DarozLuana Fernandes Matos Guerra
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2026-06-112026-06-112143033Adenoma pleomórfico em palato duro: relato de caso
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<p><strong>Introdução:</strong> O adenoma pleomórfico (AP) é a neoplasia de glândula salivar mais comum e se apresenta como um aumento de superfície firme, indolor e com crescimento lento. O palato, a cavidade nasal e a nasofaringe são áreas em que se localizam muitas glândulas salivares menores, sendo o adenoma pleomórfico, o tumor benigno mais comum nessas glândulas. O AP pode acometer indivíduos em qualquer faixa etária, principalmente na terceira e quarta década de vida, com predominância pelo gênero feminino. O artigo objetiva relatar um caso clínico de adenoma pleomórfico em palato duro, comparando com dados presentes na literatura especializada em relação, especialmente, aos sítios acometidos e as formas de tratamentos existentes. <strong>Relato de caso:</strong> Paciente do sexo feminino, 34 anos, compareceu ao ambulatório do HU-Univasf com queixa de aumento de volume indolor em boca há 02 anos. Foi realizada uma biópsia incisional onde no exame histopatológico foi diagnosticado como Adenoma Pleomórfico. O tratamento eleito foi a excisão cirúrgica e uso de placa de polimetilmetacrilato no pós-operatório. Atualmente o paciente apresenta follow up de 02 anos e 05 meses, sem sinais de recidiva da lesão e sem queixas locais.</p>Tainara Tejada CamachoEmanuella Alves de SouzaPedro Henrique de Souza LopesEmmanuel Marques Ferreira
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2026-06-112026-06-112143438Cisto odontogênico glandular: relato de caso raro
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<p><strong>Introdução:</strong> O cisto odontogênico glandular (COG) é um cisto odontogênico de desenvolvimento raro com potencial para agressividade e alta recorrência. Inicialmente denominado cisto sialodontogênico, por acreditarem que sua etiologia estaria possivelmente associada às glândulas salivares, posteriormente foi proposto o nome de COG e enfatizada a origem odontogênica para o mesmo. O objetivo deste trabalho foi relatar e discutir um caso de COG, analisando-se os aspectos clínicos, imaginológico e histológicos, discutindo com dados provenientes da literatura. <strong>Relato de caso:</strong> Paciente do sexo masculino, 22 anos, com diversas patologias de desenvolvimento dentário, cuja lesão localizava-se na região posterior da mandíbula associada a unidades dentárias não vitais simulando sinais de cisto radicular, foi realizada abordagem cirúrgica para extração dos dentes 36 e 37, curetagem da lesão e posterior acompanhamento de 5 anos sem recidiva. <strong>Considerações finais:</strong> O caso clínico demonstrou um COG que, pelas suas características clínicas e radiográficas, assemelhava-se a um cisto radicular em um paciente que apresentava alterações no desenvolvimento das unidades dentárias, contudo o laudo histopatológico foi fundamental para a elucidação diagnóstica e terapêutica adequada.</p>Naiara Santana Rodrigues João Nunes Nogueira NetoPatricia Leite RibeiroViviane de Almeida Sarmento João Frank Carvalho Dantas
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2026-06-112026-06-112143943Biomateriais e reconstrução óssea da face
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<p>A perda óssea dos maxilares está associada a diversas causas como a reabsorção fisiológica pós exodontia, infecções, cistos e tu mores, traumatismos na região bucomaxilofacial, dentre outras. Essa condição de diminuição do arcabouço ósseo tridimensional leva a reabsorções severas, que dificultam principalmente a reabilitação com implantes dentários. Apesar da evolução dos implantes de superfície tratada, comprimento e diâmetro reduzidos, a enxertia óssea se faz necessária em grande parte dos casos. Os substitutos ósseos apresentam a vantagem de uma quantidade ilimitada de osso, reabsorção lenta o que proporcionam a condição do organismo realizar a angiogenese e migração celular para a formação óssea entre as partículas dos biomateriais; esses substitutos se apresentam como osteocondutores, ou seja, servem de arcabouço para as células osteogênicas que migram para a região a ser reconstruída.</p>Belmiro Cavalcanti do Egito VasconcelosVinicius Balan
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2026-06-112026-06-1121455