Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf <p>A <strong>Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, Brazilian Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, RCTBMF/BrJOMS, </strong>é um periódico especializado da Faculdade de Odontologia de Pernambuco, da Universidade de Pernambuco (FOP/UPE), que tem por objetivo estimular os professores e alunos de graduação e pós-graduação de cirurgia e áreas afins ao hábito de publicar, permitindo, dessa forma, o desenvolvimento da pesquisa científica e o intercâmbio na comunidade acadêmica. </p> pt-BR belmiro.vasconcelos@upe.br (Belmiro Cavalcanti do Egito Vasconcelos, editor-chefe) gabriela.oliveirarodrigues@upe.br (Gabriela de Oliveira) Mon, 27 Jul 2026 13:14:57 +0000 OJS 3.3.0.12 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Prótese bucomaxilofacial na educação superior em Odontologia: perspectivas curriculares https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2183 <p><strong>Introdução:</strong> A falta de contato dos estudantes com Prótese Bucomaxilofacial (PBMF) durante a graduação pode ser um fator agravante para o desinteresse na área. O objetivo do presente estudo é apresentar um panorama da disciplina de PBMF nos projetos pedagógicos dos cursos de Odontologia na Região Sudeste do Brasil. <strong>Metodologia:</strong> Estudo exploratório, quantitativo e transveral. Foram analisadas as grades curriculares disponibilizadas nos sítios web oficial das instituições de ensino superior (IES) cadastradas no portal e-MEC do Ministério da Educação. Buscou-se informações referentes às variáveis: categoria administrativa da IES, inserção e oferta da disciplina, natureza do componente curricular, método de ensino, carga horária média e formação curricular do coordenador da disciplina. Os dados foram analisados e tabulados por meio do software GraphPad Prism 8.1.2. <strong>Resultados:</strong> Os resultados desta pesquisa refletem a análise da grade curricular de 144 IES. Apenas 8 IES (5,55%) ofertam a disciplina de PBMF. Dentre estas, a maioria (62,5%) em universidades públicas, de forma obrigatória (66,6%), com conteúdo teórico, prática-laboratorial e prática-clínica (44,4%) e carga horária média de 54,56h. <strong>Conclusões:</strong> A implementação do componente curricular se encontra bastante reduzida e mais prevalente em universidades públicas. Assim, sugere-se a atualização dos curriculos do curso de Odontologia do sudeste brasileiro</p> Yuri de Lima Medeiros, Luan Viana Faria, Danielle Fernandes Lopes, Eduardo Machado Vilela Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2183 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Relação anatômica da bola de Bichat com ramos terminais do nervo facial https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2184 <p><strong>Introdução:</strong> A cirurgia de Bichectomia está sendo muito procurada por pessoas que visam diminuir o volume facial. O corpo adiposo da bochecha, ou bola de Bichat, possui uma complexa relação anatômica com estruturas faciais. Uma das complicações que o procedimento pode causar é a paralisia facial temporária ou permanente, em decorrência de injúrias causadas aos ramos terminais do nervo facial, devido à proximidade dessas duas estruturas anatômicas. <strong>Metodologia:</strong> O objetivo do presente artigo é enfatizar a relação anatômica da bola de Bichat com alguns ramos terminais do nervo facial através da dissecação de cadáveres. Foram feitas dissecações em três hemifaces de cadáveres humanos para a exposição do corpo adiposo da bochecha e dos ramos extracranianos do nervo facial. Resultados: A anatomia dos ramos terminais zigomáticos e bucais do nervo facial se mostrou variável em cada hemiface dissecada, mas sempre intimamente relacionados a bola de Bichat. <strong>Conclusões:</strong> O profissional que realiza a Bichectomia deve ter pleno conhecimento não só da técnica cirúrgica, mas também da variabilidade anatômica da região.</p> Luiza Brum Porto, Manoel Brades Nazer, José Luiz Piazza Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2184 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Tumor de célula granular em cavidade oral: relato de caso https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2186 <p><strong>Introdução:</strong> O tumor de células granulares (TCG) é uma neoplasia benigna de tecido mole incomum que acomete principalmente mulheres na quarta e sexta década de vida. A lesão possui predileção pela região de cabeça e pescoço, sendo a superfície dorsal da língua o local de maior acometimento. Clinicamente, apresenta-se como um nódulo submucoso firme, de coloração semelhante a mucosa ou levemente amarelada, de crescimento lento e assintomático. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de TCG apresentando suas características clínicas, histopatológicas bem como os possíveis diagnósticos diferenciais. <strong>Relato de caso:</strong> Paciente sexo feminino, 46 anos de idade, apresentando nódulo localizado no bordo lateral posterior da língua. Ao exame intraoral foi possível observar tumefação firme à palpação, com coloração amarelada, medindo aproximadamente 1cm no seu maior diâmetro. Baseado na hipótese diagnóstica de lipoma, foi realizada uma biópsia excisional. A análise histopatológica revelou características morfológicas compatíveis como TCG. <strong>Considerações finais:</strong> O Cirurgião-dentista deve conhecer os diagnósticos diferenciais clínicos e histopatológicos, uma vez que a conduta terapêutica pode ser distinta em alguns casos.</p> Rafael Rodrigues dos Santos, Tagna de Oliveira Brandão, Giele Tenisi Braga, Thalita Teixeira Santana, João Frank Carvalho Dantas de Oliveira, Águida Cristina Gomes Henriques Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2186 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Diagnóstico diferencial e tratamento do mioepitelioma e adenoma pleomórfico https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2187 <p><strong>Introdução:</strong> As neoplasias de glândulas salivares constituem um grupo de lesões, clínica e morfologicamente diferente, capaz de determinar importantes desafios diagnósticos e terapêuticos. Apresentar dois casos de tumores benignos de glândulas salivares menores, sendo um adenoma e outro mioepitelioma, discutindo o diagnóstico diferencial e a forma de tratamento em comparação com informações da literatura. <strong>Relato de caso:</strong> Pacientes do sexo feminino, com idades semelhantes, ambas se queixavam que após o uso de uma prótese mal adaptada notou-se o aparecimento de uma lesão assintomática no palato. Diante das características clínicas das lesões, as hipóteses de diagnóstico foram de tumor de glândula salivar menor e adenoma pleomórfico, respectivamente. Diante da ausência de sinais de malignidade, o tratamento proposto foi biópsia excisional com enucleação e curetagem. O diagnóstico histopatológico foi de Tumor de Glândula Salivar Menor (Mioepitelioma Plasmocitóide), e Adenoma Pleomórfico, respectivamente. A enucleação e curetagem se mostraram eficazes e sem sinais de recidiva. <strong>Considerações finais: </strong>Tanto o adenoma como o mioepitelioma se apresentam clinicamente semelhantes sendo o diagnóstico diferencial realizado através do histopatológico, porém o tratamento conservador de enucleação e curetagem pode ser aplicado em ambas.</p> Juliana Maria Araújo Silva, Reinilton Gomes Rocha Júnior, Laís Câncio Hayne, Juliana Andrade Cardoso, Antônio Varela Câncio, Jener Gonçalves de Farias Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2187 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Cirurgia ortognática no tratamento da síndrome da apneia obstrutiva do sono https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2188 <p><strong>Introdução:</strong> A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é considerada um problema de saúde pública associada a diversas comorbidades que afetam a qualidade e a expectativa de vida. Atualmente, o uso de dispositivos que controlam a pressão do ar durante o sono é considerado uma das melhores terapias para diminuir os sintomas da apneia, entretanto, apresentam difícil adesão dos pacientes. Assim, o tratamento cirúrgico para este distúrbio, cuja cirurgia ortognática se destaca, apresenta alta previsibilidade e bons resultados. <strong>Relato de caso:</strong> O presente trabalho tem como objetivo relatar o caso clínico de uma paciente do sexo feminino de 40 anos, portadora da SAOS severa e com alto índice de apneia-hipopneia (IAH). Ao exame físico foi observada respiração bucal, deformidade dento-facial do tipo classe II, plano oclusal acentuado e disfunção bilateral da articulação temporomandibular. O tratamento utilizado foi avanço maxilomandibular com rotação anti-horária do plano oclusal associado à mentoplastia. O acompanhamento foi realizado por um período de dois anos, no qual observou uma diminuição no IAH após oito meses da cirurgia e um aumento significativo no volume axial das vias aéreas superiores. <strong>Considerações finais: </strong>A cirurgia ortognática proposta para este caso demonstrou ser o tratamento adequado, apresentando ótimos resultados e eficácia a longo prazo.</p> Érika Pinheiro de Oliveira Ribeiro, Eugênio Rodrigues Arantes, Rafael Seabra Louro, Marcelo José Uzeda, Rodrigo Figueiredo de Brito Resende Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2188 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Fixação single-point com placa reabsorvível em fratura pediátrica: relato de caso https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2193 <p><strong>Introdução:</strong> As fraturas faciais pediátricas são geralmente decorrentes de traumas de alta energia e o seu tratamento está relacionado à fase do crescimento facial e do padrão do trauma ocorrido. A literatura atual descreve, com sucesso, a fixação de fraturas de zigoma com pouco deslocamento, utilizando apenas um ponto, seja ele na sutura frontozigomática ou no pilar zigomaticomaxilar, podendo ser associado ao uso de placas do sistema de fixação absorvível, principalmente, em pacientes em fase de crescimento. Este trabalho tem por objetivo relatar um caso de fratura de zigoma em paciente pediátrico tratado com placa e parafusos absorvíveis, utilizando o princípio de fixação em um único ponto. <strong>Relato de caso:</strong> Paciente de 06 anos de idade foi atendido em serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial, cursando com ferimento corto-contuso em margem supraorbitária direita associada à presença de degrau palpável em região de sutura frontozigomática direita, o qual foi confirmado pela tomografia computadorizada, demonstrando leve deslocamento medial. O paciente foi submetido à redução aberta e fixação da fratura com material reabsorvível. <strong>Considerações finais:</strong> A utilização de fixação com placas reabsorvíveis em um único ponto tem sido um excelente aliado, porém não é indicado para fraturas com deslocamento significativo, instáveis e panfaciais.</p> Luciano Henrique Ferreira Lima, Lorenzzo De Angeli Cesconetto, Luiz Henrique de Melo Nogueira, Jéssica Lopes Vilas Boas, Antonio Dionízio de Albuquerque Neto, Eder Magno Ferreira de Oliveira Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2193 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Fratura de mandíbula causada por projétil de arma de fogo: relato de caso https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2207 <p><strong>Introdução:</strong> A face é uma região exposta a diversos traumas que são causados por várias etiologias, dentre eles por projétil de arma de fogo que são a segunda maior causa de fraturas perdendo somente para os acidentes automobilísticos. As fraturas acometem com frequência a região mandibular, por ser um osso de destaque na face devido sua proeminência. O objetivo deste trabalho é elucidar uma fratura cominutiva na região de côndilo e colo mandibular causada por ferimento de arma de fogo e seu respectivo tratamento. <strong>Relato de caso:</strong> Paciente de 25 anos, compareceu a um serviço de atendimento de cirurgia bucomaxilofacial vítima de um ferimento por arma de fogo. Após a realização dos exames de imagem constatou-se que o projétil estava alojado no pescoço da vítima, causando a fratura cominutiva o ramo e o côndilo mandibular do lado esquerdo. A paciente foi submetida a anestesia geral para realização da osteossíntese da fratura. <strong>Considerações finais:</strong> O diagnóstico e o tratamento são realizados por uma equipe multidisciplinar para que o tratamento seja o mais correto e efetivo, com finalidade de minimizar morbidades e mortalidades, já que os pacientes sobrevivem com sequelas permanentes quando o diagnóstico e o tratamento não são realizados de forma correta.</p> Rafaela Nogueira Antoniette, João Carlos Rafael Junior, Giordano Bruno de Oliveira Marson Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2207 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 Remoção de um corpo estranho incomum decorrente de trauma orbital: relato de caso https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2208 <p><strong>Introdução:</strong> Trauma contuso e penetrante na região orbital pode ter um efeito devastador, tanto funcional quanto estético para a órbita e estruturas adjacentes. Uma inspeção meticulosa das pálpebras e do globo deve ser realizada e, se houver suspeita de retenção de um corpo estranho dentro dos tecidos moles orbitais, deve ser obtida uma tomografia computadorizada (TC). O objetivo do presente estudo foi relatar um caso clínico de trauma óculo-orbitário severo ocasionado por acidente com animal. <strong>Relato de caso:</strong> paciente de 22 anos do gênero masculino apresentou-se em um hospital de referência em trauma na cidade de Campina Grande-PB, com história de acidente com cavalo e colisão em cerca de madeira. A tomografia revelou que havia a presença de um corpo estranho (CE) de madeira que apresentava uma forma pontiaguda e proximidade com estruturas como músculos, vasos e nervos da órbita, além da presença de fratura no assoalho da órbita. <strong>Considerações finais:</strong> A presença de CE de madeira deve sempre ser investigada quando há trauma direto na cavidade orbitária, pois a madeira é áspera e contém uma grande quantidade de bactérias e parasitas. Sendo assim, deve ser removido o mais precocemente possível a fim de se evitar complicações infecciosas.</p> Reginaldo Fernandes da Silva, José Ricardo dos Santos Souza, Nilton Freitas Medrado Filho, André Vajgel Fernandes Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2208 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000 A ozonioterapia tem indicação de uso em distúrbios da ATM (DTM)? https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2194 <p>A ozonioterapia é considerada uma modalidade de tratamento não invasiva capaz de melhorar a circulação sanguínea, liberando oxigênio em áreas de isquemia tecidual, promovendo alívio e melhor controle da dor. Os resultados recentes das pesquisas são promissores em cirurgia maxilofacial, incluindo sintomas de DTM, devido às suas propriedades analgésicas e antiinflamatórias.</p> Belmiro Cavalcanti do Egito Vasconcelos Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2194 Mon, 27 Jul 2026 00:00:00 +0000