https://periodicos.upe.br/index.php/refami/issue/feedRevista Falange Miúda2026-03-27T13:50:03+00:00Prof. Dr. Marcus Garcia de Senerevista.falangemiuda@upe.brOpen Journal Systems<p>A<strong> Revista Falange Miúda (ISSN 2525-5169) </strong>é uma revista online da área de Letras e Linguística, de fluxo contínuo, criada em 2017, vinculada atualmente ao Mestrado Profissional em Letras da Universidade de Pernambuco - campus de Garanhuns. <strong>Qualis</strong> 2017-2020: B1</p>https://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1697 As pessoas surdas (e não surdas) também ensinam os sentidos de uma poética da relação no devir ser/estando2026-03-23T19:01:57+00:00Shelton Lima de Souzashelton.souza@ufac.brAna Regina e Souza Campelloanacampelloines@gmail.comBruno Gonçalves Carneirobrunocarneiro@uft.edu.br<p>Neste ensaio, discutimos a ideia que gostaríamos de defender: as pluralidades das existências surdas (e com elas as linguagens) se constroem e são construídas pelos “devires ser/estando” em ambientes sociais que permitem relações com base em uma perspectiva atávica, em mundos colonizados – como os diferentes brasis –, cujas pluralidades são compreendidas como um mal a ser sanado. Nesse caso, ocorre a contradição dos processos colonizatórios: as invasões dos territórios promoveram diferentes diásporas, portanto misturas, mas que nas contemporaneidades preconizam a pureza dos corpos e, por extensão, das linguagens. </p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1695Expediente2026-03-23T03:32:59+00:00Prof. Dr. Marcus Garcia de Senemarcus.sene@upe.br2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1428Sinais internacionais: da utopia ao cosmopolitismo surdo2025-11-12T00:14:37+00:00Enya Campo Denadaienya.denadai@gmail.comPedro Henrique Witchspwitchs@gmail.com<p>Os sinais internacionais têm sido descritos como uma língua de sinais convencionada para o estabelecimento de relações internacionais entre integrantes das comunidade surdas ao redor do mundo. Neste artigo, objetiva-se discutir os sinais internacionais como parte de um dispositivo que oferece condições para a formação de uma subjetividade cosmopolita associada a uma forma de viver a experiência de ser pessoa surda. Para isso, parte-se de um estudo teórico que mobiliza conceitos foucaultianos como dispositivo e subjetivação, bem como conceitos oriundos do campo dos estudos surdos como surdidade e surdotopia, articulando-os a acontecimentos históricos que perpassam os sinais internacionais identificados na produção bibliográfica que menciona essa língua. A partir disso, percebe-se três fases temporais que indicam a emergência desse dispositivo no século XIX, suas tentativas de padronização no decorrer do século XX e, por sua vez, sua popularização nas primeiras décadas do século XXI, com foco no contexto brasileiro. Por fim, argumenta-se que a convenção de uma língua de sinais internacional é marcada por uma intencionalidade surdotópica, que reforça a constituição de um <em>Surdus mundi</em>, uma subjetividade surda inscrita em um ideal cosmopolita.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1425Ganho Surdo - Dimensões do Deaf Gain nas Narrativas de pessoas Surdas2025-11-12T00:15:42+00:00Francielle Cantarelli Martinsfranciellecantarellim@gmail.comAntonielle Cantarelli Martinsan.cantarellim@gmail.comRai Leon Souza de Limaraileonsouza@gmail.com<p>Este artigo analisa como o conceito de Deaf Gain (Ganho Surdo) se manifesta nas narrativas de seis sujeitos surdos brasileiros, tomando como base entrevistas realizadas no ano de 2012 (MARTINS, 2013) em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e transcritas para o português. O estudo, de caráter qualitativo e interpretativo, ancora-se na noção de experiência em Larrosa (2008) e na concepção foucaultiana de discurso como prática produtiva (Foucault, 2004). O referencial teórico fundamenta-se em Bauman e Murray (2009; 2010), Ladd (2003; 2007), Strobel (2008) e Perlin (2004), compreendendo o Deaf Gain como um paradigma de valorização da diferença e da diversidade sensorial, cognitiva e cultural. As análises das narrativas revelam múltiplas dimensões do Deaf Gain, organizadas em categorias temáticas: consciência e transformação identitária; linguística e cognitiva; cultural e comunitária; sensorial e corporizada; educativa; política, ética e bioética; epistemológica e decolonial; e afetiva e relacional. Os resultados indicam que o Deaf Gain não se restringe à superação do audismo, mas constitui uma forma de produção de saberes e de afirmação da experiência surda como potência criadora, ética e epistemológica. Assim, o estudo contribui para o fortalecimento dos Estudos Surdos no Brasil, ao evidenciar a surdez como diferença produtiva e como expressão legítima da pluralidade humana.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1300A ARTE EM MOVIMENTO DOS CONTADORES DE HISTÓRIAS SURDOS2025-11-12T20:46:18+00:00Carla Damasceno de Moraismoraiscarlasc@gmail.com<p>Este artigo propõe refletir sobre a produção de vídeos em Língua Brasileira de Sinais (Libras) por sujeitos surdos, especialmente aqueles voltados à narração de contos da literatura oral. A partir da coleta e análise de cinco vídeos produzidos pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), busca-se compreender como a contação de histórias em Libras se configura como manifestação artística e cultural potente. Fundamentado em autores como Masutti (2007), Arrojo (1992), Patrini (2005), Benjamin (1994) e Chauí (2005), o estudo destaca a atuação do contador surdo na arte em movimento, no reconto, na memória e na recriação. As produções, concebidas em ambientes de estúdio, rompem com estereótipos sonoros, reafirmam o valor estético da Libras e revelam camadas veladas da produção literária sinalizada. A contação de histórias, nesse contexto, ultrapassa a simples transmissão de enredos e se consolida como prática de resistência, autoria e celebração cultural. Além disso, entende-se a tradução da literatura oral para Libras como um processo interpretativo que carrega marcas históricas e subjetivas do tradutor. Por fim, ressalta-se que o protagonismo surdo na cena cultural contemporânea contribui para a valorização da língua de sinais, a preservação de tradições e a reinvenção de formas narrativas visuais, reforçando o papel central da Libras como linguagem estética, identitária e comunicativa.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1383A Cartografia Surda dos Bares de Macapá: um estudo sobre Topônimos em Libras2025-11-12T20:42:47+00:00Fernando FernandesNANDOFERNANDESFFS@GMAIL.COM<p>Este artigo analisa os processos de criação lexical de topônimos em Libras, a partir de um estudo de caso focado em sinais-nome de bares na cidade de Macapá-AP. A pesquisa, de natureza qualitativa e descritiva, utiliza a netnografia para analisar um<em> corpus </em>de vídeo de uma interação social espontânea, aplicando um roteiro de análise fonológica e de motivação semântica com base nos modelos taxonômicos de Dick (1990) e Souza-Júnior (2012). Os resultados revelam uma diversidade de estratégias de nomeação, com forte preferência pela motivação icônica e sociocultural em detrimento de empréstimos diretos do português. Foram identificadas categorias de formação baseadas na função do local (ação), na sua identidade visual (logo), na identidade do público, na tradução conceitual do nome (metonímia) e na memória histórica do estabelecimento. Conclui-se que a comunidade surda de Macapá constrói ativamente uma "cartografia surda" da cidade, ressignificando o espaço urbano a partir de sua própria experiência visual e cultural. O estudo contribui para a documentação de uma variante regional da Libras e para a compreensão da toponímia como um ato de afirmação identitária.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1423Conceito visual em sinais termo no contexto religioso2025-11-12T00:16:05+00:00Francisco Edson Martins Juniorfem.junior@uece.brÉllen Soares de Loiolaloiola.ellen@ufc.brBruno Gonçalves Carneirobrunocarneiro@uft.edu.br<p>É recorrente entre os surdos a necessidade de que um sinal-termo expresse um <em>conceito visual</em>, por isso o nosso interesse pelo tema. O objetivo do artigo é analisar a forma de sinais-termo e de que maneira eles remetem aos respectivos conceitos, a partir da análise de um grupo de novas unidades terminológicas sinalizadas em Libras no contexto bíblico. Nesse sentido, identificamos os processos de formação, as motivações e o caráter icônico dessas unidades. O corpus foi composto por 12 sinais de profetas, criados pelos grupos de trabalho Manuário de Sinais Bíblicos (MSB) e Sinalário Bíblico (SB). Descrevemos os sinais individualmente, ressaltando a motivação, o processo de formação e a semântica componencial presente nas unidades sublexicais. Identificamos que o <em>conceito visual</em> acontece quando os parâmetros evidenciam, na forma, o conceito atrelado ao termo. A partir da análise dos dados, vimos que em sinais de profetas, os parâmetros evidenciam acontecimentos da vida ou características comportamentais do personagem. Os conceitos relativos ao termo motivam a forma do sinal que, por sua vez, são preservados a partir de (1) características icônicas do sinal-termo, quando oriundos da lexicalização de construções classificadoras; (2) modificação de parâmetros, em que o sinal primitivo preserva, em alguma medida, o conceito atrelado ao termo; de (3) composição e (4) mesclagem (fusão), em as contrapartes transferem características semânticas e/ou icônicas remanescentes para as novas unidades terminológicas sinalizadas.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1422As identidades e culturas nas comunidades surdas: uma visão Socioantropológica da Surdez2025-11-12T00:17:14+00:00Floriete Assunç˜ão Ribeiroflorietear@hotmail.comMárcia Monteiro Carvalhommcarvalho@ufpa.br<p>O estudo aborda questões acerca das Comunidades Surdas, suas culturas e identidades, enfatizando a importância desses elementos em sua vivência. O objetivo central é discutir como as identidades surdas e a construção cultural são influenciadas por experiências individuais e a língua de sinais, em especial a Libras. Como principais constructos teóricos Hall (2006), Lane (1992), Perlin (2003), Strobel (1998) Skliar (1998, 2015), e outros. A pesquisa é de natureza documental com abordagem qualitativa na qual ressaltamos estudos e teorias sobre as culturas surdas e identidades surdas. Os principais resultados indicam que as identidades surdas são complexas e devem ser entendidas além da perspectiva clínica. A participação nas comunidades surdas favorece o reconhecimento pessoal e coletivo, permitindo que os indivíduos surdos cultivem um sentimento de pertencimento e orgulho em sua condição. As línguas de sinais se revelam cruciais na construção dessas identidades, configurando-se como um elemento fundamental nas interações e vivências diárias. Em suma, o texto contribui para a compreensão da surdez como uma rica construção cultural, desafiando visões patologizantes e promovendo uma visão que valoriza a diferença e a diversidade.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1407Os logotipos das associações de surdos no rio grande do sul: representações nos anos 2000.2025-11-12T20:40:15+00:00Bruna da Silva Brancobbrunabranco@gmail.comCarolina Hessel Silveira Silveiracarolinahes12@hotmail.comRenata da Silva Macariorenatinhamacario@hotmail.com<p>O artigo apresenta uma análise dos logotipos de associações de surdos fundadas no Rio Grande do Sul a partir dos anos 2000, buscando compreender de que modo essas imagens representam a cultura surda e suas conexões com o contexto local. Inserido nos Estudos Culturais e nos Estudos Surdos, o estudo parte da coleta e catalogação de nove logotipos de associações ativas, considerando seus elementos visuais, textuais e simbólicos. A análise revela que os logotipos combinam referências à Língua Brasileira de Sinais (Libras) — por meio da presença de mãos e sinais — com símbolos que expressam a identidade regional, como a cuia de chimarrão, a Ponte Internacional, a Cruz Missioneira e a colmeia. Observa-se também o uso de cores e formas inspiradas nos brasões municipais e na bandeira do Rio Grande do Sul, indicando uma articulação entre pertencimento local e identidade surda. Os resultados apontam uma tendência de valorização da Libras, da diversidade e das representações culturais nos logotipos mais recentes, evidenciando o papel das associações como espaços de integração, resistência e visibilidade da comunidade surda no estado.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1416Jogos lúdicos como materiais didáticos para a aprendizagem de Libras/ELiS por crianças surdas: uma proposta de inclusão escolar2025-11-12T00:19:16+00:00Carlos Henrique de Sousa França Françakakabtf@gmail.comGláucia Vieira Cândido Gláucia Vieira Cândidoglaucia_candido@ufg.brMariangela Estelita Barros Barrosestelita@ufg.br<p>Este artigo apresenta uma investigação sobre o uso de jogos lúdicos como materiais didáticos no processo de ensino e aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da Escrita das Línguas de Sinais (ELiS) por crianças surdas. A pesquisa foi realizada em base em uma abordagem qualitativa, a partir de uma pesquisa-ação desenvolvida com o objetivo de analisar como a utilização de um jogo de quebra-cabeça, com imagens do cotidiano e elementos visuais de Libras/ELiS, pode contribuir para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social dessas crianças. Os resultados indicam que os jogos didáticos, quando bem planejados e adaptados à realidade visual e cultural da criança surda, favorecem o processo de letramento e inclusão, promovendo maior interação em sala de aula e valorizando a Libras (L1). Conclui-se que materiais pedagógicos acessíveis e bilíngues são essenciais para práticas educativas mais inclusivas e significativas nos contextos da educação de surdos.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1408Multiplicidades da Cultura Surda: Visualidade e Cultura Afro-Brasileira na Escola2025-11-12T20:39:42+00:00Laura Mattes Lagrangelauralagrange5@gmail.comMaritza Simões Fragamfraga@aluno.ines.gov.br<p>O objetivo deste artigo consistiu em verificar estratégias visuais - recurso vital na educação competente de surdos - e abordagens da cultura afro-brasileira em sala de aula voltada para crianças surdas. A metodologia, de viés qualitativo, foi exploratória, estudando os registros fotográficos de uma visita das autoras a um colégio público carioca que atende, exclusivamente, estudantes surdos. A investigação dedicou olhar sensível a seus dois eixos principais - a visualidade e a cultura afro-brasileira - a partir da observação de aspectos como murais imagéticos, disposição de móveis e livros infantis nas salas a que se teve acesso. Tomou-se como princípio as legislações vigentes, em especial a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) e a Lei nº 10.639/2003, e as ideias de autores como Lebedeff (2017) e Silva e Garcia (2023). Por fim, conclui-se que as articulações entre visualidade, letramento visual, representatividade racial e produção discente são indispensáveis para a consolidação de uma educação bilíngue antirracista, que deve seguir desde a infância até a conclusão da educação básica.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1424Necessidade de consciência linguística em Libras2025-11-12T00:16:14+00:00THIAGO CARLOS DA SILVAtcarlos@aluno.ines.gov.brJessica de Freitas Terra de Castrotrdjessi@gmail.comBruno Baptista dos Santosbrunolibrassurdo@gmail.com<p>Este relato de experiência almeja contribuir com a qualidade da educação bilíngue oferecida na disciplina “Introdução à Instrução em/de Linhas na Educação de Surdos” do Curso de Mestrado Profissional do Programa de pós-graduação em Educação bilíngue do Instituto Nacional de Educação de Surdos (PPGEB/INES) aos estudantes surdos e, consequentemente, os estudantes ouvintes. A partir da vivência dos autores do presente texto, mestrandos bilíngues matriculados no ano de 2025.1, são apresentadas reflexões sobre os desafios recorrentes à consciência linguística no espaço que se pretende bilíngue que afeta diretamente o aprendizado, participação e pertencimento dos alunos que se entendem pertencentes de uma comunidade que tem como língua e cultura a Língua de sinais brasileira (Libras), especialmente dos surdos. O relato propõe reflexões para fortalecer a formação dos discentes do programa e sobre a ética profissional e a articulação entre gestores, docentes, intérpretes de Libras e discentes, no sentido de promover um ambiente verdadeiramente bilíngue.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1313Pesquisa em educação bilíngue de surdos: tendências e lacunas2025-11-12T20:44:41+00:00Sheila Ferreira Gonçalosheila.goncalo@ifsp.edu.br<p>O artigo apresenta um mapeamento de publicações que tratam da Educação Bilíngue de Surdos em revistas acadêmicas brasileiras, especializadas na temática da educação especial e da surdez, entre os anos de 1990 e 2023, tendo como objetivo identificar os objetos de estudo explorados nas publicações e apresentar novas possibilidades de pesquisas considerando as lacunas encontradas. O levantamento dos artigos foi realizado por meio da ferramenta de busca do banco de dados dos periódicos, utilizando-se os descritores “educação”, “bilíngue” e “surdos”. A análise dos dados inspirou-se no método de Análise de Conteúdos, proposto por Bardin (2002), destacando-se três aspectos: os periódicos acadêmicos e a divulgação de conhecimentos sobre a Educação Bilíngue de Surdos, os objetos de estudo dos artigos, considerando os recortes temporais propostos, e as lacunas no campo de pesquisa na área abordada. A análise dos 138 artigos mapeados possibilitou identificar que a Educação Bilíngue de Surdos tem sido investigada a partir de objetos de estudo diversificados, dos quais se destacam a formação e atuação de profissionais para o trabalho educacional com alunos surdos, em uma perspectiva bilíngue, as discussões sobre práticas pedagógicas bilíngue e a análise de materiais didáticos bilíngues. Foi possível ainda identificar algumas lacunas presentes no <em>corpus</em> analisado materializadas pela escassez de publicações que versem sobre temas considerados fundamentais para o fortalecimento da Educação Bilíngue de Surdos, tais como a formação docente em cursos de licenciatura não bilíngue e a presença de professores surdos nos diferentes contextos escolares.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1352Ensino de metodologias para o ensino médio e preparação para o enem aos surdos estudantes na educação de surdos2026-01-18T22:31:35+00:00Ana Regina e Souza Campelloanacampelloines@gmail.comBruna da Silva Brancobruna.branco@ufpel.edu.brFabiano Souto Rosafabiano.rosa@ufpel.edu.br<p>Este artigo é o fruto da produção material e didático da formação de professores de Ensino Médio acerca das “Estratégias e Metodologias para Surdos Estudantes do Ensino Médio” elaborada pela autora deste artigo, realizada no Curso de Aperfeiçoamento em Formação de Professores e Profissionais: Ensino de Metodologias para o Ensino Médio e Preparação para o Enem na Educação de Surdos, financiado pelo FNDE / DIPEBS / MEC voltada ao público: formação de professores que trabalham com os/as estudantes surdos/as do ensino médio. Objetiva a formação de professores de Ensino Médio a lidar e de aproximar à realidade dos alunos com sua demanda e complexidade do mundo de trabalho e da vida em sociedade. Na metodologia, utilizamos as pesquisas bibliográficas e documentos sobre BNCC, Diretrizes Curriculares, Estrutura de Ensino Médio, Proposta curricular na perspectiva surda, Perfil dos estudantes surdos e profissionais do ensino médio, Estratégias e Metodologias e finalmente, Tipos de metodologias. O material apresentado visa a formação do sujeito surdo em sua identidade, língua e cultura como sujeito surdo incluído na sociedade de forma efetiva e completa, tendo que reconhecer suas diferenças, resiliências, habilidades e capacidades. Os professores bilíngues, ou não, que trabalham com a educação de surdos precisam aceitar o desafio para perceber as diferenças metodológicas especificas e educacionais que estão envolvidas na língua e cultura do/a estudante surdo/a, avançando, dessa forma, para uma inclusão efetiva, como cidadã(o) brasileiro/a.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1327Políticas Linguísticas e Direito Linguístico de/para Comunidades Surdas: Perspectivas e Desafios2025-11-12T20:44:06+00:00DANIANE PEREIRAdaniane.pereira@ufsb.edu.brWolney Gomes Almeida wgalmeida@uesc.br<p>Discussão atual e relevante para a implantação efetiva da modalidade de Educação Bilíngue de Surdos (Brasil, 2021), enquanto política linguística e educacional, como meio de reconhecer a língua dos sujeitos surdos brasileiros, respeitar sua diversidade linguística e cultural e garantir seu desenvolvimento cognitivo e social, pois, para a comunidade surda a língua de sinais além de oportunizar comunicação é símbolo de poder e resistência frente à uma maioria ouvinte que não conhece e/ou utiliza a Libras. O reconhecimento oficial da língua de sinais como um idioma garante os direitos linguísticos dos sujeitos surdos, dificultando que eles tenham acesso limitado ou falta de exposição adequada à língua de sinais no seu ambiente social e possibilitando que possam se expressar, compreender e interagir em língua de sinais em diferentes contextos sociais, tendo seus direitos linguísticos e culturais reconhecidos e respeitados. Uma política linguística e educacional brasileira que reconhece a língua de sinais e as identidades surdas como meios de garantir o desenvolvimento e a participação dos sujeitos surdos na sociedade, pois, a criança surda tem o direito de crescer bilingue tendo o ensino da Língua Portuguesa, de forma escrita, o ensino de Libras e o uso da Libras como língua de instrução, comunicação e interação. Utilizamos o método cartográfico, que nos permitiu a organização e leitura do território das políticas linguísticas voltadas para sujeitos surdos, identificando os conceitos-chave que orientam a pesquisa e situando o tema no debate acadêmico. Em suma, para a aplicação da Lei (Brasil, 2021), além de ações governamentais é importante a conscientização da sociedade sobre os direitos à inclusão e do respeito à diversidade, isso implica investimentos em formação de professores; estruturação de currículos; adaptação de métodos de ensino; produção e distribuição de materiais didáticos em Libras; criação de escolas ou classes bilíngues.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1427Por uma musealização da Libras (Língua Brasileira de Sinais)2025-11-12T00:15:22+00:00Bruno Baptista dos Santosbrunolibrassurdo@gmail.comJúlia Mayer de Araujojuliamayera@gmail.comAna Regina e Souza Campelloanacampelloines@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta uma experiência profissional de pensar uma museologia inclusiva centrada na musealização das línguas de sinais e na representatividade Surda, com base em uma diretriz do Plano Nacional Setorial de Museus 2025-2035. A partir de ações de um Surdo educador no Museu do Amanhã com mediação em Libras, imersões educativas, tradução e gravação de conteúdos, criação de glossários e sinais, além de cursos e consultorias em acessibilidade, problematiza-se a importância de profissionais surdos atuantes no campo museal. Argumenta-se que a presença de Surdos educadores transforma práticas institucionais: amplia a qualidade da mediação, promove reconhecimento da Libras como elemento cultural e fortalece a participação da comunidade surda nas decisões e na produção de conteúdo. Embora avanços tenham sido observados no setor educativo e em exposições acessíveis, há ainda o que se pensar sobre a musealização desses sinais no campo museal. O texto estabelece relações com a diretriz de musealização das línguas de sinais presente nas agendas públicas contemporâneas e oferece recomendações práticas para consolidar a representatividade surda nas instituições culturais.</span></p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1348Sinal-termo oficial da comunidade das pessoas surdocegueira brasileiras2025-11-12T20:43:44+00:00Ana Regina e Souza Campelloanacampelloines@gmail.comAlinny Umeno Nogueiraprofalinnyumeno@gmail.comSusan Kelly Goncalves susankelly336@gmail.comRosani Suzinrosanisuzinsc@gmail.com<p>O presente artigo ratifica a mudança do sinal-termo através de debates junto ao grupo do <em>WhatsApp</em> de pessoas com surdocegueira que querem mudar e criar o sinal-termo para ser publicado em periódicos. A discussão, determinação da criação e aprovação de sinais-termos partiu do grupo “Movimento dos Surdocegos do Brasil” que objetiva orientar o uso de um sinal-termo de forma padrão nas conferências, eventos e salas universitárias que são produzidos no território brasileiro onde as pessoas com surdocegueira participam junto com os Intérpretes de Libras e de Guia Intérprete da modalidade Tátil. Os fundamentos teóricos utilizados na pesquisa de sinal-termo basearam-se nas características essenciais das culturas das comunidades de pessoas surdocegueira e autores das áreas dos Estudos Surdos, da Tradução, do Léxico e da Terminologia. As pessoas com surdocegueira se utilizam de uma língua de modalidade gesto-visual-tátil, onde as informações são passadas em seu próprio corpo e no espaço de recepção. Foi utilizado a metodologia de abordagem qualitativa e levantamento de dados dos três sinais-termos com as análises descritivas, do conforto linguístico (Diniz, 2011 e Schmitt, 2008), das restrições fonológicas da língua de sinal de forma padrão no ato da sinalização e da metodologia do Costa (2020). Concluindo de que a comunidade pessoas com surdocegueira, através das descrições e explicativos, passaram a entender e aprovaram, através de enquete, o uso de um sinal-termo padrão de modo correto e fácil de ser aplicada no ato da sinalização e da tradução e interpretação tátil nas conferências e eventos afins. </p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1438A variação linguística em foco: levantamento e análise de pesquisas acadêmico-científicas sobre a Libras2026-01-18T22:20:21+00:00Shelton Lima de Souzashelton.souza@ufac.brCarine de Souza Patriciocarine.patricio@sou.ufac.brHiasmine Limahiasmine.silva@sou.ufac.br<p>O presente trabalho originou-se de um estudo com o objetivo de investigar em espaços acadêmicos virtuais, como sites de revistas especializadas e de órgãos de fomento a exemplo do banco de dados da Capes, trabalhos acadêmico-científicos que versem sobre perspectivas variacionistas em elementos estruturais da gramática da Língua Brasileira de Sinais, a Libras. Nesse sentido, este artigo é resultado de uma pesquisa descritivo-analítica que culminou com a análise de uma série de produtos acadêmicos que mostram as investigações concernentes a elementos estruturais da Libras que estão em variação, de acordo com os estudos analisados. Por meio da análise proposta, observaram-se alguns resultados: os textos analisados seguem a perspectiva da chamada Teoria da Variação laboviana; não há, entre os textos, qualquer outra vertente teórica, exceto a Teoria da Variação, que subsidie a análise de elementos em variação na Libras; os autores dos textos sob investigação destacaram o fato de as comunidades surdas, nas quais foram identificados os dados, estarem em constante mudança sociocultural; e, por fim, observou-se que há uma tentativa de adaptação dos estudos variacionistas das línguas orais para o estudo variacionista das línguas de sinais, mostrando que, ainda, há uma forte tendência em se considerar e analisar a Libras por meio de perspectivas teóricas que foram construídas por meio de dados de línguas orais e que ainda há muito a se pensar e a se considerar em relação à variação na Libras, sobretudo, em outras estruturas das línguas de sinais como na sintaxe e na morfologia que podem contribuir com novas abordagens de linguagem.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1401Interação dos surdos de Brasiléia com os surdos de Cobija: relações na região de fronteira2025-11-12T20:41:12+00:00Gustavo Marques Brandãogustavo.brandao@sou.ufac.brLucas Vargas Machado da Costalucas.vargas@ufac.brVivian Gonçalves Louro Vargasvivian.vargas@ufac.br<p>As cidades de Brasiléia (Acre) e de Cobija (Bolívia) estão localizadas na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, sendo um espaço no qual brasileiros e bolivianos transitam constantemente. Nesses locais, normalmente, é utilizada uma interlíngua, ou seja, uma língua intermediária entre os usuários do português (brasileiros) e do espanhol (bolivianos), e de outras línguas orais utilizadas nos dois países. Além das línguas orais, há também as línguas de sinais utilizadas nessas regiões de fronteira, entre elas, a Libras e a Língua de Sinais Boliviana. Assim, o presente artigo tem como objetivo descrever como ocorre a interação entre os surdos que transitam nesta região, trazendo reflexões sobre a possível utilização de uma interlíngua sinalizada e da alternância entre a Libras e a Língua de Sinais Boliviana. O estudo foi realizado a partir de levantamentos bibliográficos e de uma entrevista com dois surdos que moram na região de fronteira Brasil/Bolívia, tratando-se de uma pesquisa qualitativa, com objetivos descritivos. Como embasamento para o trabalho foram utilizados os estudos de Calvet (2002), Albuquerque (2006) e Miranda (2020). Foi possível observar que os surdos que moram nesta região, e transitam entre os dois países, tendem a usar o espanhol e o português escritos, principalmente para se comunicarem com pessoas ouvintes; em relação ao uso das línguas de sinais, utilizam a LSB e a Libras, sendo que, a depender do(s) interlocutor(es) é usada uma mescla de sinais de ambas as línguas constituindo-se, assim, uma interlíngua sinalizada.</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúdahttps://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/1449Ensino de Geografia para sujeitos surdos: Libras como ferramenta inclusiva na cultura surda2025-11-21T00:56:42+00:00Orlando Menezes da Silvaorlando.menezes@gmail.comNilson Cesar Fragancfraga@uel.br<p>O presente artigo resulta de reflexões teóricas e empíricas acerca do ensino de Geografia para sujeitos surdos, tomando a Libras (Língua Brasileira de Sinais) como língua de instrução no processo de ensino e aprendizagem, e não apenas como uma ferramenta instrumental de inclusão. Parte-se do pressuposto de que o acesso à língua materna constitui condição fundamental para a construção do conhecimento escolar e para a participação efetiva dos estudantes surdos no ambiente educacional, especialmente no que se refere à aprendizagem de conteúdos geográficos. A pesquisa foi desenvolvida a partir de observações em salas de aula da Educação Básica em escolas da cidade de Rio Branco, no estado do Acre, no ano de 2023, nas quais há estudantes surdos matriculados e acompanhados pelo Centro de Apoio ao Surdo (CAS). Nessas turmas, busca-se garantir aos alunos o acesso à Libras como língua materna no processo de aprendizagem do componente curricular de Geografia. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, que articula observações em sala de aula e revisão bibliográfica. O referencial teórico fundamenta-se em autores que discutem o ensino de Geografia e a educação de sujeitos surdos, destacando-se Cavalcanti (2005) e Gonçalves (2019), no campo do ensino de Geografia, e Perlin (2004), Quadros (2002) e Silva (2025), nas discussões sobre surdez, cultura surda e Libras. Os resultados evidenciam a relevância da atuação do profissional TILSP (Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais e Português) como mediador linguístico no processo educativo. A interlocução entre o professor regente e o TILSP mostra-se fundamental para garantir a comunicação e favorecer o acesso dos estudantes surdos aos conteúdos trabalhados em sala</p>2026-03-24T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Falange Miúda