Revista Diálogos | Estudos da Linguagem
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<p>A Revista Diálogos (RevDia - eISSN - 2319-0825) adota o regime de publicação em fluxo contínuo, organizando-se em um volume anual que contempla dois dossiês temáticos — um voltado à área de Linguística e outro à área de Literatura — além de uma seção de temática livre. O periódico publica artigos científicos inéditos, resultantes de pesquisas originais, preferencialmente vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu, nacionais e internacionais. O periódico vincula-se ao Grupo de Pesquisa Variação Linguística, Avaliações Subjetivas e Ensino de Língua Portuguesa e Teorias Linguísticas (VAELP-TL/CNPq) e conta com o apoio institucional do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS/UPE – Unidade Garanhuns).</p>Periódicos UPEpt-BRRevista Diálogos | Estudos da Linguagem 2319-0825“Enterneceu-se: você é um bicho” ou a sofisticada máquina de produção em massa de existências definhadas na obra Vidas Secas
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<p><span class="s31"><span class="bumpedFont15">Sob o horizonte teórico da noção de cronotopo artístico proposto por Bakhtin (1987, 2014), em paralelo com as ideias de Vico (1984) sobre as linguagens históricas, este artigo tem como objetivo analisar o romance </span></span><span class="s32"><span class="bumpedFont15">Vidas Secas</span></span><span class="s31"><span class="bumpedFont15"> (2007), de Graciliano Ramos. Observaremos como a conjunção tempo e espaço nos permitem ver a construção discursiva das personagens da obra por meio de uma máquina de exploração sofisticada estruturada pelo esvaziamento de potências humanizadoras que singularizam determinados grupos sociais, como sua linguagem e suas práticas históricas.</span></span></p>Marcos Roberto dos Santos AmaralJoão Batista Costa Gonçalves
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2026-07-162026-07-16133117Uma proposta de intervenção a partir da leitura do livro-imagem Ida e Volta:
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<p>Este artigo tem por objetivo discutir, a partir de uma proposta de intervenção em uma turma de 4º ano do Ensino Fundamental, de que maneira a Análise de discurso materialista pode fomentar atividades lúdicas em meio à leitura do livro-imagem. Partindo da premissa na qual o livro-imagem por ser objeto artístico é um exemplar do discurso lúdico, estando aberto à polissemia, são apresentados e discutidos exemplos de atividades lúdicas propostas em meio a oficinas de leitura do livro-imagem <em>Ida e volta</em> (Juarez Machado). As atividades lúdicas atestam justamente as possibilidades de trabalhar a abertura dos sentidos e os gestos de leitura singulares das crianças que ancoram sua interpretação na memória discursiva e em suas histórias de leitura</p>Cintia BicudoLuciana Ferreira Dias Di Raimo
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2026-07-162026-07-161333346Veneno nos campos da vida: reflexões ecocríticas em A árvore mais sozinha do mundo, de Mariana Salomão Carrara
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<p>O artigo analisa o romance <em>A árvore mais sozinha do mundo </em>(2024), de Mariana Salomão Carrara, para avaliar contribuições do texto literário na reflexão sobre a alienação no trabalho rural e a subordinação dos indivíduos à lógica produtiva imposta pelo advento da técnica moderna. O enredo segue a vida de uma família de colonos que, sob o domínio da cultura do tabaco, se vê imersa em uma rotina repetitiva e opressiva, em razão da qual os desejos individuais são suprimidos pela lógica impessoal da produção. A narração acontece pela perspectiva de uma árvore e outros objetos da casa, de maneira a emular uma vertente da experiência fenomenológica que escapa à linguagem científica. Diante disso, o trabalho aborda, por meio da filosofia e da estética literária, em uma perspectiva ecocrítica, a racionalização da vida, a dissolução da individualidade e a fusão entre humanos, não humanos e tecnologia. Espera-se, com isso, destacar, a partir da obra, implicações filosóficas das formas de compreensão, produção e consumo em torno da natureza.</p>Leandro Moreto da RosaErnani ¨Mügge
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2026-07-162026-07-161334771Credibilidade e autoridade simbólica: uma análise do jornalismo como fiador e antifiador de discursos na era da desinformação
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<p><span style="font-weight: 400;">O jornalismo possui um poder simbólico de mediação entre os fatos e o discurso apresentado que se constituiu, historicamente, pela credibilidade que as instituições jornalísticas constroem diariamente. </span><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste estudo é investigar as posições discursivas de garantia ou desestabilização da autoridade simbólica do dizer a partir das cenografias e ethos engendrados pelo jornalismo profissional quando se apresenta como fiador ou antifiador discursivo no contexto da desinformação. O marco teórico que sustenta a investigação se apresenta a partir dos conceitos de cenografia e ethos (Maingueneau, 2008a, 2008b, 2020), gênero discursivo (Bakhtin, 2011), jornalismo (Bucci, 2019) e Traquina, 2020, 1999), credibilidade (Lisboa; Benetti, 2017) e pós-verdade (Ferrari, 2018). A pesquisa é exploratória, bibliográfica e documental com abordagem qualitativa, mediante procedimento da análise do discurso, de matriz socio-histórica. </span><span style="font-weight: 400;">A materialidade do corpus é constituída por uma postagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro na rede social </span><em><span style="font-weight: 400;">X</span></em><span style="font-weight: 400;"> (antigo </span><em><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></em><span style="font-weight: 400;">) que adultera uma matéria do jornal </span><em><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></em><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Como contribuição, esta pesquisa oferece uma qualificação da discussão acerca do fiador enquanto instância de enunciação que garante a credibilidade de um discurso num contexto de crise do jornalismo profissional e amplo consumo de desinformação. A análise demonstra que o jornalismo profissional, fiador de um trabalho comprometido e simbolicamente reconhecido na sociedade, é tomado de empréstimo como garantia fiduciária quando instrumentalizado no contexto da pós-verdade.</span></p>Maria Joana Chiodelli ChaiseErnani Cesar de FreitasLuis Henrique Boaventura
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2026-07-162026-07-161337294A moça tecelã: a formação do sujeito-leitor responsivo por meio da prática do pensar alto em grupo
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<p>Este artigo investigou como a prática de leitura dialógica do Pensar Alto em Grupo (PAG) contribui para a formação do leitor responsivo e crítico do Ensino Médio, tomando como base o conto <em>A Moça Tecelã</em>, de Marina Colasanti, que partiu da vivência com os estudantes. Considerou-se para a investigação uma turma de 1ª série do Ensino Médio de uma escola pública do estado do Tocantins. A abordagem qualitativo-interpretativo caracteriza a natureza metodológica da pesquisa que está fundamentada à luz da Linguística Aplicada, sob a base de teóricos que têm a leitura como temática, sendo alguns deles: Kleiman (2013), Zanotto (2014), Zanotto e Sugayama (2011), Batista-Santos (2018), dentre outros, e na concepção dialógica da linguagem: Bakhtin (2003); Bakhtin; Volóchinov (2010) e Volóchinov (2018). Desse modo, os resultados demonstraram que a vivência do PAG deu espaço para que os discentes vivenciassem situações dialógicas na construção de sentidos. Os estudantes perceberam que a leitura é um processo ativo, no qual suas vozes têm importância e contribuem para a construção de sentidos mais amplos, o que contribui para a formação de leitores mais reflexivos, autônomos e participativos, capazes de dialogar com o texto e com os outros leitores, ampliando sua compreensão e visão de mundo.</p>Joelma Pereira Cruz Dos SantosRicardo Ferreira de SousaPoliana Coutinho Campos da Silveira
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2026-07-162026-07-1613395110Ação construída na língua brasileira de sinais
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<p>Esta pesquisa discute o fenômeno ação construída (AC) na língua brasileira de sinais (Libras), cujos objetivos são: descrever o fenômemo, apontando marcadores não manuais utilizados, bem como analisar suas funções de uso. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, ilustrado com trechos de sinalizações de surdos de referência do <em>corpus</em> de Libras da Universidade Federal de Santa Catarina. Considera-se que a ação construída envolve o uso do olhar e da expressão facial como articuladores primários. Além disso, é uma tarefa cognitiva complexa, em que se utiliza uma quantidade variável de articuladores do corpo. Por meio dela, podemos expressar referentes, suas ações e modos, além de tempo, espaço e até mesmo aspecto verbal.</p>Valdemar Junior
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2026-07-242026-07-24133111228