Revista Formação https://periodicos.upe.br/index.php/revfor <p>A <em>Revista Formação</em> (ISSN 3085-5721) é um periódico eletrônico de acesso aberto, publicação contínua e periodicidade anual, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Mata Norte. São aceitas submissões, em fluxo contínuo, de manuscritos originais e inéditos em diferentes seções.</p> <p>A revista publica textos na grande área da Educação, com particular interesse nas seguintes subáreas temáticas: formação de professores; gestão e políticas públicas; estudos da linguagem; história e historiografia da educação; ensino de Geografia, Língua Portuguesa, línguas adicionais e Libras; movimentos sociais; práticas pedagógicas e estudos interdisciplinares. Sua missão é publicar a produção científica, revisada por pares, de pesquisadores(as), independentemente de seu vínculo institucional, prezando pela diversidade geográfica e institucional, a fim de fomentar o desenvolvimento e a democratização da ciência aberta e a divulgação dos temas abordados. Seu público-alvo é constituído por estudantes, professores, pesquisadores e leitores que se interessem pelo amplo debate educacional.</p> <p>A Revista Formação não cobra taxa para publicação e processamento (APC). Tem seu conteúdo publicado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0. A revista está classificada no Qualis-Periódico no quadriênio de 2021-2024 como B3. </p> pt-BR <p>Este trabalho está licenciado sob uma licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p>Você tem o direito de:</p> <p><strong>Compartilhar</strong> — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato<br /><strong>Adaptar</strong> — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.</p> <p>O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença. De acordo com os termos seguintes:</p> <p><strong>Atribuição</strong></p> <p>— Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso. Sem restrições adicionais<br />— Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.</p> editorchefe.revfor@upe.br (Editor-Chefe da Revista ) revista.formacao@upe.br (Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE)) Wed, 29 Apr 2026 00:00:00 +0000 OJS 3.3.0.12 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Formação Continuada e Equidade Educativa https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e024 <p>Este trabalho investiga a reforma do Ensino Médio no Haiti (2010–2024), enfatizando a qualidade da educação e as disparidades no acesso à formação contínua para professores. Utiliza uma abordagem de métodos mistos, que combina uma pesquisa com 300 educadores, entrevistas, observações e análise de documentos. Os resultados mostram que a formação está predominantemente concentrada em áreas urbanas e no setor privado, enquanto os professores das regiões rurais e da rede pública enfrentam obstáculos estruturais, incluindo falta de recursos e limitações tecnológicas. A pesquisa conclui que, apesar de ajudarem na profissionalização, as políticas tendem a perpetuar desigualdades, destacando a necessidade de estratégias nacionais que sejam integradas e focadas na equidade.</p> Fritznel Alphonse Copyright (c) 2026 Fritznel Alphonse https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e024 Tue, 12 May 2026 00:00:00 +0000 O Ensino de Gramática no Novo Ensino Médio https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e025 <p>Este estudo aborda o ensino de gramática na educação básica e apresenta como objetivo principal verificar se as atividades propostas em um livro didático distribuído pelo PNLDEM 2021 estão alinhadas às orientações oficiais voltadas para a educação brasileira, assim como aos estudos da linguagem aplicados ao ensino mais recentes. A análise é fundamentada, então, nas diretrizes presentes na BNCC (2018) e nos estudos sobre o ensino de gramática contextualizada, como se observa na obra de Antunes (2014). A pesquisa, de caráter qualitativo-interpretativo e documental, consistiu no estudo das atividades sobre o adjetivo presentes no livro “Ser Protagonista: a voz das juventudes – Língua Portuguesa (Paiva, 2020) e revelou que, embora as atividades apresentem pontos de convergência com as diretrizes oficiais e com a gramática contextualizada, ainda existem limitações, especialmente no que diz respeito ao espaço que, na obra, é dedicado ao estudo da categoria gramatical em evidência.</p> Débora Brena de Oliveira Gomes Nascimento, Gustavo Henrique Viana Lopes Copyright (c) 2026 Débora Brena de Oliveira Gomes Nascimento, Gustavo Henrique Viana Lopes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e025 Tue, 12 May 2026 00:00:00 +0000 Práticas de Oralidade Acadêmicas e Profissionais na Formação e no Trabalho do Professor de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e Médio https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e019 <p>A presente pesquisa de mestrado tem como objetivo analisar por quais gêneros orais os licenciandos em Letras e docentes de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e Médio interagem em práticas de letramento acadêmicas e profissionais. Nesta perspectiva, os estudos de formação docente têm mostrado que uma boa formação precisa dar subsídios para um agir profissional que permita ao estudante vivenciar diferentes práticas de linguagem na graduação (Fisher, 2015; Costa; Paz, 2017; Bezerra, 2020, dentre outros), além de proporcionar ao futuro professor uma formação que não o reduza a um reprodutor de teorias (Gatti, 2015; Gatti et al. 2019; Saviani, 2009; Nóvoa, 2017, dentre outros). No que diz respeito à oralidade, trata-se de um eixo que carece de um maior aprofundamento na formação inicial docente em Letras (Luna, 2016, 2017). Esses futuros professores de Português lidarão com diferentes gêneros do métier docente (Brasileiro; Pimenta, 2021, 2022a, 2022b, 2022c, 2023), bem como esses estudantes, ainda na graduação, lidam com diferentes práticas de linguagem próprias do ambiente acadêmico (Lea; Street, 2014). Sendo assim, nossa escolha teórica relaciona estudos de letramento, oralidade e formação docente, entendendo o interacionismo sociodiscursivo como a nossa base (Bronckart, 2006, 2008; Machado; Cristóvão, 2006, dentre outros), cujo conceito de gênero é central para o levantamento e a problematização acerca dos gêneros do métier docente. Como objetivos específicos, buscamos: a) analisar os gêneros orais presentes nas práticas de letramento acadêmico dos alunos de letras; b) analisar os gêneros orais presentes nas práticas de letramento profissional dos alunos de letras; c) identificar os gêneros orais presentes nas práticas de letramento profissional dos docentes de Língua Portuguesa dos Ensinos Fundamental II e Médio. Como metodologia, elaboramos entrevistas semiestruturadas com quatro professores de diferentes instituições, assim como com quatro estudantes do curso de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG. Nossos dados foram coletados por meio de gravações em vídeo via google meet e posteriormente transcritas; como procedimento para as análises lançamos mão dos segmentos de orientação temática e segmentos de tratamento temático (Bronckart, 2008). Buscamos, então, interpretar como as práticas de oralidade se fazem presentes no meio acadêmico para estudantes de Letras e no meio profissional para professores de Língua Portuguesa; assim, pudemos verificar quais são as relações entre os gêneros vivenciados na formação e os requeridos no contexto de trabalho. Os resultados nos levam a compreender que há poucas vivências dos graduandos com gêneros orais na licenciatura, seja de instância acadêmica (seminário e apresentação de pôster), seja da instância profissional (reuniões e atendimentos a pais). Em contraposição, os docentes relataram necessitar de formação para realizar seu trabalho por meio dos gêneros orais, como intensa mediação de conflitos e uma série diversificada de reuniões, além das aulas. Com isso, consideramos que a formação docente carece de práticas orais profissionais e acadêmicas. Além disso, é necessário incluir reflexão explícita sobre oralidade na formação, pois os docentes compreendem a necessidade do domínio do discurso oral na vida profissional.</p> Joaquim Junior da Silva Castro Copyright (c) 2026 Joaquim Junior da Silva Castro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e019 Wed, 29 Apr 2026 00:00:00 +0000 Narrativas do Recife Assombrado em Podcast https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e020 <p>Este trabalho objetivou, de maneira geral, investigar como os (as) discentes do módulo V, dos anos finais da EJA, da EMTI Antônio Farias Filho desenvolvem a capacidade de produção de relatos orais do gênero lenda urbana, levando em consideração as práticas de letramento. Dentre as diversas lendas do Recife, selecionamos como <em>corpus </em>para o presente estudo as seguintes: “No riacho da Prata”, “A Menina sem Nome”, o “Papa-figo” e “A emparedada da Rua Nova”. Epistemologicamente, apoiamo-nos em Haveloc, 1991; Ferreyra,1998 e Marcuschi, 2008, para os estudos de oralidade. Bakhtin, 2011 e Dolz e Scheneuwly ,2004, fundamentaram as considerações sobre gêneros discursivos e orais. Buscamos em Voloshinov, 2021, Faraco, 1997, 2009; Geraldi ,1997; Pereira, 2010; Koch, 2004 e Antunes, 2009, bases para nortear os estudos sobre língua e linguagem. Para os novos estudos do letramento e para fortalecer o caráter cultural do presente estudo, buscamos apoio em Street, 2014; Hall 2006, Bruner 1990, 1997); Geertz 1973 e Canclini,1984, respectivamente. Para embasar as considerações sobre EJA, dialogamos com Capucho, 2012; Ciavatta, 2010; Freire, 1979, 1996, 2009, 2021; Paiva, 2013; Souza, 2007. Metodologicamente, foi realizada uma pesquisa-ação, com intervenção baseada no modelo de sequência didática de Dolz, Noverraz e Scheneuwly (2004), que resultou na produção de podcasts de bate-papo, onde os (as) estudantes relatavam seus conhecimentos sobre as lendas urbanas antes e depois do que foi visto nas etapas da realização da sequência, do ponto de vista social, histórico e cultural.</p> Fernanda Alves de Vasconcelos Copyright (c) 2026 Fernanda Alves de Vasconcelos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e020 Thu, 30 Apr 2026 00:00:00 +0000 A Experiência do Ciclo de Alfabetização (1986-1988) na Formação dos Professores da rede municipal de ensino de Recife https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e021 <p>Sabemos que o processo de implantação do Ciclo se deu mediante a divulgação dos estudos sobre a psicogênese da língua escrita, da consciência fonológica e dos usos e funções da escrita. Diante disso, ao saber de prática bem sucedida de algumas professoras que haviam participado da implantação do Ciclo de Alfabetização na rede municipal de ensino de Recife (1986-1988) decidimos conhecer mais sobre essa experiência dos docentes. Realizamos um estudo com o objetivo de entender o processo de implantação do Ciclo de Alfabetização na rede de ensino de Recife no período de 1986 a 1988, bem como sua influência na prática docente dos alfabetizadores. Para atingir esse objetivo, se fez necessário investigar as concepções de alfabetização que foram discutidas no Ciclo de Alfabetização, verificar os encaminhamentos dados aos professores alfabetizadores, no que concerne ao trabalho específico de apropriação da escrita. Para produzir os dados da pesquisa analisamos um relatório que trazia as discussões teóricas e encaminhamentos didáticos fornecidos durante a capacitação para os alfabetizadores da rede. Realizamos, ainda uma entrevista com seis professoras que participaram da implantação do Ciclo, uma assessora de língua portuguesa e uma supervisora da rede de ensino. Percebemos que o relatório trazia discussões sobre as concepções de ensino/aprendizagem pensadas na época da implantação do Ciclo em Recife. Analisamos a presença de sugestões de atividades que contemplavam as propostas divulgadas no material e, para estudar as tais propostas, elaboramos uma tabela, a qual foi composta por categorias, baseadas nos processos cognitivos, elaborados pelas crianças, para responder às tarefas. Com essa categorização de atividades, percebemos que quase todos os exercícios propostos, cerca de 75% envolviam a análise fonológica. Essas atividades eram sugeridas, mediante o trabalho com textos. Por meio da escolha da palavra-chave, era realizado todo o trabalho de reflexão fonológica. Na entrevista com as professoras, elas mencionaram o trabalho com textos, considerando seus conhecimentos prévios. Com isso, identificamos uma relação teoria-prática muito articulada nesse período, relação essa que favoreceu uma construção da prática docente em alfabetização, contemplando as propostas pedagógicas do Ciclo.</p> Juliana Maria Lima Coelho Copyright (c) 2026 Juliana Maria Lima Coelho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e021 Thu, 30 Apr 2026 00:00:00 +0000 Saberes de Escrita do Professor em Curso de Formação Continuada do Programa Escrevendo O Futuro https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e022 <p>No exercício de suas funções institucionais e pedagógicas, o professor realiza práticas de linguagem, levando em conta a agência social em que exerce sua docência, constituindo-se, assim, o letramento para o trabalho. Para este estudo, o foco está no curso de formação continuada para professores, Sequência Didática: Aprendendo por Meio de Resenhas, oferecido pelo Programa Escrevendo o Futuro, no modelo Ensino a Distância. Baseando-me na experiência como cursista, surgiu o interesse em investigar os estudos relacionados aos saberes de escrita didatizados para os educadores, com o objetivo de refletir sobre o ensino dessa prática de linguagem articulada às suas ações profissionais. A pergunta central norteadora é: <em>O que os saberes de escrita mobilizados em curso de formação continuada desvelam sobre a perspectiva de formação docente? </em>Para respondê-la, estabeleci como objetivo geral: Investigar as formas de mobilização de saberes de escrita com vistas a compreender a concepção de formação continuada subjacente. Dele, derivam-se três objetivos específicos: (1º) Identificar o processo de didatização da escrita dos professores em curso de formação docente; (2º) Caracterizar o processo de didatização sobre a escrita dos professores a partir de prescrições e do produto representativo – resenhas; e (3º) Relacionar os saberes de escrita mobilizados pelos professores no curso em destaque, “Sequência Didática: Aprendendo por Meio de Resenhas”, à concepção de formação. As considerações teóricas distribuem-se entre o trabalho docente e o ensino de escrita, destacando-se, primeiramente, reflexões sobre formação docente, ciências do trabalho e saberes docentes e, em seguida, a respeito do ensino de escrita, escrita profissional, interacionismo sociodiscursivo. A metodologia de estudo situa-se na área da Linguística Aplicada, sendo uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritivo-interpretativista, com características documental e etnográfica. O <em>corpus</em> analisado é composto por documentos extraídos do curso investigado, além de uma sessão de grupo focal e uma entrevista aplicadas com os professores colaboradores. Os resultados apontam que o processo de didatização ocupa-se da instrução dos conhecimentos sobre o gênero resenha, focando na sua elaboração. A aprendizagem de sequência didática ocorre com referência à metodologia do curso. Os saberes de escrita destacaram o ensino vivenciado, além de perspectivas de formação docente que fundamentaram os estudos consultados – de caráter instrumental e tecnicista – e marcas que sinalizam os seus posicionamentos, conforme declarações feitas nos instrumentos de pesquisa utilizados. Conclui-se que as instruções da formação continuada se concentram nas dimensões científica e pedagógica. O professor, na condição de aluno, desenvolve uma relação propedêutica e instrumental com o saber, aprendendo na formação o que utilizará em sala de aula. As decisões didático-pedagógicas são repassadas para aplicação pelos(as) mediadores(as) junto aos educadores, sendo relevante que tais escolhas não sejam determinísticas a priori (antes da realização do curso), mas ocorram durante o processo, considerando situações que motivem suas redefinições e adequações, atendendo, dessa forma, às demandas e perspectivas dos participantes. Por fim, ressalto os encaminhamentos apresentados, com a pretensão de que possam orientar o planejamento e a gestão de estudos direcionados para a formação docente.</p> <p>&nbsp;</p> Renilson Nóbrega Gomes Copyright (c) 2026 Renilson Nóbrega Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e022 Sun, 10 May 2026 00:00:00 +0000 O Gênero Ensaio Acadêmico-Científico em Periódicos Qualis Capes A1 da Área de Letras https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e023 <p><span style="font-weight: 400;">O ensaio acadêmico/científico é um gênero ainda pouco investigado no campo da Linguística Aplicada brasileira. Além disso, a maioria dos trabalhos são voltados para a análise de ensaios desenvolvidos num contexto de ensino-aprendizagem, em que os papéis sociais assumidos pela relação autor-leitor não ultrapassam os limites da relação aluno-professor. Diante desse contexto, a presente dissertação tem como objetivo caracterizar o gênero ensaio publicado nos periódicos Qualis Capes A1 das áreas de Linguística e de Literatura. Esse objetivo, consequentemente, desdobra-se em quatro objetivos específicos, que são: i) descrever os parâmetros do contexto de produção de ensaios acadêmicos nos periódicos brasileiros de excelência na área de Linguística e de Literatura; ii) analisar a arquitetura interna desses ensaios acadêmicos, no que se refere à infraestrutura geral do texto; aos mecanismos de textualização; e aos mecanismos enunciativos; iii) refletir sobre as especificidades e aproximações entre os ensaios de Linguística e de Literatura; e iv) identificar as dimensões ensináveis do gênero e, a partir delas, propor um Modelo Didático do Gênero. Para tanto, ancorou-se no arcabouço teórico do Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, 2023; Bronckart, 2006) e dos estudos do letramento acadêmico (Lousada e Dezutter, 2023). A pesquisa, de natureza qualitativo-interpretativista, inserida no âmbito da Linguística Aplicada (LA), analisou o corpus de dez (10) ensaios acadêmicos científicos, em conjunto com as Diretrizes para Autores das revistas em que foram publicados. Dessa maneira, a análise dos parâmetros do contexto de produção nos levou a identificar o ensaio como um gênero em clandestinidade, uma vez que, na maioria dos casos, ele não é previsto pelas diretrizes das revistas, mesmo quando expressivamente publicado. No que se refere à arquitetura, interna, identificamos que as particularidades da cultura disciplinar se presentificam nos três níveis do folhado textual, elucidando uma dimensão caleidoscópica do gênero (Pereira, Basílio, Leitão, 2017), haja vista seus múltiplos contornos. Por fim, realizamos a proposição do Modelo Didático do Gênero ensaio acadêmico-científico a ser adaptado por professores universitários de graduação e pós-graduação na constituição de Sequências Didáticas.</span></p> <p>&nbsp;</p> Maria Clara Batista Monteiro Copyright (c) 2026 Maria Clara Batista Monteiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.upe.br/index.php/revfor/article/view/e023 Sun, 10 May 2026 00:00:00 +0000