https://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/issue/feedSala 8 Revista Internacional em Políticas Currículo Práticas e Gestão da Educação2026-05-15T14:01:25+00:00Débora Quetti Marques de Souzadeboraquetti@gmail.comOpen Journal Systems<p>A SALA 8: Revista Internacional em Políticas, Currículo, Práticas e Gestão da Educação é uma publicação científica em formato eletrônico do Grupo Internacional de Pesquisas em Políticas, Práticas e Gestão da Educação - GIPPPGE.</p> <p>A expressão "sala 8" é uma referência a uma das salas da Universidade do Minho, Campus Gualtar, situada na cidade de Braga, em Portugal. Ali se reuniram pesquisadores brasileiros, portugueses, moçambicanos e iranianos entre 2015 e 2016, mestrandos e doutorandos, que estabeleceram relações de parceria e afetividade. Um grupo se constitui, se consolidou e se ampliou com a presença ativa e responsiva.</p> <p>Este é um espaço de publicação semestral do Grupo Internacional de Pesquisas em Políticas, Práticas e Gestão da Educação - GIPPPGE, tendo na Universidade de Pernambuco o seu vínculo institucional. Trata-se de um periódico de acesso livre, gratuito para os autores, disponível on-line, dedicado a publicação de artigos, resenhas, ensaios, relatos de experiências e entrevistas sobre variados temas da educação, como: políticas, currículo, gestão, tecnologias, formação, inclusão e práticas pedagógicas. Nosso objetivo é divulgar a produção científica de pesquisadores nacionais e internacionais difundindo estudos e experiências educacionais, promovendo a reflexão em torno de problemas teóricos e práticos no campo educacional. Não há cobrança de taxa para os autores.</p>https://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1592Currículo que resiste2026-01-08T12:26:01+00:00Ailma Rocha Soaresailma.soares@discente.univasf.edu.brAlbano de Goes Souzaalbano.goes@univasf.edu.brReginaldo Pereira Santosreginaldo.pereira@univasf.edu.brJosé Eduardo Ferraz Clementejoseeduardo.clemente@univasf.edu.br<p>O presente relato aborda a experiência do projeto Enegre(S)er, desenvolvido em uma escola estadual de tempo integral na Bahia, com foco na educação antirracista e no enegrecimento do currículo. A fundamentação teórica baseia-se nas concepções da pedagogia histórico-crítica, da educação para as relações étnico-raciais e das metodologias ativas, que reconhecem o estudante como sujeito ativo do processo educativo. A metodologia utilizada combina pesquisa exploratória e descritiva, com instrumentos como questionários e entrevistas, além da aplicação da Aprendizagem Baseada em Projetos, que possibilita práticas interdisciplinares nas áreas de Ciências Humanas e Linguagens. As atividades envolveram rodas de conversa, oficinas, cineclube, produção de materiais artísticos e culturais, valorizando a identidade negra. Os resultados apontam para maior protagonismo estudantil, fortalecimento da autoestima e da consciência racial, bem como maior engajamento da comunidade escolar. O projeto demonstra potencial transformador ao promover práticas pedagógicas inclusivas e decoloniais.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Ailma Rocha Soares, Albano de Goes Souza, Reginaldo Pereira Santos, José Eduardo Ferraz Clementehttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1675Estigmas de Gênero na Educação2026-03-07T19:52:10+00:00Cauã Lopes de Lima Silvalimacaua369@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este relato de experiência analisa as manifestações de preconceito e estigma de gênero vivenciadas por um profissional masculino na função de auxiliar de educação em uma escola pública de Caruaru/PE. Fundamentado na discussão sobre história da docência e os estereótipos de gênero, o estudo adota uma metodologia autoetnográfica, utilizando a vivência do autor como corpus de pesquisa. Os resultados revelam que a presença masculina na educação infantil é frequentemente alvo de desconfiança, evidenciada por olhares tortos, burburinhos e o receio de falsas acusações, o que limita a prática pedagógica. Conclui-se pela urgência em desconstruir esses estigmas, promovendo um ambiente escolar mais inclusivo e equitativo, onde a segurança das crianças seja priorizada sem preconceitos infundados. O trabalho aponta para a necessidade de futuras pesquisas e ações institucionais para valorizar a diversidade de gênero no corpo docente.</span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cauã Lopes de Lima Silvahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1706Integração da Matemática e Computação no Ensino Médio2026-03-31T12:18:11+00:00Lucas Silvio de Santana Medeiroslucassilvio144@gmail.comPaulo Henrique Ribeiro Tavarespaulo.rtavares@upe.brJhonata Willame Cordeiro de Vasconcelos Ferreira Barrosjhonatabarros22@gmail.comLeandro de Almeida Meloleandro.amelo@upe.brGilvaneide Nascimento Silvagilvaneide.silva@upe.br<p><span style="font-weight: 400;">A sequência didática foi elaborada para o ensino das Leis dos Senos e dos Cossenos, conteúdos centrais da Trigonometria aplicados à resolução de triângulos quaisquer. Além da abordagem matemática, integrou-se o uso do Python como recurso tecnológico, aproximando os estudantes do pensamento computacional e evidenciando a programação como apoio à resolução de problemas matemáticos. O objetivo principal foi promover uma compreensão sólida das leis, explorando sua dedução teórica e aplicações práticas em contextos reais, como cálculos de distâncias e modelagens geométricas. Entre os objetivos específicos, destacaram-se: reconhecer a importância dessas leis, aplicá-las corretamente em diversos contextos, automatizar cálculos no Python e estimular a autonomia tecnológica. O público-alvo foram estudantes do 3º ano do Ensino Médio, com conhecimentos básicos de trigonometria e noções iniciais de programação. O desenvolvimento ocorreu em momentos distintos, contemplando introdução com exemplos reais, dedução das fórmulas, atividades manuais, integração prática com Python, resolução de problemas e avaliação com feedback coletivo. Espera-se como resultado o fortalecimento da aprendizagem significativa, a valorização da interdisciplinaridade e a formação de estudantes mais autônomos.</span></p> <p><strong>Palavras-chave:</strong><span style="font-weight: 400;"> Lei dos Senos; Lei dos Cossenos; Trigonometria; Ensino Médio; Sequência Didática; Python; Interdisciplinaridade.</span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Lucas Silvio de Santana Medeiros, Paulo Tavareshttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1704Educação Científica e Literatura Surda2026-03-31T02:22:34+00:00Vanessa Regina Rodriguesreginavanessa52@gmail.comMárcia Brandão Rodrigues Aguilarmarcia.aguilar@univasf.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">Este estudo, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), apresenta um relato de experiência sobre a elaboração de um livro paradidático bilíngue (Libras-Português) voltado ao ensino de Ciências para crianças ouvintes. A fundamentação teórica baseia-se na pedagogia crítica de Freire (1987), na contextualização de Delizoicov (2017), na concepção de bilinguismo de Quadros (2006b) e na articulação entre teoria e prática proposta por Saviani (2011). A metodologia consiste em uma pesquisa qualitativa, de caráter teórico-analítico, que descreve o processo de elaboração do livro “O sonho de fazer chover”. A análise indica o potencial pedagógico da articulação entre conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, evidenciando a literatura surda como estratégia para a promoção da inclusão cultural e linguística. Assim, a proposta contribui para o ensino contextualizado de Ciências e para a formação de atitudes inclusivas nos anos iniciais.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Educação bilíngue. Literatura surda. Ensino de Ciências. Material paradidático.</span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Vanessa Regina Rodrigues, Márcia Brandão Rodrigues Aguilarhttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1504Construção de “Mão Mecânica” articulada para compreensão da anatomia humana no Ensino Fundamental (IVCIPPGE)2025-12-04T20:12:58+00:00Savana Santos Damascenosavanas863@gmail.comAuriene Nunes da Silva81197796a@gmail.comMarcia de Sousa Mirandamarciadesousamiranda87@gmail.comMaria Aparecida Custodio Rochacustodiorochamariaaparecida@gmail.comMaria Fernanda da Costa Gomesfernanda.gomes@srn.uespi<p><span style="font-weight: 400;">Este relato de experiência descreve a construção de uma “mão mecânica” articulada como recurso didático, aplicada em turmas do ensino fundamental de uma escola pública da zona rural de São Raimundo Nonato. O projeto foi elaborado no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto Biologia, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). A proposta teve como objetivo principal possibilitar a compreensão da anatomia das mãos e suas articulações, relacionando conteúdos de anatomia humana e conceitos básicos de robótica educacional. A fundamentação teórica foi construída a partir de estudos que discutem metodologias ativas e a integração da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem. A metodologia consistiu na realização de uma atividade prática, na qual os alunos, divididos em grupos, construíram modelos de mãos articuladas utilizando materiais recicláveis de baixo custo, como papelão, canudos e barbante. Os resultados evidenciaram maior engajamento, participação e compreensão do conteúdo por parte dos estudantes, além do desenvolvimento de habilidades de colaboração, criatividade e resolução de problemas. O trabalho mostrou-se eficaz para o fortalecimento da prática pedagógica e para a inserção de abordagens inovadoras no ensino de Ciências. </span><strong>Palavras-chave</strong><span style="font-weight: 400;">: Ensino de Ciências. Robótica educacional. Iniciação à Docência.</span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Savana Santos Damasceno, Auriene Nunes da Silva, Marcia de Sousa Miranda, Maria Aparecida Custodio Rocha, Maria Fernanda da Costa Gomeshttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1524O Estágio Supervisionado como ponte entre teoria e prática2025-12-19T21:24:36+00:00Luana Amorim da Silvaluana.asilva@upe.brDébora Quetti Marques de Souzadebora.souza@upe.br<p>Este relato de experiência busca descrever e analisar a experiência do Estágio Supervisionado em Educação Infantil, focando na integração entre teoria e prática docente. Realizado na Escola José Atanásio de Oliveira, localizada no município de Calçado-PE, o estudo analisou a rotina pedagógica e aplicou intervenções sobre Educação Ambiental. A pesquisa investigou como as práticas baseadas nos Campos de Experiência e nas interações, promovem a autonomia e o protagonismo das crianças. Os resultados indicam que o professor, ao atuar como mediador, cria um ambiente onde a brincadeira e a experiência direta são essenciais para a construção do conhecimento. Conclui-se que o educador tem um papel fundamental na promoção do desenvolvimento integral infantil.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Luana Amorim da Silva, Débora Quetti Marques de Souzahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1517Tecnologias Habilitadoras da Indústria 4.02025-12-05T22:17:37+00:00Alex Martins da Silvaalex.msilva@upe.brCharlis Alberto Cabral de Moraes Júniorcharlis.acmjunior@upe.br<p>Este relato descreve uma atividade pedagógica realizada na disciplina de Introdução às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) em uma escola técnica estadual do Alto Sertão do Pajeú-PE, com estudantes do 2º ano A do curso técnico em Administração. O objetivo foi promover a compreensão das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, fundamentada na teoria da quarta Revolução Industrial e suas tecnologias, como Big Data, IoT, Realidade Aumentada e Inteligência Artificial. A metodologia envolveu pesquisa em fontes acadêmicas, elaboração de cartazes e mapas mentais em equipe, culminando na exposição pública e análise de percepções por meio de questionários. Os resultados mostraram maior engajamento dos estudantes e compreensão aprimorada dos conceitos de tecnologia, sustentabilidade e mercado de trabalho, demonstrando a eficácia da metodologia participativa na formação de competências técnico-científicas e socioemocionais.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Alex Martins da Silva, Charlis Alberto Cabral de Moraes Júniorhttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1701Ensinando transformações geométricas no plano cartesiano usando como ferramenta didática jogos e ambientes digitais2026-03-27T21:31:21+00:00Vinicius Lima Albuquerquevinicius.limaalbuquerque@upe.brVitória Maria dos Santos Silvavitoria.ssilva@upe.brGilvaneide Nascimento Silvagilvaneide.silva@upe.brJhonata Willame Cordeiro de Vasconcelos Ferreira Barrosjhonatabarros22@gmail.com<p align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Este relato tem como objetivo principal apresentar uma proposta metodológica aplicada ao estudo das transformações geométricas, divididas em isométricas (rotação, translação e reflexão) e não isométricas (Alteração de Escala de figuras), a partir de exemplos práticos em jogos digitais, como <em>Super Mario Bros</em>, e em jogos criados na <strong>Godot Engine</strong>. Nesses ambientes, conceitos matemáticos aplicados à movimentação e aos sprites dos personagens tornam-se mais visíveis e significativos para os alunos. A utilização de jogos como recurso didático promove maior interesse e engajamento, rompendo com a limitação de exemplos puramente matemáticos ou cotidianos, que muitas vezes não despertam motivação. Para orientar a elaboração das atividades foi elaborada uma sequência didática. dessa forma, buscamos integrar matemática e computação, oferecendo uma abordagem mais concreta, dinâmica e instigante para a compreensão dos conteúdos. </span></span></span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Vinicius Lima Albuquerque, Vitória Maria dos Santos Silvahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1525Ensinando o Pensamento Computacional com Metodologias Ativas na Licenciatura em Computação2025-12-08T19:57:16+00:00Elvis Meloelvis.melo@upe.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta um relato de experiência sobre a disciplina “Ensino de Computação I”, voltada à formação inicial de professores da Licenciatura em Computação. A proposta integrou o Pensamento Computacional (PC) com Metodologias Ativas (MetA), estruturada em 3 fases que combinaram fundamentos teóricos, a produção de aula integrada à BNCC Computação, além da avaliação colaborativa e a produção de um relato de experiência. Os licenciandos planejaram e aplicaram aulas utilizando estratégias como gamificação, rotação por estações e aprendizagem baseada em problemas. As atividades proporcionaram vivências significativas e produção científica. Os resultados destacam o potencial da abordagem PC com MetA para o desenvolvimento profissional docente, alinhado às diretrizes da BNCC Computação.</span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Elvis Melohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1562Os impactos dos resultados das avaliações externas no desenvolvimento de políticas educacionais na rede de ensino do município de Bom Jardim – PE. 2025-12-30T03:01:23+00:00Danielly Monteiro de Moraes Batista danymonteiro16@hotmail.comFranciely Gomes Freire de Aguiar Silva franciely_gomes22@hotmail.comOdaléa Feitosa Vidalodalea.vidal@upe.br<p>As avaliações externas foram instituídas no Brasil como forma de monitorar e garantir a qualidade da educação no país. Partindo deste cenário desenvolvemos este trabalho de pesquisa para identificar quais os impactos dos resultados das avaliações externas no desenvolvimento de políticas educacionais na rede de ensino do município de Bom Jardim/PE. Com base nas ideias de Romão (2011), Blasis, Falsarella e Alavarse (2013), Luckesi (2011), Machado (2013), Castro (2007), Oliveira (2011), Santana, Rothen (2014) e outros estudiosos realizamos a fundamentação teórica. Esta pesquisa seguirá uma orientação de cunho qualitativo, com pesquisa-ação. Para a coleta de dados serão utilizados observação participante, questionário e grupo focal. As categorias de análise serão a categoria teórica e a categoria empírica. Para a realização desta pesquisa optamos pela análise de conteúdos por ser uma metodologia que pode ser aplicada em diferentes discursos e formas de comunicação. Iremos abordar as avaliações externas como um indicador para o desenvolvimento de políticas educacionais a partir dos resultados apresentados na rede de ensino, a fim de que seja ampliado as possibilidades para o trabalho dos profissionais da educação e apresentado melhores condições de aprendizagem para os estudantes. </p> <p> </p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Danielly Monteiro de Moraes Batista , Franciely Gomes Freire de Aguiar Silva , Odaléa Feitosa Vidalhttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1689VAAR e gestão meritocrática2026-03-17T22:44:30+00:00Jasson de Sousa Santosjasson.santos@uemasul.edu.brAlbiane Oliveira Gomesalbiane11@hotmail.com<p style="font-weight: 400;">Este artigo analisa o Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), destacando a condicionalidade 1 relacionada à seleção de diretores escolares, em diálogo com a lógica da nova gestão pública e o princípio da gestão democrática previsto na Meta 19 do Plano Nacional de Educação (PNE). A pesquisa toma como referência o Fundeb permanente, instituído pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e regulamentado pela Lei nº 14.113/2020, que passou a incluir as complementações VAAT (Valor Aluno Ano Total) e VAAR, condicionando 2,5% dos recursos da União ao cumprimento de metas de eficiência, equidade e participação. A fundamentação teórica discute as tensões entre meritocracia, responsabilização e democratização da gestão escolar, mobilizando autores como Freitas, Ball, Rezende e Cury. A metodologia adotada é a análise documental de editais municipais (Açailândia-MA), legislação nacional e relatórios do PNE. Os resultados indicam que, embora o VAAR represente um avanço na vinculação entre financiamento e resultados, sua ênfase na tecnicidade e no controle gerencial distancia-se da proposta de gestão democrática. Conclui-se que a conciliação entre eficiência e participação continua sendo um dos maiores desafios para a educação pública brasileira.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Jasson de Sousa Santos; Albiane Oliveira Gomeshttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1954Apontamentos sobre evasão e retenção nos cursos de licenciatura em Geografia da UNEB (2010-2023) 2026-05-12T13:55:15+00:00Nina Vasconcelos Rios Limanina.uneb@gmail.comJoão Pedro Santos Silvapeuwr12@gmail.comWilliam Barbosa Cândido Magalhãeswilliambcm9@gmail.comRenato Damaceno dos Santosrenato-damasceno@hotmail.comAriel Gustavo Lettialetti@uneb.br<p>A evasão e a retenção são desafios atuais para as Instituições de Ensino Superior no Brasil, especialmente as licenciaturas. Nesse contexto, este estudo analisa os indicadores de evasão e de retenção das licenciaturas em Geografia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) no período de 2010 a 2023. Dados do Censo do Ensino Superior foram utilizados para calcular a evasão anual, conforme sugerido pela literatura da área. Além disso, foi proposto um indicador de retenção anual. Os resultados mostram que a evasão se manteve relativamente estável entre 11% e 19% ao ano, enquanto a retenção variou consideravelmente entre os <em>campi</em>. O ano de 2021 foi atípico, com retenção de 84% e evasão negativa, reflexo dos efeitos da pandemia. Concluiu-se que, embora a evasão não seja crescente, a retenção elevada em alguns <em>campi</em> indica entraves à conclusão em tempo mínimo previsto, reforçando a necessidade de políticas integradas de permanência estudantil.</p>2026-05-12T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Nina Vasconcelos Rios Lima, João Pedro Santos Silva, William Barbosa Cândido Magalhães, Renato Damaceno dos Santos, Ariel Gustavo Lettihttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1661A Atuação da Gestão escolar no trato da desigualdade social existente na escola pública2026-02-26T22:28:21+00:00Tais Maria dos Santostais.maria@ufpe.brMaria do Carmo Gonçalo Santosmariacgsantos@ufpe.br<p>O estudo visa compreender a atuação da gestão escolar nas desigualdades sociais apresentadas pelos estudantes no cotidiano escolar da escola pública. Fundamentado em Paro (1998), Arroyo (2020) e Werle, 2018 para tratar sobre a gestão escolar e seu papel além da burocratização. Garcia (2017), Mello e Moll (2020) e Freire (1987) tratam do olhar sobre a desigualdade social, as vulnerabilidades proporcionadas por ela e sua relação com educação. Utiliza de uma abordagem qualitativa fundamentada por André (1995) e da pesquisa-ação de Franco (2005), em vista do olhar aproximado e interventivo frente à realidade. Como instrumentos de coleta de dados, valemo-nos da entrevista semiestruturada (Triviños, 1997) e da observação (Gil, 2002), realizada em uma escola da cidade de Caruaru, Pernambuco. Os resultados demonstram que a gestão escolar atua numa perspectiva de gestão democrática, porém falta uma reflexão acerca da compreensão das disparidades estruturais que acabam ocorrendo na escola, atravessadas pelas desigualdades que estes estudantes enfrentam todos os dias. Sendo assim, necessita-se pensar e/ou reformular ações que visem para além da igualdade, tratar da educação numa perspectiva de equidade, em vista do exercício da justiça social.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Tais Maria dos Santos, Maria do Carmo Gonçalo Santoshttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1673Análise da evasão e da retenção nos cursos de Licenciatura em Pedagogia da UNEB (2010 – 2023)2026-03-09T22:47:45+00:00William Barbosa Candido Magalhãeswilliambcm9@gmail.comRenato Damasceno dos Santosrenato-damasceno@hotmail.comNina Vasconcelos Rios Limanina.uneb@gmail.comJoão Pedro Santos Silvajoaopzedro12@gmail.comAriel Gustavo Lettialetti@uneb.br<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times, serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">O presente artigo surge do crescente interesse pela avaliação dos cursos do ensino superior no Brasil e dos desafios enfrentados em relação à retenção e à evasão de estudantes nas universidades do Estado da Bahia. O objetivo é calcular e analisar os indicadores de evasão e de retenção dos cursos de Licenciatura em Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) para os anos de 2010 a 2023. Complementarmente, compara-se os resultados entre os diferentes </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em>campi</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"> da UNEB no intuito de compreender melhor essas questões e propor políticas públicas para melhorar a situação. Assim, utilizando dados de matrículas do Censo da Educação Superior do INEP para cada ano no período e empregando técnicas estatísticas de organização de dados, identificou-se tendências de declínio nas matrículas, baixa evasão e desafios persistentes na retenção, abarcando diferentes situações regionais. Isso ressalta a necessidade de estratégias personalizadas para enfrentar esses problemas.</span></span></span></span></span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 William Barbosa Candido Magalhães, Renato Damasceno dos Santos, Nina Vasconcelos Rios Lima, João Pedro Santos Silva, Ariel Gustavo Lettihttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1692Indicadores de evasão e de retenção dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas da UNEB (2010-2023)2026-03-20T21:53:46+00:00Renato Damasceno dos Santosrenato-damasceno@hotmail.comJoão Pedro Santos Silvajoaopzedro12@gmail.comNina Vasconcelos Rios Limanina.uneb@gmail.comWilliam Barbosa Candido Magalhãeswilliambcm9@gmail.comAriel Gustavo Lettialetti@uneb.br<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times, serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;">Este trabalho investiga a evasão e a retenção nos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), entre os anos de 2010 e 2023, utilizando dados do Censo da Educação Superior (INEP). Foram aplicados procedimentos descritos pela literatura para calcular as taxas de evasão anual e foi proposta metodologia nova para calcular as taxas de retenção anual. Os resultados revelam: redução de matrículas (1101 em 2010; 677 em 2023); taxas de evasão relativamente estáveis (8% em 2010 e 1% em 2023), com picos de 27% (2013) e 19% (2015); taxas de retenção com maior magnitude e oscilação (68% em 2014 e 34% em 2023), com mínima de 11% (2017) e máxima de 86% (2021). Evidenciou-se que os desafios variam conforme o contexto regional, mas reforçam um ponto comum: a necessidade de políticas institucionais mais eficazes para assegurar tanto a permanência quanto a diplomação dos estudantes.</span></span></span></span></span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Renato Damasceno dos Santos, João Pedro Santos Silva, Nina Vasconcelos Rios Lima, William Barbosa Candido Magalhães, Ariel Gustavo Lettihttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1710Para além da sala de aula2026-04-01T16:14:56+00:00José Luís Sousa Manjatesousajos86@gmail.com<p>A educação é uma realidade complexa, pois é percorrida por uma multiplicidade de elementos exigindo, por isso, uma abordagem holística. Neste manuscrito discute-se a integração dos elementos socioculturais e etnolinguístico de Moçambique, que podem interferir na aprendizagem. O objetivo foi de refletir sobre o sujeito e o contexto da educação moçambicana, numa perspectiva sistêmica sobre os saberes universais e locais. Procede do manuscrito que o sujeito e o contexto moçambicano têm elementos suficientes para determinar a aprendizagem; por isso, é importante que os elementos socioculturais e etnolinguísticos, próprios de Moçambique, sejam revistos no sistema da educação, pois garantem uma aprendizagem baseada em vivências concretas. Sobressai que os gestores superiores da educação poderiam rever a prática educativa e recomendar a atualização dos currículos, para, se necessário, propor novas abordagens mais “moçambicanizadas” do sistema nacional de educação, que incluam na letra, no espírito e na prática, os saberes locais.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 José Luís Sousa Manjatehttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1649Conhecimentos e Atitudes de Estudantes Universitários Sobre as Desigualdades no Acesso à Educação em Moçambique2026-03-15T01:27:47+00:00José Luís Sousa Manjatesousajos86@gmail.comFélix Salvador Chavanefelix.chavane@uem.mzEduardo HumbaneEhumbane@up.ac.mz<p>As desigualdades no acesso à educação constituem fenómeno social de grande impacto em Moçambique. Averiguar conhecimentos e atitudes de universitários em relação às desigualdades no acesso à educação foi objectivo deste estudo. 148 estudantes de 7 províncias, divididos em intervalos etários foram inclusos, através do<em> Google form. </em>O estudo seguiu delineamento transversal, com abordagem mista. Os resultados indicam que, mais da metade dos universitários (66,9%) reside nas cidades e vilas, não obstante todos, incluindo os que residem na periferia e zona rural, demostrarem conhecimento dos factores determinantes das desigualdades no acesso à educação. Estes reportam que abordar o assunto no geral e nas universidades, em particular, pode ser ideal para redução ou eliminação das desigualdades. Conclui-se que, entre os estudantes, independentemente do grau de importância que se atribui aos factores das desigualdades, todos são nocivos, sobremaneira aos mais desfavorecidos socioeconomicamente.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 José Luís Sousa Manjate, Félix Salvador Chavane, Eduardo Humbanehttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1679A prática curricular da escola e sua violência simbólica 2026-03-09T19:54:26+00:00Alberto Guerra de Limaalbertoguerra.lima@upe.brDoriele Silva de Andrade Costa Duvernoydoriele.andrade@upe.brJosaniel Vieira da Silvajosaniel.vieira@upe.br<p>Este artigo busca compreender parte da produção científica sobre a violência simbólica no contexto dos estudos curriculares, destacando sua relação com o currículo oculto e os impactos na prática pedagógica. Trata-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, vinculado a um doutorado profissional. A metodologia adotou a técnica de documentação indireta, com levantamento bibliográfico nas bases SCIELO e Google Acadêmico, no recorte de 2015 a 2025. A fundamentação teórica apoia-se em autores como Bernard Charlot (2002) e Bourdieu & Passeron (1975). Por ora, os resultados indicam que a articulação entre violência simbólica e currículo oculto tem sido discutida, embora de forma pouco sistemática, e que há lacunas, especialmente quanto à abordagem empírica do currículo oculto na constituição do clima escolar. Espera-se que as informações trazidas contribuam para aprofundar o debate e orientar futuras investigações sobre práticas escolares e cultura de paz.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Alberto Guerra de Lima, Doriele Silva de Andrade Costa Duvernoy, Josaniel Vieira da Silvahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1625Diálogos entre a Licenciatura em Psicologia e a Psicologia Escolar2026-01-31T16:12:02+00:00Aurielly dos Santos Gomesaurypesdocs@gmail.comNadja Carolina de Sousa Pinheironadjacarolina@ccs.uespi.brMaria Sandra Santos Carvalhomariasandrasc@aluno.uespi.br<p>A relação entre psicologia e educação se deu na perspectiva do saber psicológico que contribui na atuação dos profissionais de psicologia dentro do âmbito educacional, seja na escola ou em outros. Este trabalho teve como objetivo analisar as pesquisas que abordaram a atuação do Licenciado em Psicologia e do Psicólogo Escolar com base nos dispositivos legais vigentes, buscando produzir um estudo comparativo entre essas duas práticas profissionais. Adotou abordagem qualitativa, do tipo revisão integrativa de literatura. Teve como foco a análise de pesquisas que tratam da atuação nas áreas de Psicologia Escolar e Licenciatura em Psicologia, com base em publicações realizadas entre os anos de 2013 a 2023. Os resultados apontam que o campo de docência da psicologia na educação básica contribui de maneira significativa para a formação humana. É uma forma de levar o conteúdo de psicologia aplicado a educação de uma maneira formadora.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Aurielly dos Santos Gomes; Nadja Carolina de Sousa Pinheiro, Maria Sandra Santos Carvalhohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1502Políticas de inclusão escolar e formação docente2025-12-04T16:14:29+00:00Bruno Alves Barbozamaestrobrunobarboza.contato@gmail.com<p>Este artigo analisa os desafios da educação inclusiva no Brasil, com foco na articulação entre políticas públicas, formação docente, currículo e gestão escolar. Fundamenta-se em autores como Mantoan (2017), Tardif (2014), Libâneo (2010), Arroyo (2007) e Gomes (2017), além de documentos oficiais como a LDB (1996) e a Política Nacional de Educação Especial (Brasil, 2008). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada em revisão bibliográfica crítica, que problematiza as fragilidades da formação docente inicial e continuada, a rigidez curricular e a gestão escolar ainda centrada em práticas burocráticas. Os resultados apontam para uma distância significativa entre os marcos normativos e a realidade escolar, evidenciando que a inclusão permanece mais como discurso do que como prática consolidada. Conclui-se que a efetivação da inclusão exige formação crítica e continuada, currículos interseccionais e gestão democrática, comprometida com equidade e justiça social.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Bruno Alves Barbozahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1508Contribuições e Implicações do PIBID para a Formação Docente-Pedagógica2025-12-05T02:58:29+00:00Cristiane Macedo da Silvacristiannemacedo8943@gmail.com<p>O presente estudo tem por finalidade apresentar as experiências vividas durante a vigência do PIBID, Subprojeto Pedagogia, durante um período de dezoito (18) meses, entre os anos de 2022 e 2024. Apresentando concisamente a elaboração das atividades, a execução delas e a composição dos espaços escolares visitados (onde elas foram utilizadas), expondo os resultados obtidos durante suas aplicações nas escolas campo. Utilizando-se de uma metodologia de pesquisa exploratória e qualitativa, assim, aprimorando ideias e observando os detalhes presentes nesses espaços de interação e nos indivíduos que lá convivem. Ao final, chegamos à conclusão de que este Programa tem sido de grande importância para a formação inicial dos licenciandos em Pedagogia, pois aproxima o universo acadêmico das realidades e dinâmicas das escolas.</p> <p> </p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Cristiane Macedo da Silvahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1703Experiências no Espaço Cria2026-03-29T21:42:04+00:00Daniele Soares da Silvadani100soares@gmail.comJosé Renilton de Mellomellorenilton@hotmail.comSilvio José Pereira do Monte Juniorsilvio81@gmail.com<p>Este artigo analisa a experiência da Escola Técnica Estadual Advogado José David Gil Rodrigues (ETE Gil Rodrigues), em Pernambuco, a partir do uso do Espaço CRIA (Criatividade, Inovação e Aprendizagem) como estratégia de fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Fundamenta-se em referenciais críticos (Ciavatta, Maciel, Moura, Kuenzer, Ramos, Oliveira e Frigotto) que discutem a formação omnilateral, o trabalho como princípio educativo e as contradições históricas da EPT no Brasil. A pesquisa, de natureza qualitativa e caráter descritivo-analítico, utilizou observação participante, registros institucionais e relatos docentes para compreender o papel do Espaço CRIA na articulação entre ciência, tecnologia e trabalho. Os resultados apontam que, apesar de condicionantes estruturais e da instabilidade da carreira docente da EPT no estado, as iniciativas estatais voltadas à inovação e ao fortalecimento da educação profissional, associadas ao engajamento de professores e estudantes, têm viabilizado projetos integradores que aproximam a formação das demandas concretas do território, contribuindo para práticas pedagógicas críticas, criativas e socialmente referenciadas. Conclui-se que tais iniciativas representam passos iniciais na consolidação de uma EPT integral e emancipatória.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Daniele Soares da Silva, Jos´´e Renilton de Mello, Silvio José Pereira do Monte Juniorhttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1652Tecnologia Assistiva no Ensino de Língua Portuguesa 2026-02-20T17:03:57+00:00Isabelle Santos Nascimentoisabelle.nascimento.ufs.t5@gmail.com<p><strong>RESUMO</strong></p> <p>A Tecnologia Assistiva (TA) tem se consolidado como elemento essencial para promover acessibilidade e participação de estudantes com deficiência na educação brasileira. Apesar dos avanços nas políticas inclusivas, sua integração ao ensino de Língua Portuguesa ainda é pouco explorada cientificamente. Este estudo, do tipo estado da arte, analisou produções acadêmicas disponíveis na BDTD entre 2016 e 2023, utilizando os descritores “tecnologia assistiva” e “língua portuguesa”. Os resultados indicam que há poucas pesquisas que articulam diretamente esses dois campos. A maioria dos trabalhos concentra-se no ensino de Português como segunda língua (L2) para pessoas surdas ou em práticas comunicacionais mais amplas, sem foco nos conteúdos curriculares da disciplina. As pesquisas identificadas — Santos (2016), Assante (2016) e Cidreira (2023) — trazem contribuições relevantes, especialmente para L2, comunicação alternativa e inclusão de estudantes com TEA e TGD, mas não abordam de forma estruturada o ensino de Língua Portuguesa como língua materna (L1) na sala regular. Conclui-se que há uma lacuna significativa na articulação entre TA e currículo de Língua Portuguesa, evidenciando a necessidade de investigações que promovam práticas pedagógicas inclusivas e sistematizadas na educação básica.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Isabelle Santos Nascimentohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1621Constituição do ser professor2026-01-26T12:51:52+00:00Julie Idália Araujo Macêdojuliidalia@yahoo.com.brBuena Bruna Araujo Macêdobuenabruna@yahoo.com.br<p>Esta pesquisa investiga as percepções de egressas do curso de Pedagogia sobre a constituição do ser professor, considerando a formação inicial, as experiências escolares e as contribuições da psicologia histórico-cultural. Fundamentada na teoria das representações sociais e na abordagem histórico-cultural de Vygotsky, a pesquisa busca compreender como conceitos teóricos são incorporados e operacionalizados na prática docente. A investigação qualitativa utilizou relatos (auto)biográficos e pesquisa documental, permitindo identificar processos de significação e apropriação de saberes no contexto da formação docente. A análise de conteúdo (Bardin, 2011) revelou a construção de representações sociais que articulam teoria e prática, reconhecendo a mediação do professor, a interação social e a apropriação cultural como elementos centrais da identidade profissional. Observou-se, ainda, que a compreensão do papel social e histórico do professor influencia decisões pedagógicas e amplia a consciência crítica sobre a prática..</p> <p> </p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Julie Idália Araujo Macêdo, Buena Bruna Araujo Macêdohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1611Educação de Surdos e Literatura Surda 2026-01-23T00:12:56+00:00Buena Bruna Araujo Macêdobuenabruna@yahoo.com.brJulie Idália Araujo Macêdojuliidalia@yahoo.com.br<p>Este artigo analisa a relação entre a educação de surdos e a Literatura Surda, articulando o arcabouço legal vigente com a produção cultural e literária da comunidade surda. A pesquisa é de caráter bibliográfico e documental, considerando marcos legais como a Lei nº 10.436/2002, o Decreto nº 5.626/2005, a Lei nº 14.191/2021 e o Decreto nº 11.378/2023. A análise evidencia como a legislação de educação bilíngue e a valorização da LIBRAS contribuem para o desenvolvimento da identidade surda e a promoção da Literatura Surda, conforme discutido por Hessel e Karnopp (2013), Strobel (2009), Mourão (2011), Rosa (2011) e Sutton-Spence (2021), em contextos escolares inclusivos. Conclui-se que a integração entre políticas públicas, formação docente e Literatura Surda é essencial para garantir uma educação inclusiva, bilíngue e culturalmente significativa para alunos surdos.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Buena Bruna Araujo Macêdo, Julie Idália Araujo Macêdohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1494Portfólio Reflexivo Como Metodologia Ativa no Ensino Superior2026-02-09T14:01:47+00:00Maria Juliana Bezerra da Silvamariajuliana.silva@upe.brTayane Sales de Melotayanesales81@gmail.comAllan Vinicius Martins-de-Barroallan.martins@upe.brMoan Jéfter Fernandes Costamoan.jefter@upe.br<p><span style="font-weight: 400;">O Ensino Superior no Brasil enfrenta desafios frente às exigências da sociedade da informação, demandando metodologias inovadoras que promovam autonomia e criticidade. Nesse contexto, as metodologias ativas destacam-se por valorizar o protagonismo discente e integrar teoria e prática. Este trabalho caracteriza-se como um relato de experiência desenvolvido na disciplina de Didática do Ensino Superior do Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental da Universidade de Pernambuco – </span><em><span style="font-weight: 400;">campus </span></em><span style="font-weight: 400;">Garanhuns. A proposta consistiu na elaboração de um portfólio reflexivo construído coletivamente pelos discentes, a partir dos seminários realizados na disciplina. O processo evidenciou que, apesar do tempo demandado para sua execução, o portfólio constituiu-se em um espaço de síntese, reflexão crítica e colaboração. Os resultados apontaram para avanços na autonomia, engajamento e na construção coletiva do conhecimento, confirmando a relevância do portfólio como metodologia ativa no ensino superior.</span></p> <p> </p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Maria Juliana Bezerra da Silva, Tayane Sales de Melo, Allan Vinicius Martins-de-Barro, Moan Jéfter Fernandes Costahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1685Acessibilidade e inclusão2026-03-16T03:29:04+00:00Lucas da Silva Teixeiralucasteixeira.ufal@gmail.comLuana Letícia da Silva Teixeiraluana.stxr@gmail.com<p>A pesquisa elenca a importância da inclusão social como elemento essencial para uma sociedade democrática e igualitária, destacando o papel da acessibilidade na construção civil. O estudo analisa aspectos legais e técnicos da arquitetura inclusiva, com base em questionários aplicados a docentes da educação básica e tecnológica. A pesquisa identificou o perfil dos professores, sua formação em acessibilidade, o conhecimento sobre a NBR 9050 e os principais desafios para implementar a acessibilidade universal. A partir dos resultados, propõe-se uma intervenção pedagógica com alunos do curso Técnico em Edificações do Instituto Federal de Alagoas, Campus Palmeira dos Índios. A iniciativa busca desenvolver atividades que promovam a compreensão prática da inclusão escolar e da acessibilidade, capacitando futuros profissionais a aplicar tais conceitos em suas práticas sociais e profissionais, incentivando a integração entre acessibilidade espacial e tecnológica.</p> <p> </p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Lucas da Silva Teixeira, Luana Letícia da Silva Teixeirahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1674Viralização Digital e Representações Sociais de Educação2026-03-12T13:57:30+00:00Bruno Aroucha Regisbrunoaroucharegis@gmail.comRejane Dias da Silvarejanediasilva@gmail.com<p>A ascensão social das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) impacta profundamente a forma como os jovens constroem representações sociais sobre as instituições de ensino. A viralização de conteúdos nas redes digitais não apenas influencia percepções sobre temas cotidianos, mas também reconfigura noções sobre escola, universidade e profissão. Em caráter ensaístico, este artigo analisa e pressupõe como a circulação acelerada de ideias fragmentadas contribui para a descredibilidade das instituições de ensino e o desinteresse da juventude pelos estudos, disputando espaço com o conhecimento sistematizado e historicamente legitimado, e com a função integral da educação. A partir da Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 2003; JODELET, 2001), argumenta-se que memes, trends e conteúdos virais funcionam como formas de ancoragem e objetivação, cristalizando imagens simplificadas do ato de estudar e do papel das instituições de ensino. Conclui-se que compreender essa dinâmica é essencial para repensar o papel da educação formal em um contexto de aceleração da circulação de informação nas redes digitais, com poder formativo para os usuários jovens.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Bruno Aroucha Regis, Rejane Dias da Silvahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1490Design Science Research Como Caminho Metodológico Para Inovação Em Educação2025-12-03T00:40:57+00:00Joice Marisa Gorgen Junqueirajunqueirajoice@gmail.comMozart Lemos Siqueiramozart.siqueira@unilasalle.edu.br<p>Este artigo analisa o <em>Design Science Research</em> (DSR) como caminho metodológico para a inovação em Educação, evidenciando sua capacidade de articular rigor científico e aplicabilidade prática. Diferente das pesquisas analíticas tradicionais, o DSR propõe a construção e validação de artefatos que respondem a problemas concretos. O estudo apresenta os fundamentos do método, suas características distintivas e ciclos iterativos, destacando sua relevância para o desenvolvimento de soluções em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e em <em>Inteligência Artificial</em> (IA). Como exemplo, discute-se a experiência do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade La Salle, que desenvolveu um artefato tecnológico inteligente voltado à gestão da produção acadêmica de discentes e egressos. A análise incorpora também um diálogo crítico entre o DSR e metodologias educacionais consolidadas, bem como reflexões éticas e políticas em consonância com CAPES, UNESCO e União Europeia. Conclui-se que o DSR representa um caminho metodológico fecundo para a inovação educacional, articulando prática institucional, relevância social e debate científico.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Joice Marisa Gorgen Junqueira, Mozart Lemos Siqueirahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1678Educação a Distância, Tecnologias Digitais e Fronteiras Sociais2026-03-09T01:28:11+00:00Basileu Gomes de Menezesbasileumenezespsicologia@gmail.comWaldirene Sawozuk Bellardowaldirene.b@uninter.com<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">A Educação a Distância (EaD) consolidou-se como uma das expressões mais relevantes das transformações educacionais contemporâneas, associada à expansão das tecnologias digitais e à reconfiguração das práticas pedagógicas. Este trabalho analisa criticamente a EAD como um território de disputas sociais, políticas e epistemológicas, no qual se confrontam promessas de democratização do acesso ao conhecimento e riscos de reprodução de desigualdades educacionais. A partir de uma revisão bibliográfica de caráter teórico-crítico, o estudo articula contribuições da sociologia da educação, da filosofia política e dos estudos sobre tecnologia, para examinar as condições de realização do direito à educação no contexto digital. O texto discute a relação entre capital cultural, divisão digital, mediação pedagógica e governança das tecnologias educacionais, destacando os desafios da inclusão substantiva. Conclui-se que a EAD pode ampliar oportunidades formativas e fortalecer a cidadania, desde que orientada por políticas públicas comprometidas com equidade, diversidade epistemológica e responsabilidade ética no uso das tecnologias.</span></p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Basileu Gomes de Menezes, Waldirene Sawozuk Bellardohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1708Ensino Médio Integrado à Educação Profissional2026-03-31T14:05:06+00:00Julia Maria de Oliveira Camposcontatojuliamcampos@gmail.comDaniele Soares da Silvadani100soares@gmail.com<p>O artigo analisa a inclusão de estudantes com transtornos disruptivos, especialmente o Transtorno Opositor Desafiador (TOD), na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), com foco no Ensino Médio Integrado (EMI). A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter bibliográfico e documental, baseou-se em legislações nacionais e produções científicas recentes, aliadas à observação reflexiva da prática docente em uma Escola Técnica Estadual (ETE) de Pernambuco. Fundamentado em autores como Frigotto, Ciavatta, Saviani e Freire, o estudo discute a EPT como espaço de formação integral e de potencial emancipador, ao articular trabalho, ciência, cultura e tecnologia. Os resultados evidenciam que, embora as políticas inclusivas representem avanços legais e pedagógicos, a ausência de formação docente específica, de infraestrutura adequada e de profissionais especializados limita a efetividade das práticas inclusivas. Conclui-se que a consolidação de uma EPT inclusiva requer políticas públicas estruturantes, valorização do trabalho docente e compromisso coletivo com a equidade e a justiça social.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Julia Maria de Oliveira Campos, Daniele Soares da Silvahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1683Ações Antirracistas na Formação de Professores de Computação2026-03-13T00:30:53+00:00Jamilly Oliveira dos Santosjamilly.oliveira2604@gmail.comÁurea Peniche Martinsaurea.martins@ufra.edu.brAlessandro Reis Sousaalerrandoreis1020@gmail.comFernanda Graziele de Freitas Macedofreitasgraziele679@gamil.com<p>O presente artigo tem como <strong>objeto de estudo</strong> uma ação antirracista, com fins a conscientização sobre o racismo, realizada no curso de Licenciatura em Computação da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus Capitão Poço, como parte da disciplina de Educação em Direitos Humanos. A <strong>problemática</strong> que orienta este estudo é: <em>Como promover a conscientização sobre o racismo em cursos de formação docente que tradicionalmente não abordam questões étnico-raciais, como os cursos da área de computação?</em> Essa questão emerge da constatação de que, mesmo em cursos voltados à formação de professores, o debate sobre racismo ainda é marginalizado ou tratado de forma superficial. Os <strong>objetivos</strong> da ação destinaram-se a promover a conscientização sobre o racismo no ambiente acadêmico; estimular o debate sobre práticas pedagógicas antirracistas; contribuir para a formação cidadã dos estudantes de Licenciatura em Computação. A atividade contou com palestra abordando o racismo estrutural, científico e institucional, além de apresentar dados do Censo de 2022 sobre desigualdade racial no Brasil e distribuir panfletos informativos. A ação é fundamentada em autores como Silva, Almeida e Lima (2025), que discutem os entraves na efetivação das leis antirracistas na educação, bem como de Silva (2025), que propõe práticas pedagógicas inclusivas nas ciências exatas. Os resultados demonstram o engajamento dos participantes e a relevância de práticas pedagógicas antirracistas na formação docente. Conclui-se que ações como esta são essenciais para promover uma universidade mais inclusiva e comprometida com a justiça social.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Jamilly Oliveira dos Santos, Áurea Peniche Martins, Alessandro Reis Sousa, Fernanda Graziele de Freitas Macedohttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1489Formação de Professores na Perspectiva dos Direitos Humanos2025-12-04T01:19:41+00:00Klyvia Suellen de Morais Espíndolaklyviaespindola@gmail.comClécia Pereiraclecia.pereira@upe.br<p>O trabalho tem como objetivo analisar a formação docente na perspectiva dos Direitos Humanos, tendo como foco a experiência da monitoria na UPE Garanhuns, durante os períodos 2023.1 e 2023.2 nos componentes curriculares extensionistas Educação e Diferença e Educação em Direitos Humanos. A pesquisa é desencadeada através da abordagem qualitativa, conforme Minayo (2007), da qual busca-se entender as interpretações e os sentidos atribuídos pelos sujeitos envolvidos. A metodologia é desencadeada pelos tipos de pesquisa bibliográfica, exploratória, descritiva atribuídos relacionando-as em torno da pesquisa-ação, referenciada em autores como Freire (2007), Candau (2008), Tavares (2022), Larrosa (2015), Benjamin (1987) e Vygotsky (1989). A monitoria é conceituada como uma experiência importante para a formação inicial docente, oportunizando a integração entre teoria e prática, além de desenvolver habilidades cruciais como comunicação e gestão de sala de aula. Os resultados alcançados incluem a promoção de uma educação transformadora, crítica e reflexiva, que integra os direitos humanos à formação docente.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Klyvia Suellen de Morais Espíndola, Clécia Pereirahttps://periodicos.upe.br/index.php/revistasalaoito/article/view/1544Das teorias, dos contextos e das políticas2025-12-18T14:14:45+00:00Camila da Silva Fabisconsultoriacamila31@gmail.com<p>A presente resenha aborda as discussões sobre a obra “Currículos, teorias e políticas” da autora Marlucy Paraíso, cujo texto problematiza os sentidos de currículo, sua relevância e sua legitimidade enquanto um projeto de sociedade. Apresenta-se a etimologia do conceito por meio de um escrutínio histórico e conceitual. Ao retomar as diferentes esferas que constituem o currículo descreve o currículo maior, citando as principais políticas educacionais entre outras orientações legislativas direcionadas às instituições, diferenciando do currículo menor que, para a autora, seriam as ações, os desdobramentos e as escolhas realizadas no cotidiano, por gestores, professores e alunos. Entre as teorizações que constituem o que entendemos por currículo estão as teorias críticas, pós críticas, os movimentos da virada cultural, a Nova Sociologia da Educação (NSE), as teorizações multiculturalistas e os estudos culturais. Por fim, a autora destaca pontos importantes a serem debatidos sobre a BNCC nos contextos de escolarização.</p>2026-05-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Camila da Silva Fabis