Perfil clínico-epidemiológico das infecções bucomaxilofaciais graves em hospital público baiano (2018-2024)
DOI:
https://doi.org/10.70678/rctbmf.v26i1.1456Palavras-chave:
Infecção Focal Dentária, Epidemiologia, Antibioticoprofilaxia, Profilaxia por Antibióticos, Perfil de SaúdeResumo
Objetivo: Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes acometidos por infecções bucomaxilofaciais graves, no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, na Bahia. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e observacional com corte transversal que consistiu na análise de 309 prontuários, dos quais foram selecionados 233, de pacientes com diagnóstico conclusivo de infecção bucomaxilofacial, no período de dezembro de 2018 a dezembro de 2024. Resultados: Houve uma maior prevalência em homens (52,8%) com menos de 40 anos (70%). 76,8% dos casos apontaram para infecções de origem odontogênica. O espaço fascial mais acometido foi o submandibular (77,7%). O abscesso agudo foi o diagnóstico mais frequente (39,1%), seguido pela celulite odontogênica (28,3%). Angina de Ludwig e Fasciíte Necrosante foram às complicações mais descritas. O tratamento cirúrgico associado ao medicamentoso foi preconizado em 73,8% dos casos. Os antibióticos mais utilizados foram a Ceftriaxona (66,5%) e a Clindamicina (64,8%). Conclusão: As infecções bucomaxilofaciais acometeram majoritariamente homens jovens, sendo, em sua maioria, de origem odontogênica e com necessidade de intervenção cirúrgica e antibiótica. Observou-se uma escassez de estudos epidemiológicos publicados no Brasil, especialmente na Bahia, o que reforça a necessidade de novas pesquisas com essa abordagem.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.