A resistência feminina e o fantástico na obra Jurupari (1979), de Márcio Souza
Palabras clave:
Resisência, Fantástico, JurupariResumen
Este trabalho tem como objetivo verificar como se dá a resistência feminina e o fantástico na obra Jurupari, a guerra dos sexos (1979), do escritor amazonense Márcio Souza. Nesse sentido, buscaremos identificar de que maneira as personagens utilizam de um discurso que é transgressor, na medida em que se inserem no contraponto do esperado em narrativas com o viés patriarcal, em que a lei do homem se mostra como a única possível. Verificaremos também de que maneira o fantástico aparece enquanto elemento primordial da narrativa, apresentando-se enquanto crítica-debate às representações do real. Para tanto, nos apoiaremos em Tzvetan Todorov em Introdução à literatura fantástica (2004), Selma Rodrigues em O fantástico (1988), Maria Helena Kuhner em A transgressão do feminino (1989), Pierre Bourdieu em A dominação masculina (2007), Alfredo Bosi em Literatura e resistência (2002) e outros autores que nos ajudem a refletir como se dá o processo de representação da resistência e do fantástico na obra.
Citas
BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. KUHNER, Maria Helena. A transgressão do feminino. Rio de Janeiro: Editora PUC, 1989.
LOUREIRO, João de Jesus Paes. Cultura Amazônica - uma poética do imaginário. Manaus: Valer, 2015.
RODRIGUES, Selma Calasans. O fantástico. São Paulo: Editora Ática, 1988.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Introdução à análise do teatro. Tradução Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
SOUZA, Márcio. Jurupari, a guerra dos sexos. Rio de Janeiro: CODECRI, 1979. TODOROV, Tzvetan. Introdução à Literatura Fantástica. São Paulo: Perspectiva, 2004









