O Sangue pútrido do colonialismo: a obra teatral inédita de Élie Stephenson
Tradução da apresentação do volume STEPHENSON, Élie. L’œuvre inédite d’Élie Stephenson (1974-1990). Paris: Karthala, 2018.
Resumo
*N. do T. Esse texto foi publicado originalmente como apresentação do volume STEPHENSON, Élie. L’œuvre inédite d’Élie Stephenson (1974-1990). Paris: Karthala, 2018.
Élie Stephenson, nascido em Caiena, em 1944, é um dos grandes escritores guianenses da atualidade. Publicou livros dos mais diferentes gêneros, produzindo uma obra marcada por um lirismo de caráter explicitamente político. Em sua obra dramática, esse traço se revela por meio de uma escrita engajada, preocupada com os problemas oriundos da complexa relação entre o território guianense, seu povo e a França. O presente texto é a tradução da apresentação da obra teatral inédita de Stephenson, publicada em 2018, feita pelo crítico e professor de literatura francófona Biringanine Ndagano. Autor de diversos livros e artigos, em seu prefácio, Ndagano aborda diferentes traços do teatro de Stephenson, chamando atenção, porém, para o caráter engajado do seu trabalho. Para isso, o crítico procura colocar em diálogo as peças do volume em questão com outras que já haviam sido publicadas anteriormente, construindo uma espécie de porta de entrada a todos e todas que queiram se iniciar no teatro desse autor.
Referências
BOUYER, Frédéric. La Guyane française. Notes et souvenirs d’un voyage effectué en
-1863. Paris : Librairie Hachette, 1867.
NDAGANO, Biringanine. Nègre tricolore : littérature et domination en pays créole.
Paris : Servédit-Maisonneuve & Larose, 2000.
CHARLOTTE, Raymond (org.). Caou ca, Cayenne, nº 4, nov.1973.
______. Caou ca, Cayenne, nº 34, out.1974.
STEPHENSON, Élie. Catacombes de soleil. Paris : Harmattan, 1979.
______. Flèche pour un pays à l’encan. Paris : Harmattan, 1985a.
______. O’Mayouri. Tradução de Marguerite Fauquenoy. Paris : Harmattan, 1985.
______. La nouvelle légende de D’Chimbo suivi de Massak. Présenté par J.M. Ndagano.
Cayenne : Ibis Rouges Éditions, 1996.
______. L’œuvre inédite d’Élie Stephenson (1974-1990). Paris : Karthala, 2018.









