Eugène de Rastignac e a lição de Teodoro: “Nunca mates o Mandarim”

Autores

Palavras-chave:

Mandarim assassinado, O pai Goriot, Balzac, Eça de Queirós.

Resumo

Objetiva-se analisar o romance O pai Goriot (1835), de Honoré de Balzac, e o conto “O mandarim” (1880), de Eça de Queirós. As duas narrativas apresentam versões do motivo literário conhecido como “mandarim assassinado” ou “paradoxo do mandarim”, bastante utilizado no século XIX. Almeja-se comparar como esse tema é representado nos dois textos, apoiando-se sobretudo nas considerações de Martins (1963-1964) e de Berrini (1992). Apesar dos diferentes tratamentos, conclui-se que os dois escritores inserem esse tema para abordar, entre outros assuntos, sobre a ambição social dos personagens, a saber, Eugène de Rastignac, no romance balzaquiano, e Teodoro, no conto queirosiano.

Referências

BALZAC, H. de. A comédia humana: estudos de costumes: cenas da vida privada. Orientação, introduções e notas de Paulo Rónai. Tradução de Gomes da Silveira e Vidal de Oliveira. 3. ed. São Paulo: Globo, 2012. ______. O pai Goriot. Tradução de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2015. BENJAMIN, W. Paris, capital do século XIX. In: BENJAMIN, W. Passagens. Tradução de Irene Aron e Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: Ed. UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. p. 53-67. BERRINI, B. Introdução. In: QUEIRÓS, E. de. O mandarim. Lisboa: Imprensa NacionalCasa da Moeda, 1992. p. 15-69. CARNIEL, J. C. O insólito Eça: a figura diabólica em “O Senhor Diabo” e O mandarim. In: SIQUEIRA, A. M. A.; SOUZA, J. C. S. de. (Orgs.). A relíquia do mandarim. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2020. p. 92-111. GINZBURG, C. Matar um mandarim chinês, as implicações morais da distância. In: GINZBURG, C. Olhos de madeira: nove reflexões sobre a distância. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das letras, 2001. p. 199-218. LUZES, P. O “Mandarim” no divã. Análise Psicológica. Lisboa: v. 1, n. 3, 1978, p. 107-120. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – I. Seara nova. Lisboa, ano 42, n. 1414, agosto 1963a, p. 206-209. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – II. Seara nova. Lisboa, ano 42, n. 1415, setembro 1963b, p. 234-237. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – III. Seara nova. Lisboa, ano 42, n. 1416, outubro 1963c, p. 160-163. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – IV. Seara nova. Lisboa, ano 43, n. 1417, novembro 1963d, p. 190-193. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – V. Seara nova. Lisboa, ano 44, n. 1419, janeiro 1964a, p. 7-11. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – VI. Seara nova. Lisboa, ano 44, n. 1420, fevereiro 1964b, p. 36-40. MARTINS, A. C. O mandarim assassinado (história crítica de uma fórmula) – VII. Seara nova. Lisboa, ano 45, n. 1421, março 1964c, p. 71-76. QUEIRÓS, E. de. O mandarim. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1992.

Downloads

Publicado

30-11-2023

Como Citar

Jean Carlos Carniel. (2023). Eugène de Rastignac e a lição de Teodoro: “Nunca mates o Mandarim”. Revista Falange Miúda, 6(1), 105–117. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/402

Edição

Seção

Estudos Linguísticos e Literários