LIBRAS ESCRITA
Palavras-chave:
Grafia dos sinais, Aquisição da escrita, LibrasResumo
Este artigo tem por objetivo apresentar o relato da experiência do contato com o novo sistema de escrita de sinais, VisoGrafia, que, embora esteja em processo de construção, é sem dúvida um sistema de fácil compreensão não só para as pessoas que já conhecem a ELiS – Escrita de Língua de Sinais –, como também para as pessoas que conheçam os parâmetros constituintes dos sinais da LIBRAS, que participaram do curso de escrita de Sinais ministrado pelo professor Doutorando Claudio Alves Benassi, por meio de aulas presenciais na Universidade Federal de Mato Grosso, na UFMT, e por vídeos publicados no drive criado pelo grupo para compartilhar conhecimentos a fim de aperfeiçoar o sistema de escrita idealizado. Afim de demostrar a viabilidade deste o sistema de escrita, o percurso metodológico será baseado no que relataram os participantes do curso de escrita para o desenvolvimento da VisoGrafia, bem como os acadêmicos do curso de Letras Libras, que já conheceram a Elis, mas ainda não conhecem a VisoGrafia. Existem atualmente outros modelos de sistema de escritas no país, como o Sign wrinting, que foi desenvolvido pela bailarina estadunidense Valérie Sutton, por volta de 1974. A Escrita de Língua de Sinais (ELiS), criada em 1997 pela professora Mariângela Estelita Barros. E, ainda, o Sistema de escrita para Língua de Sinais (SEL) desenvolvido pela professora Adriana C.S Lessa de oliveira, em 2009, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB. Os dois primeiros sistemas de Sign Wrinting e ELiS serviram de base para a criação e o desenvolvimento da VisoGrafia, que procurou simplificar e diminuir a quantidade de visografemas necessários para escrever os sinais, facilitando assim o processo de memorização. O grande desafio está na difusão deste sistema, pois, embora já existam outros sistemas de escrita, a comunidade surda ainda demonstra certa resistência em aprender a grafia dos sinais, algo que possivelmente está relacionado com o fator sócio histórico e cultural da educação dos surdos, a qual, por muito tempo, ignorou as línguas de sinais, obrigando-os a aprender a língua oral e sua grafia.
Referências
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