Utilização do retalho Karapandzic na reconstrução de lábio inferior após mordedura humana

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70678/rctbmf.v26i2.1161

Palavras-chave:

Lábio/lesões, Retalhos Cirúrgicos, Procedimentos de Cirurgia Plástica , Procedimentos Cirúrgicos Reconstrutivos

Resumo

Objetivo: Descrever o manejo e a reconstrução de uma avulsão extensa de lábio inferior decorrente de mordedura humana, destacando o retalho de Karapandzic como técnica reconstrutiva. Relato de caso: Paciente masculino, 49 anos, saudável, apresentou avulsão extensa de lábio inferior por mordedura humana, comprometendo cerca de 64% de sua extensão total. Após avaliação clínica e obtenção de consentimento, definiu-se a necessidade de abordagem reconstrutiva compatível com a magnitude da perda tecidual. O fluxograma de Renner (2022) indicou o retalho de Karapandzic, recomendado para defeitos entre 50-80%, por preservar vascularização, inervação e mobilidade perioral. O procedimento foi realizado sob anestesia geral, com incisões semicirculares bilaterais e dissecção cuidadosa para manter os feixes neurovasculares mentuais e as artérias labiais inferiores. A rotação e o avanço simétricos dos retalhos permitiram fechamento primário sem necessidade de enxertos. A síntese contemplou o músculo orbicular, mucosa e pele, respeitando a linha vermelha. No pós-operatório, instituiu-se antibioticoterapia e reforço antitetânico. O paciente evoluiu sem intercorrências, mantendo simetria, sensibilidade e mobilidade labial, com avaliação funcional satisfatória e bom resultado estético. Conclusão: O retalho de Karapandzic mostrou-se alternativa segura e eficaz para reconstruções labiais extensas, permitindo restabelecimento funcional e estético adequado.

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Publicado

2026-08-11

Como Citar

Leite Segundo, A. V., Peixoto, L. dos S. F., Medeiros, I. L. de, & Nascimento, C. F. F. do. (2026). Utilização do retalho Karapandzic na reconstrução de lábio inferior após mordedura humana. Revista De Cirurgia E Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 26(2), 50–54. https://doi.org/10.70678/rctbmf.v26i2.1161

Edição

Seção

Artigo clínico

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