Comportamento mastigatório e dor após tratamento cirúrgico de fraturas mandibulares: estudo transversal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70678/rctbmf.v25i4.1175

Palavras-chave:

Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular , Dor Facial , Fraturas Maxilomandibulares/cirurgia

Resumo

Introdução: O trauma maxilofacial é frequente e a mandíbula um dos ossos mais fraturados. Em muitos casos, a intervenção cirúrgica é urgente. Esse procedimento pode acarretar complicações, incluindo dor crônica ou limitações nas funções mastigatórias. Objetivo: Descrever as principais queixas após cirurgia de fraturas mandibulares. Métodos: Estudo transversal em pessoas submetidas a tratamento cirúrgico de fraturas mandibulares por origem traumática em um hospital de referência do estado da Bahia. Os questionários foram retirados do Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC-TMD) e aplicados por telefone, mensagem ou e-mail. Quatro grupos foram categorizados pelos meses de pós-operatório: A (1-4), B (5-7), C (8-10) e D (>=11) para a análise de dor e mobilidade articular; a descrição dos hábitos parafuncionais, disfunção mastigatória e as associações se deu pela amostra unificada. Resultados: Um total de 289 sujeitos foram avaliados. Houve alta prevalência de hábitos parafuncionais e relatos de dor, baixa mobilidade de mandíbula e disfunção mastigatória. Na associação para dor orofacial, a sensação de abertura completa da boca se mostrou protetora, enquanto dor de cabeça fator de risco. Conclusão: O tratamento cirúrgico de fraturas mandibulares apresenta um prognóstico complicado, os profissionais devem alertar os pacientes quanto às complicações e orientar o tratamento e reabilitação.

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Publicado

2026-01-21

Como Citar

Silveira, P. B. B. da, Santos, J. M. J. M. dos, Pinheiro, E. S. dos S., Santos, C. E. P. B. dos, Tesch, R. de S., & Sá, K. N. (2026). Comportamento mastigatório e dor após tratamento cirúrgico de fraturas mandibulares: estudo transversal. Revista De Cirurgia E Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 25(4), 19–25. https://doi.org/10.70678/rctbmf.v25i4.1175

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Artigo original