Miofibroma solitário oral intra-ósseo: desafios diagnósticos e reabilitação cirúrgica
DOI:
https://doi.org/10.70678/rctbmf.v25i3.901Palavras-chave:
Miofibroma, Miofibromatose, Neoplasias de Tecido Conjuntivo e de Tecidos Moles, Diagnóstico por Imagem, Materiais Biocompatíveis, Neoplasias MaxilaresResumo
Objetivo: Relatar um caso de miofibroma solitário oral intraósseo, discutindo o diagnóstico diferencial e reabilitação oral aplicados à doença. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 31 anos de idade, procurou atendimento odontológico com queixa de um aumento de volume no lado direito da maxila. O exame intraoral revelou tumefação indolor de crescimento lento, coloração semelhante à da gengiva e consistência firme medindo cerca de 5 cm de diâmetro. A tomografia computadorizada mostrou lesão hipodensa envolvendo a região de pré-molares e molares superiores que causava divergência entre as raízes dos dentes pré-molares. O exame histopatológico mostrou neoplasia composta por células fusiformes exibindo discreta atipia de disposição aleatória intercaladas por espessas bandas colágenas. A imuno-histoquímica mostrou imunorreatividade para beta-catenina e actina de músculo liso, e negatividade para desmina e S-100, levando ao diagnóstico de miofibroma. Nove meses depois, foi realizada a reabilitação com enxerto ósseo, tela de titânio e implantes dentários. Conclusão: O miofibroma solitário intraósseo oral do adulto guarda semelhanças clínicas, radiográficas e histológicas com outras lesões benignas e malignas, devendo ser considerado no diagnóstico diferencial de tumores de células fusiformes intraósseos maxilofaciais. A remoção cirúrgica conservadora é efetiva, preserva estruturas adjacentes e proporciona reabilitação local adequada.
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