Lesões faciais em vítimas de violência doméstica: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.70678/rctbmf.v25i3.1172Palavras-chave:
Violência Doméstica, Violência na Família, Violência contra a Mulher, Traumatismos Faciais , Revisão de EscopoResumo
Contextualização: Lesões faciais decorrentes da violência doméstica (VD) são particularmente devastadoras, pois afetam a identidade da vítima, dado que a face é um símbolo de reconhecimento e autoimagem. Objetivo: Mapear e sintetizar a produção científica sobre as lesões faciais mais comuns em vítimas de VD. Métodos: A Revisão de Escopo seguiu diretrizes do Instituto Joanna Briggs e PRISMA-ScR. A questão de pesquisa utilizou a estratégia População, Conceito e Contexto, com registro na plataforma Open Science Framework. Foram incluídos estudos publicados em periódicos indexados, sem restrições de data, excluindo artigos não indexados, editoriais, teses e estudos fora do foco. As buscas ocorreram no PubMed/MEDLINE com termos do MeSH, e os estudos foram revisados. Resultados: De 2.594 artigos, 13 atenderam aos critérios de inclusão. Publicados entre 2010 e 2024, em países como Brasil, Estados Unidos, Austrália, Turquia, Israel, Irã e Índia, destacaram-se análises retrospectivas e revisões sistemáticas. As lesões mais comuns incluem fraturas nos ossos nasal, zigomático e maxilar, lacerações e hematomas, predominando em mulheres jovens (20-29 anos). Contextos rurais apresentaram maior prevalência. Conclusão: A pesquisa revelou diversidade metodológica e geográfica, destacando fraturas ósseas e lesões em tecidos moles.
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