Prevalência de mucosite oral em pacientes infantojuvenis com tumores hematológicos
DOI:
https://doi.org/10.70678/rctbmf.v25i2.1076Palavras-chave:
Estomatite/epidemiologia, Mucosite Oral, Oncologia, Sobreviventes de Câncer, Sobreviventes de Câncer Infantil, Cuidados PaliativosResumo
Introdução: A mucosite oral é comum em pacientes infantojuvenis com tumores hematológicos quimioterápicos, causando dor, inflamação e úlceras que afetam a alimentação e a qualidade de vida. Objetivo: Analisar a prevalência de mucosite oral, a intensidade da dor e a correlação entre fatores associados à gravidade dessa condição. Metodologia: Estudo epidemiológico transversal utilizando fonte de dados secundários de uma pesquisa realizada com 23 pacientes de 0 a 19 anos, utilizando estatística descritiva e correlação bivariada de Kendall. Resultados: A prevalência de mucosite oral foi de 91,3%, com 43,5% apresentando grau 2. Houve correlação moderada positiva entre EVA e chiMES nos pais (tau = ,423**) e nas crianças (tau = ,498**). Observou-se uma correlação negativa fraca (p < 0,05) entre o grau de mucosite e o nível de escolaridade dos pais, bem como do grau de mucosite e do fármaco quimioterápico utilizado. Conclusão: Este estudo evidencia a relação entre a prevalência e o grau da mucosite oral, a correlação entre dor percebida e gravidade da mucosite, e a influência de fatores socioeconômicos e terapêuticos. Observou-se a necessidade de intervenções precoces, manejo da dor e suporte durante a quimioterapia para mitigar os impactos da mucosite oral na qualidade de vida desses pacientes.
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