Sífilis na Odontologia: o que os estudantes da UPE sabem sobre suas manifestações orais?
DOI:
https://doi.org/10.70678/rctbmf.v25i1.1087Palavras-chave:
Sífilis, Infecções Sexualmente Transmissíveis, IST, Manifestações Bucais, Estudantes de OdontologiaResumo
Objetivo: Identificar o conhecimento de graduandos de odontologia sobre a sífilis e suas repercussões orais. Metodologia: Estudo transversal, descritivo, cujo instrumento de pesquisa foi um formulário virtual constituído por perguntas claras e objetivas. Resultados: Cento e trinta e três voluntários participaram do estudo. Todos declararam saber o que é a sífilis e a grande maioria respondeu tratar-se de uma infecção sexualmente transmissível (IST). No entanto, quase 30% dos estudantes não souberam identificar o agente etiológico da doença e desconhecem o sítio extragenital de maior acometimento. Embora 94% dos graduandos afirmem poder ser a sífilis diagnosticada pelo cirurgião dentista, 43,2% não sabem como realizar o diagnóstico, e mais da metade desconhece o exame a ser solicitado. Setenta e quatro por cento dos estudantes que realizavam atendimento clínico não incluem na anamnese perguntas relacionadas às ISTs. Questionados sobre o conhecimento que tinham da doença, apenas 12,1% avaliaram como adequado e a maioria relatou não se sentir preparado para atender pacientes portadores da condição. Conclusão: Os estudantes de odontologia apresentam conhecimento limitado sobre a sífilis e suas manifestações orais, uma vez que se mostram inseguros em atender pacientes acometidos pela doença, insatisfeitos com o conhecimento que detêm e desconhecem características elementares da enfermidade.
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