Redução de dor, edema e trismo: benefícios do uso da dexametasona via intramuscular como medicação preemptiva na cirurgia oral

Autores

  • Bruno Klaudat Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Faculdade de Odontologia. Especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
  • Camila Longoni Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Faculdade de Odontologia. Especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
  • Taíse Simonetti Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Faculdade de Odontologia. Especialização em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial
  • Angelo Luiz Freddo Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Faculdade de Odontologia. Professor adjunto
  • Alexandre Silva Quevedo Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Faculdade de Odontologia. Professor adjunto
  • Adriana Corsetti Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS. Faculdade de Odontologia. Professora adjunta

Palavras-chave:

Dor Pós-Operatória, Cirurgia Bucal, Período Pós-Operatório, Dexametasona/farmacocin´ética, Trismo, Espasmo do Músculo Masseter

Resumo

Complicações pós-operatórias como edema, dor e trismo são comuns em cirurgias orais. Terapias, como o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, são indicadas para estas complicações. No entanto, intervenções pré-operatórias podem ser alternativas. Desta forma, o presente estudo avaliou o efeito da dexametasona no edema, intensidade de dor e abertura de boca (trismo) no pós-operatório de retirada de terceiros molares inferiores. Pacientes (n=14, 9 mulheres) foram incluídos em um estudo clínico, cruzado, cego, randomizado, placebo-controlado e boca dividida. Pacientes receberam aleatoriamente medicação preemptiva (dexametasona 8mg, intramuscular, músculo masseter) ou placebo (soro fisiológico) uma hora antes da primeira cirurgia. O procedimento contralateral foi realizado 21 dias após. Avaliou-se o edema e a abertura bucal nos momentos pré-operatórios e no 3º e 7º dias pós-operatórios, além de dor espontânea (imediatamente, 2 e 24 horas, 3 dias e 7 dias). Os dados foram analisados usando anova de medidas repetidas seguida do teste post hoc LSD de Fisher. Comparado ao placebo, a medicação reduziu edema (3 dias), dor (2 e 24 horas) e trismo (3 dias). Os resultados sugerem que o uso preemptivo da dexametasona intramuscular é capaz de aumentar o bem-estar dos pacientes submetidos a cirurgias orais, tendo o potencial de reduzir os custos pós-operatórios.

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Publicado

2026-06-11

Como Citar

Klaudat, B., Longoni, C., Simonetti, T., Freddo, A. L., Quevedo, A. S., & Corsetti, A. (2026). Redução de dor, edema e trismo: benefícios do uso da dexametasona via intramuscular como medicação preemptiva na cirurgia oral. Revista De Cirurgia E Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 21(4), 6–13. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2045

Edição

Seção

Artigo original