Persistência da sutura metópica em crânios secos adultos do Nordeste brasileiro: análise antropológica forense

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70678/rctbmf.v23i1.6

Palavras-chave:

Antropologia Forense, Odontologia Legal, Suturas Cranianas, Variação Anatômica, Identificação Humana

Resumo

A sutura metópica forma-se aproximadamente no primeiro trimestre da vida intra uterina entre os dois centros de ossificação que irão formar o osso frontal. Há controvérsias na literatura em relação ao momento em que essa sutura oblitera, mas se sabe que ocorre antes dos dez anos de idade; entretanto, essa sutura pode não obliterar e persistir ao longo da vida do indivíduo. Este trabalho objetivou relatar a persistência da sutura metópica em crânios secos de esqueletos humanos adultos pertencentes ao Centro de Estudos em Antropologia Forense da Faculdade de Odontologia da Universidade de Pernambuco (CEAF/FOP/UPE), com a finalidade de demonstrar a importância para a perícia antropológica forense. Dentre os 426 examinados, foram identificados dez crânios (2,4%) com a presença de sutura metópica completa, sendo 5 do sexo masculino e 5 do feminino, compreendendo uma faixa etária de 29 a 86 anos. A persistência da metópica possui relevância forense, afinal as variações anatômicas são vistas como estruturas que não são consequência de uma patologia e que diferem do encontrado na população geral, tornando o indivíduo que as possui ainda mais único. Dessa forma, essa variação anatômica pode atuar como auxiliar no processo de identificação humana na perícia antropológica forense.

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Publicado

2023-09-22

Como Citar

Santana, M. B. da L. de, Carvalho, M. V. D. de, Rodrigues, N. G. B., Pereira, E. A., Cornélio, A. M. N. da F., Petraki, G. G. P., & Soriano, E. P. (2023). Persistência da sutura metópica em crânios secos adultos do Nordeste brasileiro: análise antropológica forense. Revista De Cirurgia E Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 23(1), 6–11. https://doi.org/10.70678/rctbmf.v23i1.6

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