Nomes próprios em Sérgio Vaz: a generalização do sujeito periférico e a identificação consequente

Autores

Palavras-chave:

Literatura marginal, Sérgio Vaz, Poesia, Semântica, Nomes próprios

Resumo

Movimento contemporâneo de força nacional, a literatura marginal traz à tona discussões até então secundarizadas pela elite dominante do que ficou canonicamente estabelecido como arte, como belo e como Literatura. Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo promover um debate a respeito da representação do sujeito periférico na obra do poeta Sérgio Vaz, autor do movimento literatura marginal. Por meio de uma análise embasada na teoria dos nomes próprios, analisa-se a generalização do sujeito periférico feita nos poemas “Pé de Pato”, “Os Miseráveis”, “A poesia dos deuses inferiores”, “Gente miúda” e “Ornitorrinco”. Conclui-se que a generalização feita pelo uso dos nomes próprios gera uma identificação no leitor periférico, que, ao preencher a lacuna semântica dos nomes próprios, vê a si mesmo espelhado nessa arte.

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Publicado

31-10-2023

Como Citar

Alves, M. (2023). Nomes próprios em Sérgio Vaz: a generalização do sujeito periférico e a identificação consequente. Revista Falange Miúda, 8(1), 106–117. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/refami/article/view/340