Nomes próprios em Sérgio Vaz: a generalização do sujeito periférico e a identificação consequente
Palavras-chave:
Literatura marginal, Sérgio Vaz, Poesia, Semântica, Nomes própriosResumo
Movimento contemporâneo de força nacional, a literatura marginal traz à tona discussões até então secundarizadas pela elite dominante do que ficou canonicamente estabelecido como arte, como belo e como Literatura. Dessa forma, o presente artigo tem como objetivo promover um debate a respeito da representação do sujeito periférico na obra do poeta Sérgio Vaz, autor do movimento literatura marginal. Por meio de uma análise embasada na teoria dos nomes próprios, analisa-se a generalização do sujeito periférico feita nos poemas “Pé de Pato”, “Os Miseráveis”, “A poesia dos deuses inferiores”, “Gente miúda” e “Ornitorrinco”. Conclui-se que a generalização feita pelo uso dos nomes próprios gera uma identificação no leitor periférico, que, ao preencher a lacuna semântica dos nomes próprios, vê a si mesmo espelhado nessa arte.
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