Português como língua de acolhimento à luz da complexidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70678/refami.v10i1.997

Palavras-chave:

Português Língua de Acolhimento, Sistemas Adaptativos Complexos, Migração

Resumo

Tendo em vista o atual contexto de fluxos migratórios cada vez mais intensos na fronteira entre Brasil e Venezuela, é fundamental que reflitamos sobre o conceito de Língua de Acolhimento (LAc) e o processo de ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) para migrantes, sobretudo no contexto da escola pública de Roraima. Nesse viés, com base em pesquisas de Linguística Aplicada (LA), e com o respaldo teórico do Pensamento Complexo (Morin, 1995; 2016; Paiva, 2005; Leffa, 2006; 2009), este trabalho tem como objetivo geral analisar a realidade educacional de estudantes venezuelanos imersos na sala de aula da escola pública de Boa Vista-RR. Os objetivos específicos são: 1) verificar questões linguísticas e culturais implicadas no processo de aprendizagem de PLAc na perspectiva de estudantes migrantes; 2) refletir sobre como o “acolhimento” pode se efetivar no ambiente da sala de aula de língua portuguesa no viés do Pensamento Complexo. A pesquisa é de abordagem qualitativa (Bogdan; Biklen, 1994) e foi realizada a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas em novembro de 2023 com 4 alunos venezuelanos, com idades entre 14 e 15 anos, matriculados em uma turma de 9º ano de uma escola municipal. Os resultados do trabalho indicam que um grupo de venezuelanos em uma sala de aula é heterogêneo, no sentido de contar com uma pluralidade interna que não deve ser negligenciada, pois tal diversidade se conecta a outros operadores emergentes, como a variedade de perspectivas quanto à aprendizagem de português e a autonomia de cada um nesse processo complexo. 

Biografia do Autor

Vanessa Ribas Fialho, Universidade Federal de Santa Maria

É professora Associada da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e faz parte do Grupo de Investigações sobre Tecnologias, Ensino e Aprendizagem (GITEA). É docente dos cursos de Graduação em Letras da UFSM e do curso de Pós-Graduação em Tecnologias Educacionais em Rede. Possui graduação em Letras Espanhol pela Universidade Federal de Santa Maria (2003); Mestrado em Linguística Aplicada (2005), Doutorado em Linguística Aplicada (2011) e Pós-Doutorado em Letras (2016) pela Universidade Católica de Pelotas, com orientação do prof. Dr. Vilson Leffa. Foi professora da Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES) de março de 2003 até outubro de 2009. 

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Publicado

13-09-2025

Como Citar

Silva, P. R., Costa, A. R., & Ribas Fialho, V. (2025). Português como língua de acolhimento à luz da complexidade. Revista Falange Miúda, 10(1), 91–114. https://doi.org/10.70678/refami.v10i1.997