Estudo da morfologia verbal do imperativo: o fenômeno do uso de formas variantes
Palavras-chave:
Imperativo, Morfologia, Flexão-VerbalResumo
Busca-se com este estudo realizar a análise da estrutura morfológica no processo da flexão verbal das formas imperativas em Português Brasileiro (PB), com a finalidade de mostrar que os paradigmas retratados nos estudos tradicionais não revelam as especificidades reais do sistema da flexão verbal do PB. Assim, pretendemos analisar o fenômeno da variação entre formas indicativas e subjuntivas para expressar ordens e pedidos, a partir de uma perspectiva morfológica, visando trazer uma maior compreensão acerca da estrutura do sistema flexional verbal do português atual.
Referências
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2009.
BORGES, P. R. Formas verbais imperativas em tiras de jornais paulistas. 2004. 200 f. Dissertação (Mestrado em Linguística e Língua Portuguesa) – Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Araraquara, 2004.
BUENO, F. S. A formação histórica da língua portuguesa. 3.ed. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 1958.
CÂMARA, J. M. Estrutura da Língua Portuguesa. 15. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1975[1970].
_____________. Dispersos. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1972.
___________. Dicionário de filologia e gramática referente à língua portuguesa. 4. ed. Rio de Janeiro: J. Ozon, 1964.
CARDOSO, D.B.B. Variação e Mudança no Português Brasileiro: gênero e identidade. Tese (Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília) - UNB, Brasília, 2009.
CASTILHO, A. T.de; ELIAS, V. M. Pequena Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012.
CUNHA.C; CINTRA.L. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008. 5 ed.
DEPPERMANN, A. Construction Grammar – Eine Grammatik für die Interaktion. In: DEPPERMANN, A;
FIELHER, R.; SPRANZ-FOGASY, T. (orgs.). Grammatik und Interaktion. Rodolfzell: Verlag für Gesprächsforschung, 2006, 43-65.
FARACO, C. A. Norma Culta Brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola, 2008.
ILARI, R., BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2007.
JESPERSEN, O. A modern English grammar I-VII. Copenhagen: Einar Munksgaard, 1924.
LOHNSTEIN, H.; BREDEL, U. Zur Ableitung von Tempus und Modus in der deutschen Verbflexion. In: Zeitschrift für Sprachwissenschaft 20.2, 2001, p. 218-250.
NARO, A. J.; SCHERRE, M. M. P. Origens do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
PALMER, F. Mood and Modality. Cambridge: University Press, 1986.
PONTES, E. Estrutura do verbo no português coloquial. Petrópolis: Vozes, 1972.
REIS, D. L. O uso do futuro do subjuntivo: um estudo funcionalista sobre verbo e modalidade. Fresilorianópolis, 2010. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina.
RODRIGUES, A.; CAMPOS; O., G. L. A. S. de. Construção do vocábulo flexionado. In RODRIGUES, A. e
ALVES, M. I. (org.). A construção morfológica da palavra. São Paulo: Contexto, 2015. p. 159-174.
RYAN, M. A. Conjugação dos verbos em português: prático e eficiente. 12.ed. São Paulo:Editora Ática, 1995. 108
SALUM, M. E. L. Morfologia do verbo português em obras de referência. São Paulo, 2007. Tese. (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo.
SCHERRE, M.M.P; Doa-se lindos filhotes de poodle: variação lingüística, mídia e preconceito. 2.ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
_____________. Norma e uso: o imperativo no português brasileiro. In: DIETRICH, W.; NOLL, V. (Org.) O português do Brasil: perspectivas da pesquisa atual. Madrid:Iberoamericana, 2004. p.231-260.
________________. Uma reflexão sociolinguistica sobre o conceito de erro. In: Bagno, M. Linguistica da norma. São Paulo: Loyola, 2002.
TRAVAGLIA, L. C. O aspecto verbal no português: a categoria e sua expressão. 3 ed., Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 1994.
WIESE, B. Zum Bau der Flexionsparadigmen des Gegenwartsdeutschen aus formbezogener Sicht. Disponível em: http://www1.ids- mannheim.de/fileadmin/gra/texte/wi6.pdf. Acesso em: 20 de julho de 2018.









