DISCURSO COMO LETRAMENTO
Palavras-chave:
Discurso, Letramento, Abordagem CríticaResumo
Objetivamos, neste artigo, fazer uma reflexão sobre a relação entre linguagem e letramento sob uma perspectiva crítica de discurso. Para tanto, defendemos uma abordagem crítica que compreende discurso como prática social. Assim, entendemos que o processo de letramento é fundamental para o engajamento/agenciamento de aprendizes nas interações sociais,pois, para se reconhecer e se posicionar nas práticas discursivas, é importante entender a forma como o discurso, acoplado à ideologia e ao poder, recruta os atores sociais e molda suas realidades. Neste sentido, no processo de ensinar e aprender línguas, o professor, através de uma abordagem didática crítica e emancipatória, assume um papel ativo na operacionalização da linguagem,aoencontrar inspiração nas experiências práticas dos aprendizes.
Referências
AZEVEDO, A. S. A Sala de Aula de Língua Estrangeira como Fórum de Discussão Sobre Identidades de Raça: Compartilhando uma Experiência Intervencionista. In: FERREIRA, A. J. Identidades Sociais, Letramento Visual e Letramento Crítico: imagem na mídia acerca de raça/etnia. In: Trab. Ling. Aplic., Campinas, n(51.1): 193-215, jan./jun. 2012.
BOURDIEU, P. Language & symbolic power. Tradução de G Raymond e M. Adamson. Grã-Bretanha: Polity Press, 1991.
CHOULIARAKI, L.; FAIRCLOUGH, N. Discourse in late modernity: rethinking Critical Discourse Analysis. Edinburgh University Press.1999.
CLARK, R. etalli. Critical language awareness: towards critical alternatives. Language and Educations 5: 1991, 41-54.
FAIRCLOUGH (ed.) Critical Language Awareness. Harlow: London, 1992.
FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Tradução de Izabel Magalhães. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. 92
FAIRCLOUGH, N. Analysing discourse. Nova York: Routledge, 2003.
FERREIRA, A. J. Identidades Sociais de Raça, Etnia, Gênero e Sexualidade: práticas pedagógicas em sala de aula de línguas e formação de professores/as. Campinas, SP. Pontes Editores, 2012.
KLEIMAN, A. Letramento e suas implicações para o ensino de língua materna. Signo. Anta Cruz do Sul, v. 32, n 53, p. 1-25, dez, 2007.
MAGALHÃES, I. Escrita e Identidades. Cadernos de linguagem e sociedade, Brasília, 2004/05. 106-118.
MASTRELLA-DE-ANDRADE, M. R. Pensando Identidades em contextos de ensinoaprendizagem de línguas: uma discussão retórica introdutória. In: FIGUEREDO, C. J.; MASTRELLA-DE-ANDRADE, M. R. (Orgs.). Ensino de Línguas na Contemporaneidade: Práticas de Construção de Identidades. Vol. 32. Campinas: Pontes Editores, 2013, p. 17-60.
RAJAGOPALAN, K. O conceito de Identidade em Linguística: é chegada a hora para uma reconsideração radical. In: SIGNORINI, I. (Org.). Lingua(gem) e Identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2002.
SANTOS, R. V. C.; PAZ, A.M. O. Os estudos de letramento no âmbito da linguística aplicada. XVII Congresso Internacional Asociación de Linguística y Filología de América Latina (ALFAL). João Pessoa: [s.n.]. 2014. p. 3944-3955.
SOUZA DIAS, R. Identidades Sociais e Ensino-Aprendizagem de Línguas no Brasil: classe e raça como empecilhos à aprendizagem de inglês. Saarbrücken, Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2017.
ROJO, R. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP. 2004.
SILVA, T. T. D. A produção social da identidade e da diferença. In: SILVA, T. T. D. Identidade e diferença. A perspectiva dos estudos culturais. 15. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. p.73-102.
TRAVAGLIA, L. C. Tipologia Textual, ensino de gramática e o livro didático. In: HENRIQUES, Cláudio Cezar e SIMÕES, Darcília (orgs.) Língua e cidadania: novas perspectivas para o ensino. Rio de Janeiro: Editora Europa, 2004. p. 114-138.
______. Argumentação e atividades de produção e compreensão de textos e ensino de gramática. Anais do II Fórum Internacional de Análise do discurso: discurso, texto e enunciação. Rio de Janeiro: [s.n.]. 2010. p. 139-166.
WOODWARD, K. Identidade e diferença: uma introdução teórica e conceitual. In: SILVA, T. T. D. Identidade e diferença. A perspectiva dos estudos culturais. 15. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. p. 7-72.









