Do ethos hedonista como projeção de um ideal cultural

Autores

  • Rafael Lucas de Lima

Resumo

O hedonismo é uma das mais antigas perspectivas filosóficas acerca do agir moral, desenvolvendo-se, da Antiguidade Clássica grega aos nossos dias, em distintas teorias éticas e políticas. Seu cerne é o princípio de que não há, nem para o ser humano, nem para qualquer ser sensível, finalidade alguma a ser buscada que seja superior ao prazer. Na consideração do prazer, contudo, surgem algumas variações e discordâncias, que caracterizam teorias hedonistas distintas. Destarte, alguns assumem a existência de prazeres da alma, outros os descartam; uns afirmam que prazer e felicidade são a mesma coisa, enquanto outros negam isso. Em meio a essa diversidade, nosso propósito, neste artigo, é abordar aquelas que seriam, quiçá, as teorias éticas hedonistas mais relevantes no contexto histórico da Grécia Antiga – o hedonismo cirenaico e o epicurismo – e destacar seu papel como fundamento dos modos de vida daqueles que as sustentavam, nos quais se pode ver o engendramento de um autêntico ethos filosófico-hedonista, que manifesta um ideal cultural peculiar.

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Publicado

2018-09-22

Como Citar

Lima, R. L. de. (2018). Do ethos hedonista como projeção de um ideal cultural. Revista Escripturas, 2(1), 06–25. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/revistaescripturas/article/view/228