Vozes que rompem o silêncio: “insolência” e resistência da população de origem indígena e afrodiaspórica nas entrelinhas do passado de Canavieiras-BA

Autores

  • Elis Cristina Fiamengue
  • Belaine das Neves Nascimento

Palavras-chave:

História Local, Esquecimento/Silêncio, História Social.

Resumo

Este artigo discute a presença de pessoas de origem indígena e afrodiaspórica nos relatos dos viajantes Maximilian Alexander Wied-Neuwied e Robert Avé-Lallemant, que estiveram em Canavieiras-BA no século XIX. Além disso, apresenta uma análise da obra literária Fruta do Mato (1920), de Afrânio Peixoto, que teve como cenário o lugar supracitado. Problematiza a História local, escrita pelo memorialista Alcides Costa entre os anos de 1960 e 1970, que, por sua vez, teve como fontes de pesquisa os trabalhos de Wied- Neuwied, Avé-Lallemant e Peixoto, mas acabou por minimizar, quando não silenciar, as experiências de vida das pessoas comuns. Conclui que a História oficializada de Canavieiras-BA não reflete a pluralidade de sua sociedade e, por isso, precisa ser revisitada através de perspectivas historiográficas críticas.

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Publicado

2021-08-30

Como Citar

Fiamengue, E. C., & Nascimento, B. das N. (2021). Vozes que rompem o silêncio: “insolência” e resistência da população de origem indígena e afrodiaspórica nas entrelinhas do passado de Canavieiras-BA. Revista Escripturas, 5(1), 202–222. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/revistaescripturas/article/view/307

Edição

Seção

Artigos