Análise epidemiológica das fraturas dos ossos da face em um hospital público no nordeste do Brasil

Autores

  • Sérgio Éberson da Silva Maia Universidade de São Paulo. Faculdade de Odontologia de Bauru. Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, USP,FOB,HRAC. Mestrando em Fissuras Labiopalatinas e Anomalias Craniofaciais https://orcid.org/0000-0002-6609-1078
  • Laís Inês Silva Cardoso Universidade Federal do Piauí. Faculdade de Odontologia. Residente do Programa de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial
  • Thais Cristina Araújo Moreira Faculdade São Leopoldo Mandic. Mestrado em Dor e Disfunção Temporomandibular
  • Kim Rafael Veloso da Silva Universidade Federal do Piauí. Faculdade de Odontologia. Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo--Facial
  • Thiago Fonseca Silva Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Faculdade de Odontologia. Departamento de Ortodontia. Professor

Palavras-chave:

Ossos Faciais/lesões, Zigoma, Fraturas Zigomáticas, Epidemiologia

Resumo

As fraturas dos ossos da região maxilofacial são ocorrências que podem se apresentar como quadros de urgência e/ou emergência na rotina das unidades de pronto atendimento e hospitais do mundo inteiro, principalmente em localidades com altos índices de violência interpessoal e infrações de trânsito. Um grande número de traumatismos na face, tanto em tecidos moles como duros acontece devido à enorme exposição e à pouca proteção desta região o que acarreta frequentemente lesões graves. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a prevalência das fraturas no complexo maxilofacial em uma unidade hospitalar pública, a partir de um estudo epidemiológico, sendo analisados os fatores relacionados a ocorrência do trauma, agente etiológico, distribuição das fraturas, gênero e idade dos indivíduos acometidos. Metodologia: O presente estudo do tipo transversal retrospectivo, onde foram avaliados 268 prontuários de pacientes diagnosticados com fraturas dos ossos da face atendidos no Hospital Regional Justino Luz, localizado na cidade de Picos, no estado do Piauí, Brasil, no período de janeiro de 2015 até janeiro de 2017, os prontuários foram analisados no setor de arquivo médico do HRJL. Resultados: os fatores etiológicos mais observados foram os acidentes motociclísticos, seguidos de agressão física e quedas da própria altura, o tipo de fratura mais comum foi a do Complexo Orbito-Zigomático-Maxilar (33,2%), seguido da Mandíbula (23,7%) e dos Ossos Próprios do Nariz (17%), sendo o gênero masculino o mais acometido por fraturas. Conclusão: a partir desse estudo podemos concluir que os acidentes motociclísticos configuram-se como o principal fator etiológico relacionado as fraturas de face, sendo o gênero, masculino o mais atingido e o tipo de fratura mais prevalente foi a fratura do Complexo Orbito-Zigomático-Maxilar.

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Publicado

2026-06-11

Como Citar

Maia, S. Éberson da S., Cardoso, L. I. S., Moreira, T. C. A., Silva, K. R. V. da, & Silva, T. F. (2026). Análise epidemiológica das fraturas dos ossos da face em um hospital público no nordeste do Brasil. Revista De Cirurgia E Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 22(1), 6–12. Recuperado de https://periodicos.upe.br/index.php/rctbmf/article/view/2009

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