Prevalência de trauma maxilofacial em um hospital de referência na República Dominicana
DOI:
https://doi.org/10.70678/rctbmf.v24i3.1210Palavras-chave:
Traumatismos Faciais, Cirurgia Bucal, Fatores EpidemiológicosResumo
Introdução: Os traumas maxilofaciais ocorrem com frequência, pois a face é anatomicamente exposta e seus ossos são frágeis. Portanto, conhecer a frequência e a distribuição dos casos de fraturas faciais em uma população pode ajudar a estabelecer prioridades de pesquisa para o tratamento eficaz e a prevenção dessas lesões. Objetivos: Este estudo teve como objetivo realizar um levantamento de dados contidos nos prontuários de pacientes com trauma maxilofacial no Hospital Docente Universitário Dr. Dario Contreras entre 2014 e 2019. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo descritivo. Desta forma, buscamos: Identificar o tipo de fratura prevalente nesta cidade, a principal etiologia e o sexo e faixa etária mais acometidos. A amostra foi composta por 6.525 prontuários de pacientes acometidos por traumas faciais. Os dados coletados incluíram: idade, sexo, etiologia, sítio anatômico e forma de tratamento. Após a coleta dos dados, estes foram organizados e tabulados em planilha Excel para Windows. A incidência das etiologias foi analisada e correlacionada com o sexo dos pacientes acometidos. Também foi avaliada a incidência das fraturas de acordo com a sua localização anatômica, e posteriormente correlacionada com o tipo de tratamento. Em seguida, foi realizada a Estatística Descritiva, com o objetivo de mostrar uma visão global da prevalência dos dados coletados, demonstrando sua distribuição através de gráficos e tabelas. Resultados: O estudo foi composto por 6229 indivíduos com traumatismo maxilofacial. O sexo masculino apresentou a maior incidência (73,69%) na terceira década de vida. As principais etiologias foram os acidentes de trânsito (61,59%), seguidos das agressões (22,62%). Do total de fraturas, 70,20% ocorreram no terço médio da face, sendo o osso zigomático e os ossos nasais as regiões mais acometidas. Na mandíbula, as regiões mais afetadas foram o corpo e o ângulo. Quanto ao tratamento, a redução aberta e a fixação interna rígida representaram a forma de tratamento para a maioria dos pacientes. Conclusões: Pode-se concluir que as fraturas do osso zigomático foram as fraturas faciais mais prevalentes no grupo de indivíduos estudados, tendo acometido principal mente homens na terceira década de vida, vítimas de acidentes de trânsito, tratados principalmente com redução aberta e fixação interna estável.
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