CONTATO DE LÍNGUAS E OS EMPRÉSTIMOS LINGUÍSTICOS LSF / LIBRAS
Palavras-chave:
contato de línguas, empréstimos linguísticos, Libras e LSF/LFOResumo
Os conceitos da Ecolinguística, principalmente o de contato de línguas, têm contribuído essencialmente para o estudo a respeito dos empréstimos linguísticos da Língua Francesa de Sinais –LSF, e da Língua Francesa Oralizada – LFO, para a Língua Brasileira de Sinais - Libras. Partindo da premissa básica de que “sem as bases físicas do território, não há povo e, sem os membros de um povo convivendo, não há língua”, a Ecolinguística preconiza que o contato de línguas ocorre pelo contato entre povos quando se deslocam de seus territórios. O contato entre a LSF, a LFO e a Libras ocorreu, inicialmente, conforme registros encontrados, com a vinda do professor francês E. Huet para dirigir o Collégio Nacional para Surdos-Mudos, atual INES, em 1857, no Rio de Janeiro, passando a ensinar a língua de sinais que trouxe da França em diálogo com os sinais utilizados pela
comunidade surda brasileira, denominada ‘Libras Antiga’. A premissa básica para nossa pesquisa, e que delineia o seu objeto é de que tipos de contato de línguas, conforme estudados pela Ecolinguística, esclarecem alguns sinais herdados pela Libras da LSF que se mantiveram inalterados, outros que se modificaram, e ainda aqueles que surgiram a partir da língua francesa oralizada, como os que se formaram por aliteração da letra inicial de vocábulos franceses oralizados. Dentro dessa perspectiva teórica, aliada aos estudos bakhtinianos, o ecossistema da língua integra os elementos: meio ambiente social (o povo, membros organizados socialmente), o meio ambiente mental (cada membro de P tem um corpo físico que contém um cérebro e a mente, base da língua) e o meio ambiente natural (o território onde os membros dessa sociedade convivem). Quando ocorre a alteração desses meios ambientes, ao haver deslocamento dos povos, a língua, consequentemente, se altera, tratando-se, portanto, de outra língua. Tendo esses fatos como ponto de partida, propomos analisar alguns sinais da obra Iconographia dos Signaes, fundadora da lexicografia da Libras, fundamentando-nos pela Ecolinguística, principalmente pelo
contato de línguas.
Referências
Presente no texto.









