A variação linguística em foco: levantamento e análise de pesquisas acadêmico-científicas sobre a Libras

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DOI:

https://doi.org/10.70678/refami.v10i2.1438

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Português

Resumen

O presente trabalho originou-se de um estudo com o objetivo de investigar em espaços acadêmicos virtuais, como sites de revistas especializadas e de órgãos de fomento a exemplo do banco de dados da Capes, trabalhos acadêmico-científicos que versem sobre perspectivas variacionistas em elementos estruturais da gramática da Língua Brasileira de Sinais, a Libras. Nesse sentido, este artigo é resultado de uma pesquisa descritivo-analítica que culminou com a análise de uma série de produtos acadêmicos que mostram as investigações concernentes a elementos estruturais da Libras que estão em variação, de acordo com os estudos analisados. Por meio da análise proposta, observaram-se alguns resultados: os textos analisados seguem a perspectiva da chamada Teoria da Variação laboviana; não há, entre os textos, qualquer outra vertente teórica, exceto a Teoria da Variação, que subsidie a análise de elementos em variação na Libras; os autores dos textos sob investigação destacaram o fato de as comunidades surdas, nas quais foram identificados os dados, estarem em constante mudança sociocultural; e, por fim, observou-se que há uma tentativa de adaptação dos estudos variacionistas das línguas orais para o estudo variacionista das línguas de sinais, mostrando que, ainda, há uma forte tendência em se considerar e analisar a Libras por meio de perspectivas teóricas que foram construídas por meio de dados de línguas orais e que ainda há muito a se pensar e a se considerar em relação à variação na Libras, sobretudo, em outras estruturas das línguas de sinais como na sintaxe e na morfologia que podem contribuir com novas abordagens de linguagem.

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Publicado

2026-03-24

Cómo citar

Souza, S. L. de, Patricio, C. de S., & Lima, H. (2026). A variação linguística em foco: levantamento e análise de pesquisas acadêmico-científicas sobre a Libras. Revista Falange Miúda, 10(2), 323–341. https://doi.org/10.70678/refami.v10i2.1438