A narrativa distópica do romance “A Nova Ordem” e as conexões com o projeto autoritário do governo Bolsonaro
Palavras-chave:
Distopia, Utopia, A Nova Ordem, Governo Bolsonaro.Resumo
Apresenta-se, aqui, uma análise das conexões do romance “A Nova Ordem” (2019), do escritor B. Kucinski, com o projeto autoritário do atual governo brasileiro. O estudo teve como base o gênero literário da distopia, aspecto conferido ao romance a partir das perspectivas de três obras clássicas distópicas: Admirável mundo novo (2009), 1984 (2009) e Farenheit 451 (2012). Na obra literária em destaque são expostas características sociais e políticas presentes atualmente no país, pautadas por um modelo autoritário de poder e marcadas pela opressão, perseguição às instituições de ensino e pelo combate às utopias. Esses elementos fazem parte da obra “A Nova Ordem”, em que, no enredo, um novo sistema autoritário é implantado, o qual pode ser lido como um romance repleto de imagens que revelam aspectos do Brasil sob a gestão do governo Bolsonaro.