O sono em sala de aula e seus impactos no desempenho acadêmico dos estudantes no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i9.1276Palavras-chave:
Sono, Desempenho Escolar, Sonolência.Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar os impactos da sonolência em sala de aula e o desempenho acadêmico de estudantes brasileiros. Utilizando-se da metodologia de pesquisa bibliográfica em revisão integrativa, foram reunidas evidências científicas nacionais e internacionais que demonstram como a privação de sono afeta negativamente a atenção, memória, desempenho cognitivo e rendimento escolar. A cronobiologia ciência que estuda os ritmos biológicos indica que os horários escolares muitas vezes não respeitam o ritmo natural dos adolescentes, resultando em estados de sonolência crônica que comprometem o aproveitamento escolar. Fatores como privação de sono, uso excessivo de telas antes de dormir, jornadas escolares matutinas e ambientes familiares desorganizados contribuem para a redução do tempo e da qualidade do sono entre crianças e adolescentes. A sonolência diurna excessiva (SDE) em sala de aula é um problema de saúde, um fator estrutural que precisa ser enfrentado por meio de políticas públicas educacionais. Os resultados apontam que os cronotipos dos estudantes e a reformulação dos horários escolares se torna necessário. Conclui-se que frente a esse cenário, iniciativas voltadas à educação do sono, ajustes nos horários escolares e envolvimento da família na rotina do estudante tornam-se fundamentais para uma ação intervencionista. Assim, compreender e intervir nas causas da sonolência em sala de aula é um passo necessário para promover a equidade e a qualidade na educação brasileira.