Estado, educação superior e financiamento

assimetrias no contexto da curricularização da extensão

Autores

  • Cecília Nascimento Arruda Universidade Federal de Pernambuco
  • Edson Francisco de Andrade

DOI:

https://doi.org/10.70678/sala8.v1i10.1559

Palavras-chave:

Curricularização da Extensão, Financiamento da Educação, Políticas Públicas

Resumo

Este artigo analisa como as assimetrias de financiamento entre ensino, pesquisa e extensão impactam a implementação da política de curricularização da extensão, instituída pela Resolução nº 07/2018 do Conselho Nacional de Educação. A fundamentação teórica articula contribuições de Jessop, Dardot e Laval, Afonso e Freire, destacando a seletividade estratégica do Estado, a racionalidade neoliberal e as disputas conceituais em torno da extensão universitária. Metodologicamente, trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, com base em dispositivos legais, literatura científica e dados do Censo da Extensão Universitária (2022), além de estudos de caso em instituições federais. Os resultados indicam que a extensão permanece estruturalmente mais vulnerável no financiamento, que a fragilidade se intensificou após os cortes orçamentários da PEC 95/2016, que a implementação da Resolução nº 07/2018 avança de forma desigual e que a sustentabilidade da curricularização depende de financiamento público estável. Conclui-se que a necessidade de políticas que fortaleçam a extensão como dimensão formativa é condição inegociável para a curricularização da extensão.

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Publicado

2026-02-19

Como Citar

Nascimento Arruda, C., & de Andrade, E. F. (2026). Estado, educação superior e financiamento: assimetrias no contexto da curricularização da extensão. Sala 8 Revista Internacional Em Políticas Currículo Práticas E Gestão Da Educação, 1(10), 164–181. https://doi.org/10.70678/sala8.v1i10.1559