Estado, educação superior e financiamento
assimetrias no contexto da curricularização da extensão
DOI:
https://doi.org/10.70678/sala8.v1i10.1559Palavras-chave:
Curricularização da Extensão, Financiamento da Educação, Políticas PúblicasResumo
Este artigo analisa como as assimetrias de financiamento entre ensino, pesquisa e extensão impactam a implementação da política de curricularização da extensão, instituída pela Resolução nº 07/2018 do Conselho Nacional de Educação. A fundamentação teórica articula contribuições de Jessop, Dardot e Laval, Afonso e Freire, destacando a seletividade estratégica do Estado, a racionalidade neoliberal e as disputas conceituais em torno da extensão universitária. Metodologicamente, trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, com base em dispositivos legais, literatura científica e dados do Censo da Extensão Universitária (2022), além de estudos de caso em instituições federais. Os resultados indicam que a extensão permanece estruturalmente mais vulnerável no financiamento, que a fragilidade se intensificou após os cortes orçamentários da PEC 95/2016, que a implementação da Resolução nº 07/2018 avança de forma desigual e que a sustentabilidade da curricularização depende de financiamento público estável. Conclui-se que a necessidade de políticas que fortaleçam a extensão como dimensão formativa é condição inegociável para a curricularização da extensão.