A “fratura metabólica” da sustentabilidade escolar
uma análise marxista da qualidade educacional na Região Metropolitana do Recife
DOI:
https://doi.org/10.70678/sala8.v1i12.1987Palavras-chave:
sustentabilidade ambiental, qualidade da educação básica, performatividade, crítica marxista, gestão por resultadosResumo
O estudo analisa em que medida a sustentabilidade ambiental, mediada pelo nível socioeconômico e complexidade de gestão, influencia a qualidade da educação básica em escolas públicas estaduais com oferta de ensino médio na Região Metropolitana do Recife. De abordagem quantitativa e cunho descritivo-exploratório, adotou-se a regressão linear múltipla com recorte transversal para 2024, ano de encerramento do ciclo decenal do Plano Nacional de Educação (PNE) e que intensificou as reformas na etapa do ensino médio. Foi incorporada a crítica marxista, baseada no materialismo histórico-dialético e na contraposição à performatividade, permitindo problematizar as contradições entre a eficácia escolar e sustentabilidade ambiental, baseada na lógica empresarial no cerne da educação pública. Os resultados evidenciam que, embora a sustentabilidade ambiental escolar apresente associação positiva com os indicadores de qualidade educacional, sua influência é marginal e subordinada a determinantes estruturais, como o nível socioeconômico das escolas e a complexidade de gestão.