É mimimi? Igualdade de gênero nas Ciências Exatas:
o caso dos cursos superiores em Engenharia
DOI:
https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i6.801Palavras-chave:
Engenharias., Pesquisa quantitativa, Dominação masculinaResumo
O presente trabalho apresenta como objeto de estudo as relações de gênero nos cursos de engenharia, sob o recorte uma instituição de educação superior do estado do Rio de Janeiro. A partir dos estudos de Pierre Bourdieu sobre a dominação masculina, atrelou-se a teoria do sociólogo francês à realidade que se apresenta no cotidiano das salas de aula dos cursos em análise. Para tanto elenca-se como objetivo geral avaliar a inserção das mulheres nos seis cursos de engenharia da instituição participante da pesquisa. Para objetivos específicos, elenca-se coletar dados dos Censos da Educação Superior desde 2017 até a 2021 a respeito de ingressantes, matrículas e concluintes nos referidos cursos, sob o recorte das diferenças de gênero; avaliar o fluxo ingressantes/concluintes nos seis cursos de engenharia da instituição em questão, sob o recorte de gênero; identificar possíveis causas para os resultados quantitativos e qualitativos encontrados. Como metodologia da pesquisa se realizou um levantamento exploratório para o objeto de estudo, a partir de dados oficiais do governo brasileiro, com tratamento via Análise Exploratória de Dados para estes. Ao final do estudo pode-se concluir que há uma diferença substancial, do ponto de vista quantitativo, entre mulheres e homens nos cursos de engenharia e que a construção social de que às mulheres deve-se encaminhar tarefas do universo subalterno se verifica, a partir dos resultados.