Uma discussão sobre a relação fundante da ciência com a vida concreta em “Frankenstein: ou o Prometeu Moderno”, de Mary Shelley.
Palavras-chave:
Lutas sociais, representações de ciência, fundamentos sociais da ciência, “Frankenstein: ou o prometeu moderno”; Mary Shelley, BakhtinResumo
Diante de ataques fascistas contra a legitimidade da ciência, a problematização dos sentidos de seus fundamentos é urgente, principalmente, os que tratam da sua relação com debates públicos e da construção do bem estar social. Apoiados em Rajagopalan (2012), Medoux (2009), Houtart (2007), Marcondes (2006), Santos (2003), Bakhtin (2014; 2011; 2010), analisamos em “Frankenstein: ou o prometeu moderno” (SHELLEY, 2011), representações da relação entre cientista, obra científica e a interferência destes nos destinos sociais. Consideramos que, para além dos interesses de tecnológicos orientados para os interesses mercantis, um fundamento da ciência é seu diálogo com causas sociais de grupos marginalizados.
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