SOCIEDADE, CULTURA E POLÍTICA BRASILEIRA, A “MULHER DO MALANDRO” E APROXIMAÇÕES COM A SÍNDROME DE ESTOCOLMO, UM ENSAIO

RETRATOS DA VIDA COTIDIANA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i9.1288

Palavras-chave:

Sociedade Brasileira; Cidadão Cordial; Síndrome de Estocolmo; “Mulher de Malandro;” Neocolonialismos.

Resumo

O brasileiro é reconhecido internacionalmente e nacionalmente como um povo acolhedor, pacífico, amigo e que acolhe todos os povos e estrangeiros - e, por que não dizer, como um "sujeito cordial". Além de ser um termo complexo e controverso, é crucial que seja analisado e discutido sob novas perspectivas, abordagens e críticas. E relacionado a outros termos. Como o “malandro”.  Dessa forma, objetivamos analisar tais conceitos/termos de sujeito cordial brasileiro e malandro, e assim, perceberemos suas implicações, controvérsias e problemáticas. E descobrimos que tanto um quanto outro possuem suas dimensões políticas, adjetivadoras e categorizadoras. Portanto, entre controvérsias e polêmicas, fizemos o esforço de demonstrar tanto o que se apresenta quanto o que se ocultam nesses termos. Os verificamos nas complexas relações sociais classistas e disputas de poder dentro da sociedade e cultura brasileira. Com isso, adentramos pela pesquisa de caráter bibliográfica e buscamos compreender o que esses termos possuem em comum, bem como quais suas origens, relações e objetivações. Mergulhando na história, sociedade e cultura brasileira, sob a influência das perspectivas marxianas, fizemos o esforço de materializar tais relações sociais e as práticas dos referidos termos. E assim, observamos que a sociedade e cultura brasileira estão intrinsecamente interligadas a esses termos e as práticas políticas e ideológicas que os fundam. Logo, também foi verificado através e por meio da bibliografia quanto do método materialista, que tais relações e termos estão carregados de complexas síndromes, resquícios coloniais e de práticas neocoloniais. Sendo assim, se é urgente compreender tais dinâmicas sociais quanto suas problemáticas e consequências no tecido social e cultural do país. Uma vez que que suas consequências não influenciam e afetam apenas em nossas percepções e relações domésticas e internas, mas também quanto as nossas percepções e noções de relações internacionais. Marcando nossas visões de mundo e de sociedade desde as esferas concretas quanto simbólicas. Sendo assim, tanto o aparente cidadão cordial quanto o malandro, trazem certos estigmas da era colonial brasileira. E que além de ainda se fazerem presentes, vem moldando nossas gerações e suas percepções de si quanto do outro. Reproduzindo inúmeras formas de violências. Para tanto, autores e obras como as de Bourdieu; Foucault; Marx; Engels; Citelli; Fiorin; Bagno; Holanda; Mattoso; Romano; Freud; Marcondes; Linhares; Laplantine; Reis; Fanon; Laraia; Stowe e Chauí foram nossas bases de análises e de influências para o construto. Além de outros autores e obras importantes. Portanto, observaremos que tanto o sujeito cordial quanto o malandro possuem nuances e desdobramentos além das exposições costumeiras. Ou seja, há outras interpretações, perspectivas e modos de se olharem para tais (termos/conceitos e relações) e suas relações com a sociedade e cultura brasileira. Concluiremos realizando certa subversão e inversão do termo “malandro” e o apontando para sua real direção.

Biografia do Autor

Marcelo Duarte, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Educação, Gestão e Difusão em Biociências pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Especializado em Filosofia pelo Departamento de Pós-Graduação Lato-Sensu da Universidade Gama Filho (UGF); Especializado em Neuropsicopedagogia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA); Especializado em Ciências da Religião pelo Departamento de Pós-Graduação da Faculdade Unida; Licenciado em Pedagogia Plena com Habilitação ao Magistério das Disciplinas Pedagógicas do Ensino Fundamental e Médio, Orientação, Supervisão e Administração Educacional pela Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF); Bacharel em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória - ES; Licenciado em Filosofia pela Universidade de Taubaté (UNITAU); Licenciado em História e Sociologia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) e Bacharel em Filosofia pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou como colaborador em diversos projetos e trabalhos realizados por Instituições sem fins lucrativos para a orientação, auxílio e inserção social de Crianças, Adolescentes e Adultos que vivem em estado de marginalização e vulnerabilidade social em Comunidades, Hospitais e Casas de detenção nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também participou de um projeto humanitário na Bolívia em 1996 e 1998, Cidade de Puerto Suarez e Santa Cruz de la Sierra, inclusive em Aldeias indígenas, onde sua perspectiva de vida, sociedade e relações sociais mudaram radicalmente. Atuou como Apresentador de um Programa de Rádio FM no Estado do Rio de Janeiro (com mais de 200 mil ouvintes por dia), Lecionou Disciplinas de Teologia em Institutos, Seminários e Faculdades de Teologia no Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e atualmente Leciona Filosofia em escolas da rede Estadual e privada do Rio de Janeiro, isso como professor Docente I. E como pesquisador tem buscado entender questões sobre processos, conteúdos e estruturas educacional, a violência e sua percepção no espaço escolar, como exposto na Dissertação de Mestrado, onde o problema foi "O impacto da violência urbana na percepção de estudantes da Educação Básica;" bem como sobre a inconstitucionalidade da prática do Ensino Religioso e a violência do mesmo para com a consciência dos educandos no espaço público escolar, onde resultaram trabalhos como "O Ensino Religioso na Educação de Niterói: Facultativo ou Obrigatório, Confessional ou Plural?" e " A Introdução do Ensino Religioso na Educação Pública Brasileira e sua Filosofia," no qual são levantadas questões relacionadas a filosofia e pensamento crítico, sobretudo no que diz respeito a formação filosófica dos estudantes da rede pública. Não apenas nestes, mas em todas as produções há as considerações e críticas sobre o por que dos educandos da rede pública não possuírem certa formação que abarque mais conteúdos filosóficos e científicos, para e em sua formação plena enquanto indivíduos, sujeitos e cidadãos. Também participou-atuou simultaneamente com outras atividades como projetista de redes de telecomunicações em projetos de elaboração, expansão e na implementação de Rede de Telecomunicações no Brasil, telefonia fixa, móvel e internet para a população em geral, empresas e instituições públicas (a exemplo, como Hospitais, Universidades, Forças Armadas, Escolas etc) e privadas, tanto em rede Metálica quanto em Fibra óptica no país, pelas empresas Telemar e Embratel, especificamente no Estado Rio de Janeiro, Brasil, dos anos 2000-2012.

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Publicado

2025-09-06

Como Citar

Duarte, M. (2025). SOCIEDADE, CULTURA E POLÍTICA BRASILEIRA, A “MULHER DO MALANDRO” E APROXIMAÇÕES COM A SÍNDROME DE ESTOCOLMO, UM ENSAIO: RETRATOS DA VIDA COTIDIANA. Sala 8 Revista Internacional Em Políticas Currículo Práticas E Gestão Da Educação, 1(9). https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i9.1288