Palavras-chave:
Aristóteles; Política; Animal Político; Virtudes; Ética; Sociedade; Felicidade
Resumo
Resumo: O trabalho em tela faz o esforço de verificação contextual dos termos/conceitos Isegoria, Isonomia, Isocracia, Phrónesis e Eudaimonia pelas perspectivas e abordagens aristotélicas em suas obras Política e Éticas. Para que através dessas possamos compreender o que é Política e SER Político tanto nas origens dos termos/conceitos, quanto nas percepções e concepções gregas antigas e por Aristóteles, isso como filósofo, pesquisador, educador, teórico e ator Político nos turbulentos contextos e relações sociais gregas dos séculos IV antes da era cristã. Entretanto, não adentramos nesses contextos pelas suas complexidades, problemáticas e inúmeros detalhes, pois não caberiam aqui, já que fizemos certas delimitações para com a objetividade da temática em discussão. Dessa forma, nos detemos em aprofundar as reflexões sobre os referidos conceitos, suas correspondências diante das relações sociais antagônicas e também classistas nos contextos da Grécia Antiga,[1] porém, não classistas como foram e são compreendidas na era moderna e contemporânea. Já que cada uma delas possuem suas especificidades. Sendo assim, após tais observações, descrições e interpretações pelos métodos hermenêuticos e analíticos, aplicamos certa investigação não espiritualizada, mística e ideológica ou enviesadas dos fatos e relações sociais apresentadas por Aristóteles em suas obras, se inclui suas narrativas e contextos sócio-históricos, no qual nos amparamos também em outras fontes do contexto. Assim, implementamos certa investigação mais materializada dos problemas sociais nos contextos aristotélicos e ou gregos dos séculos IV. E ao concluir tais abordagens e reflexões daqueles contextos, expomos alguns problemas da sociedade brasileira e suas relações sociais sob a ótica e abordagens desses termos e conceitos. Uma vez que nosso país é profundamente influenciado e marcado por eles. Tanto pelos termos/conceitos quanto pela cultura greco-romana-ocidental-europeia. Desse modo, o construto em tela foi realizado para nos provocar mais e outras reflexões sobre nós e quem somos. Sendo com isso, para que Política, Ética, Areté, Isegoria, Isonomia, Isocracia e Phrónesis sejam como meios de talvez, alcançarmos certa Eudaimonia em nossa sociedade/país profundamente classista e hierarquizado: Perspectivas e Possibilidades aristotélicas.
[1] - Há um relevante trabalho nosso em edição para ser publicado no qual tratamos dos contextos da Grécia Antiga entre os séculos VI e III/II antes da era cristã. Com o título: A alegoria da caverna sob novas perspectivas: Platão, o “revolucionário,” o “rebelde,” o “subversivo” ou “uma proposta de revolta social platônica?”
Biografia do Autor
Marcelo Duarte, Universidade Federal Fluminense
Mestre em Educação, Gestão e Difusão em Biociências pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Especializado em Filosofia pelo Departamento de Pós-Graduação Lato-Sensu da Universidade Gama Filho (UGF); Especializado em Neuropsicopedagogia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA); Especializado em Ciências da Religião pelo Departamento de Pós-Graduação da Faculdade Unida; Licenciado em Pedagogia Plena com Habilitação ao Magistério das Disciplinas Pedagógicas do Ensino Fundamental e Médio, Orientação, Supervisão e Administração Educacional pela Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF); Bacharel em Teologia pela Faculdade Unida de Vitória - ES; Licenciado em Filosofia pela Universidade de Taubaté (UNITAU); Licenciado em História e Sociologia pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) e Bacharel em Filosofia pelo Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuou como colaborador em diversos projetos e trabalhos realizados por Instituições sem fins lucrativos para a orientação, auxílio e inserção social de Crianças, Adolescentes e Adultos que vivem em estado de marginalização e vulnerabilidade social em Comunidades, Hospitais e Casas de detenção nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também participou de um projeto humanitário na Bolívia em 1996 e 1998, Cidade de Puerto Suarez e Santa Cruz de la Sierra, inclusive em Aldeias indígenas, onde sua perspectiva de vida, sociedade e relações sociais mudaram radicalmente. Atuou como Apresentador de um Programa de Rádio FM no Estado do Rio de Janeiro (com mais de 200 mil ouvintes por dia), Lecionou Disciplinas de Teologia em Institutos, Seminários e Faculdades de Teologia no Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e atualmente Leciona Filosofia em escolas da rede Estadual e privada do Rio de Janeiro, isso como professor Docente I. E como pesquisador tem buscado entender questões sobre processos, conteúdos e estruturas educacional, a violência e sua percepção no espaço escolar, como exposto na Dissertação de Mestrado, onde o problema foi "O impacto da violência urbana na percepção de estudantes da Educação Básica;" bem como sobre a inconstitucionalidade da prática do Ensino Religioso e a violência do mesmo para com a consciência dos educandos no espaço público escolar, onde resultaram trabalhos como "O Ensino Religioso na Educação de Niterói: Facultativo ou Obrigatório, Confessional ou Plural?" e " A Introdução do Ensino Religioso na Educação Pública Brasileira e sua Filosofia," no qual são levantadas questões relacionadas a filosofia e pensamento crítico, sobretudo no que diz respeito a formação filosófica dos estudantes da rede pública. Não apenas nestes, mas em todas as produções há as considerações e críticas sobre o por que dos educandos da rede pública não possuírem certa formação que abarque mais conteúdos filosóficos e científicos, para e em sua formação plena enquanto indivíduos, sujeitos e cidadãos. Também participou-atuou simultaneamente com outras atividades como projetista de redes de telecomunicações em projetos de elaboração, expansão e na implementação de Rede de Telecomunicações no Brasil, telefonia fixa, móvel e internet para a população em geral, empresas e instituições públicas (a exemplo, como Hospitais, Universidades, Forças Armadas, Escolas etc) e privadas, tanto em rede Metálica quanto em Fibra óptica no país, pelas empresas Telemar e Embratel, especificamente no Estado Rio de Janeiro, Brasil, dos anos 2000-2012.