Viralização Digital e Representações Sociais de Educação
disputas simbólicas na formação da juventude
DOI:
https://doi.org/10.70678/sala8.v1i11.1674Palavras-chave:
Educação formal, Juventude, Viralização digital, Representações SociaisResumo
A ascensão social das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) impacta profundamente a forma como os jovens constroem representações sociais sobre as instituições de ensino. A viralização de conteúdos nas redes digitais não apenas influencia percepções sobre temas cotidianos, mas também reconfigura noções sobre escola, universidade e profissão. Em caráter ensaístico, este artigo analisa e pressupõe como a circulação acelerada de ideias fragmentadas contribui para a descredibilidade das instituições de ensino e o desinteresse da juventude pelos estudos, disputando espaço com o conhecimento sistematizado e historicamente legitimado, e com a função integral da educação. A partir da Teoria das Representações Sociais (MOSCOVICI, 2003; JODELET, 2001), argumenta-se que memes, trends e conteúdos virais funcionam como formas de ancoragem e objetivação, cristalizando imagens simplificadas do ato de estudar e do papel das instituições de ensino. Conclui-se que compreender essa dinâmica é essencial para repensar o papel da educação formal em um contexto de aceleração da circulação de informação nas redes digitais, com poder formativo para os usuários jovens.