Educação a Distância, Tecnologias Digitais e Fronteiras Sociais
DOI:
https://doi.org/10.70678/sala8.v1i11.1678Palavras-chave:
educação a distãncia, tecnologias digitais, justiça socialResumo
A Educação a Distância (EaD) consolidou-se como uma das expressões mais relevantes das transformações educacionais contemporâneas, associada à expansão das tecnologias digitais e à reconfiguração das práticas pedagógicas. Este trabalho analisa criticamente a EAD como um território de disputas sociais, políticas e epistemológicas, no qual se confrontam promessas de democratização do acesso ao conhecimento e riscos de reprodução de desigualdades educacionais. A partir de uma revisão bibliográfica de caráter teórico-crítico, o estudo articula contribuições da sociologia da educação, da filosofia política e dos estudos sobre tecnologia, para examinar as condições de realização do direito à educação no contexto digital. O texto discute a relação entre capital cultural, divisão digital, mediação pedagógica e governança das tecnologias educacionais, destacando os desafios da inclusão substantiva. Conclui-se que a EAD pode ampliar oportunidades formativas e fortalecer a cidadania, desde que orientada por políticas públicas comprometidas com equidade, diversidade epistemológica e responsabilidade ética no uso das tecnologias.