O tratamento da variação linguística na Base Nacional Comum Curricular
DOI:
https://doi.org/10.70678/salaoito.v1i2.642Palavras-chave:
Variação linguística; Base Nacional Comum curricular; Análise Linguística/Semiótica.Resumo
O ensino de língua materna esteve por muito tempo
centradono mito de que no Brasil só se fala uma
única língua,com isso, a escola acabava
desconsiderando as variedades linguísticas que
fazem parte da realidade social. Contudo, desde a
publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais
(BRASIL, 1997), as orientações oficiais
recomendam o reconhecimento e respeito às
variedades não padrão existentes no país, princípio
que é confirmado no texto da Base Nacional
Comum Curricular (BRASIL, 2017). Neste trabalho,
realizaremos uma análise documental da BNCC,
tendo como objetivo central analisar o tratamento
dispensado ao fenômeno da variação linguística em
todos os eixos de ensino do componente língua
Portuguesa no ensino fundamental II (6º ao 9º ano).
Para tanto, nos fundamentamos em aportes da
Sociolinguística Variacionista, através de autores
como, Bagno (2004, 2006 e 2007), Bortoni-Ricardo
(2004), Coelho et al (2020), Faraco (2004, 2008) e
Lucchesi (2004). Nossos resultados apontam para
o fato de que há referências à variação tanto entre
as competências do componente Língua
portuguesaquantoem habilidades de todos os
eixos, entretanto, é apenas no Análise
Linguística/Semiótica que a variação linguística
figura como um conteúdo a ser abordado de
maneira pouco aprofundada.