Constitución disciplinar de la Educación Física escolar en Belém a finales del siglo XIX
DOI:
https://doi.org/10.70678/oxe.v1i1.1539Palabras clave:
Educação Física Escolar. Constituição Disciplinar. Biopoder. Higienismo. Corpo.Resumen
Este artículo analiza la constitución disciplinar de la Educación Física escolar en la ciudad de Belém do Pará a finales del siglo XIX, problematizando cómo determinadas gimnasias y deportes fueron históricamente seleccionados, sistematizados y legitimados como prácticas pedagógicas adecuadas para la educación del cuerpo. Fundamentado en presupuestos teórico-metodológicos foucaultianos, especialmente en las nociones de biopoder y biopolítica, el estudio examina prácticas discursivas y no discursivas que produjeron modos específicos de ver, gobernar y educar los cuerpos en el contexto de la modernización urbana de Belém. Las fuentes analizadas incluyen revistas pedagógicas, textos normativos y documentos oficiales, que evidencian la articulación entre discursos médicos, higienistas, morales y pedagógicos en la institucionalización de la Educación Física escolar. El análisis demuestra que las gimnasias y los deportes operaron como tecnologías políticas del cuerpo, integradas en proyectos de gobierno de la vida orientados por ideales de progreso, higiene y moralidad. Al mismo tiempo, prácticas corporales populares y lúdicas fueron marginadas. Se concluye que la Educación Física escolar en Belém se constituyó como parte de un dispositivo disciplinario más amplio, cuyos efectos normativos persisten más allá del período histórico analizado.
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