FORMAÇÃO DE DOCENTES DE ESCRITA DAS LÍNGUAS DE SINAIS (ELiS)
Palavras-chave:
ELiSResumo
A ideia de se grafar as Línguas de sinais (LS), não é recente. O primeiro sistema de Escrita de língua de sinais (ELS) foi desenvolvido por Roch-Ambroise Auguste Bébian (1789-1839). Educador francês que acreditava que uma escrita poderia ajudar
no desenvolvimento cognitivo do sujeito visual. Morreu antes de concluir sua Écrire les signe ou notação Mimographie, segundo Madson Barreto e Raquel Barreto (2012) e Marianne Stumpf (2011). Posteriormente, outros educadores e pesquisadores das LS, desenvolveram outros sistemas de ELS (BARRETO; BARRETO, 2012). O Sign Wrintig (SW) criado por Valerie Sutton é o sistema de ELS mais usado no mundo. Esse, também é usado no Brasil, no entanto, não se fixa por se configurar como um sistema de ELS denso e pesado devido ao grande número de caracteres e o exacerbado detalhamento da escrita. Existem ainda dois outros sistemas de ELS correntes no Brasil, o Sistema de escrita de língua de sinais (SEL), criada pela
professora Adriana Lessa-de-Oliveira (UESB) e a Escrita das línguas de sinais (ELiS) criada pela professora Mariângela Estelita de Barros (UFG) (BENASSI, DUARTE; PADILHA, 2015, p. 40,41). A ELiS será objeto de estudo nesse trabalho. Apesar de que os visuais rejeitem veementemente a cultura da escrita (tanto a escrita da segunda língua [Português] quanto a da primeira língua [ELS]), por diversos fatores, dentre eles, o desconhecimento a respeito da ELS por parte dos profissionais do ensino que atuam junto ao alunado visual, vários estudos mostram que a alfabetização do aluno visual em ELS contribui para o desenvolvimento cognitivo abstrato do mesmo e para a aquisição de outras línguas escritas (BARRETO; BARRETO, 2012). No entanto, a efetivação da alfabetização em ELS (ensino-aprendizagem de escrita e leitura da Libras), depende em primeira instância da efetuação do ensinoaprendizagem de Libras e, posteriormente, da formação de profissionais fluentes na escrita e na leitura da ELS. Além disso, é necessário que se inicie uma reflexão a respeito da formação desse profissional, desenvolvimento de metodologias, didáticas e recursos para o ensino-aprendizagem de ELS, bem como, a respeito do espaço escolar onde se pratique esse processo de ensino-aprendizagem.
Referências
BARRETO, M., BARRETO, R. Escrita de sinais sem mistérios. Belo Horizonte: Edição do autor, 2012.
BENASSI, C., DUARTE, A., PADILHA, S. Poiesis da libras e da escrita das línguas de sinais (ELiS): A utilização da visualidade da língua e da ELiS na poética de Duarte. Revista Diálogos, Cuiabá, 3, fev. 2015. Disponível em: <http://periodicoscientificos.ufmt.br/index.php/revdia/article/view/3368/2365>. Acesso em: 10 Abr. 2016.
SILVA, E. V de L. A escrita da língua de sinais na escola inclusiva através do AEE. VIII Encontro da Associação brasileira de pesquisadores em educação especial. Londrina: nov. 2013. Disponível em http://www.uel.br/eventos/congressomultidisciplinar/pages/arquivos/anais/2013/AT01-2013/AT01-083.pdf. Consulta em 15 de mar. 2014.
STUMPF, M. Escrita da língua brasileira de sinais. Indaial: UNIASSELVI, 2011.









