PRECONCEITO LINGUÍSTICO DENTRO E FORA DA REDE: o projeto, a construção dos corpora e os resultados preliminares
Palabras clave:
Preconceito linguístico, Facebook, Fenômenos, Perfil Social, Análise Subjetiva no curso de Letras, Projeto de PesquisaResumen
O preconceito linguístico, que nos conduz a discriminar o outro, apreciando pejorativamente as formas linguísticas das quais esse outro faz uso, ainda permanece enraizado em nossa sociedade, pois, como bem sabemos, questões que lidam com a língua não são apenas linguísticas, mas também, e essencialmente, ideológicas. O objetivo deste artigo encontra-se na apresentação de um projeto de pesquisa, em andamento, que se ampara pela Teoria da Variação e Mudança Linguísticas (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006[1968]; LABOV, 2008[1972]). Observamos avaliações de internautas e estudantes de Letras acerca da língua para que possamos discutir as faces do preconceito linguístico presente na rede social Facebook, bem como fora dessa rede. Para isso, contextualizamos teórica e metodologicamente este projeto, explicitando informações basilares a respeito e apresentando resultados preliminares já obtidos. Logo, há uma tríplice abordagem: (i) categorização dos fenômenos; (ii) perfil social de internautas e (iii) análise subjetiva dos internautas e de alunos de Letras. Concluímos que o preconceito é arbitrário do ponto de vista linguístico, marcado lexicalmente e motivado socialmente.
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