A PARATOPIA CRIADORA NO CONTO "O RAPAZ MAIS TRISTE DO MUNDO", DE CAIO FERNANDO ABREU
Palavras-chave:
Caio Fernando Abreu, Discurso Literário, Literatura ContemporâneaResumo
O presente artigo objetiva analisar a manifestação da paratopia do escritor Caio Fernando Abreu no conto “O rapaz mais triste do mundo”. A paratopia, conceito oriundo da Análise do Discurso Literário, explica que o lugar do escritor não é estável e sua maneira de ocupar esse espaço difuso manifesta-se textualmente por meio dos temas que seleciona e pela sua capacidade peculiar de perceber o mundo ao seu redor. Para consolidar o estudo apresentado, foi feita uma pesquisa bibliográfica, que incluiu as principais obras sobre discurso literário, como Maingueneau (2001, 2006) e publicações acerca da vida e da obra de Caio Fernando Abreu, como Callegari (2008), Barbosa (2008), Dip (2009), Freitas (2017) e Silva e Souza (2022). O levantamento bibliográfico serviu de suporte para a análise do conto, que identificou uma associação dos diferentes tipos de paratopia: paratopia de identidade, paratopia espacial e paratopia temporal. Desse modo, o estudo evidenciou que a condição paratópica de Caio Fernando Abreu se manifesta, no texto literário estudado, por meio de personagens melancólicos que não se encaixam nos regimentos sociais. Os dois personagens do conto, portanto, são sujeitos dissidentes, vivendo num tempo e num espaço aos quais sentem não pertencer.
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