Por uma musealização da Libras (Língua Brasileira de Sinais)

Authors

DOI:

https://doi.org/10.70678/refami.v10i2.1427

Keywords:

Representatividade Surda, Acervo Acessível, Museu do Amanhã

Abstract

This article presents a professional experience of thinking about inclusive museology centered on the musealization of sign languages and Deaf representation, based on a guideline from the 2025-2035 National Sectoral Plan for Museums. Based on the actions of a Deaf educator at the Museum of Tomorrow, including mediation in Brazilian Sign Language (Libras), educational immersions, translation and recording of content, creation of glossaries and signs, as well as courses and consulting on accessibility, the importance of Deaf professionals working in the museum field is discussed. It argues that the presence of deaf educators transforms institutional practices: it enhances the quality of mediation, promotes recognition of Libras as a cultural element, and strengthens the participation of the deaf community in decision-making and content production. Although advances have been observed in the educational sector and in accessible exhibitions, there is still much to be considered regarding the musealization of these signs in the museum field. The text establishes relationships with the guideline for the musealization of sign languages present in contemporary public agendas and offers practical recommendations to consolidate deaf representation in cultural institutions.

Author Biographies

Bruno Baptista dos Santos, Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES

Mestrando no Curso de Mestrado Profissional em Educação Bilíngue pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), com início em 2025. Também está cursando uma especialização em Divulgação Científica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), iniciada em 2025. É graduado em Pedagogia Bilíngue pelo INES (2016), com uma especialização anterior em Educação Bilíngue para Surdos. Atualmente, está como Educador sênior no Museu do Amanhã, promovendo e criando experiências e materiais acessíveis, que dialogam entre diferentes áreas do conhecimento. Participa da Comissão entre Museus Acessíveis e foi responsável pela organização da edição do curso-diálogo. É também instrutor de Libras em Duque de Caxias e consultor em acessibilidade. Integra o projeto Surdo-UFRJ e desenvolve atividades voluntárias de iniciação científica no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. Possui ampla experiência na área da Educação, com foco em Educação Bilíngue para Surdos.

Júlia Mayer de Araujo

Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, especialista em Divulgação Científica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro - IFRJ, licencianda em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e Museóloga formada pela UNIRIO. Atualmente é Educadora Museal no Museu do Amanhã.

Ana Regina e Souza Campello

Doutora em Educação. Professora do Curso de Pedagogia do DESU / INES. Pesquisadora e Líder do CNPQ do GP: ILL1L2. Professora de Pós Graduação: PPGEB (INES), CMPDI (UFF) e PGCTIn(UFF).

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Published

2026-03-24

How to Cite

Baptista dos Santos, B., Mayer de Araujo, J., & e Souza Campello, A. R. (2026). Por uma musealização da Libras (Língua Brasileira de Sinais). Revista Falange Miúda, 10(2), 282–297. https://doi.org/10.70678/refami.v10i2.1427