Por uma musealização da Libras (Língua Brasileira de Sinais)
DOI:
https://doi.org/10.70678/refami.v10i2.1427Palabras clave:
Representatividade Surda, Acervo Acessível, Museu do AmanhãResumen
Este artigo apresenta uma experiência profissional de pensar uma museologia inclusiva centrada na musealização das línguas de sinais e na representatividade Surda, com base em uma diretriz do Plano Nacional Setorial de Museus 2025-2035. A partir de ações de um Surdo educador no Museu do Amanhã com mediação em Libras, imersões educativas, tradução e gravação de conteúdos, criação de glossários e sinais, além de cursos e consultorias em acessibilidade, problematiza-se a importância de profissionais surdos atuantes no campo museal. Argumenta-se que a presença de Surdos educadores transforma práticas institucionais: amplia a qualidade da mediação, promove reconhecimento da Libras como elemento cultural e fortalece a participação da comunidade surda nas decisões e na produção de conteúdo. Embora avanços tenham sido observados no setor educativo e em exposições acessíveis, há ainda o que se pensar sobre a musealização desses sinais no campo museal. O texto estabelece relações com a diretriz de musealização das línguas de sinais presente nas agendas públicas contemporâneas e oferece recomendações práticas para consolidar a representatividade surda nas instituições culturais.
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