A corporeidade na poesia de Al Berto:

pele-memória, escrita e errância urbana

Autores/as

  • Rodrigo da Costa Araujo Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Macaé (FAFIMA)
  • Fabiano Tadeu Grazioli

Palabras clave:

Poesia, Memória, Escrita, Corpo, Al Berto

Resumen

Este ensaio tem o objetivo de perceber a poética de Al Berto (1948
1997) em sua corporeidade, lirismo e homoerotismo. “Atrium” e
“Esquinócios de Tangerina” serão os textos e recortes para esta
leitura na tentativa de identificar os elementos que caracterizam uma
poesia que se corporifica em excessos. Além deles, outros poemas do
poeta português serão contemplados para este diálogo. Nessa
perspectiva, ainda, a memória, particularmente a pele-memória e o
esquecimento serão evidenciados na atuação da corporeidade e na
edificação da subjetividade do discurso.

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Publicado

2021-12-28

Número

Sección

Caderno de Estudos Linguísticos e Literários