Sobre o problema da existência dos dados linguísticos
Palabras clave:
Dado linguístico, Existência, Linguística Histórica, Lexicografia, FilologiaResumen
Há diversas formas de entender se a existência de um dado linguístico. Sua relevância não pode ser medida apenas pela materialidade, uma vez que a Linguística Histórica, a Filologia e a Etimologia também reconhecem a realidade de vários dados não materiais como, por exemplo, as reconstruções. Esses dados são utilizados também pela Linguística Geral e pela Lexicografia em particular. Há constantemente alguns problemas relativos à atualização filológica de seus grafemas, que é tradicionalmente feita de modo que se evite o anacronismo, o qual pode conferir falta de cientificidade ao dado linguístico e às análises pautadas nele. Com base em três obras de Jerónimo Cardoso (1508-1569), apresentam-se neste artigo várias situações envolvendo a questão da existência e a realidade de dados linguísticos.Citas
BRANQUINHO, J.; MURCHO, D.; GOMES, N. G. Enciclopédia de termos lógico-filosóficos. São Paulo: Martins Fontes, 2006.BLOOMFIELD, L. Language. New York/ Chicago/ San Francisco: Holt, Rinehart and Winston, 1966 [19331].BUCHI, É.; SCHWEICKARD, W. (ed). Dictionnaire étymologique roman (DÉRom): genèse, méthodes et résultats. Berlin/ München/ Boston: Walter de Gruyter, 2014.CAMBRAIA, C. N. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.BUNGE, M. Dicionário de filosofia. Trad. G. K. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2002.CARDOSO,J.Hieronymi Cardosi Lamacensis dictionarium ex lusitanico in latinum sermonem. Lisboa: Ex officina Ioannis Aluari typographi Regij, 1562-1563. Disponível em:https://purl.pt/15192. Acesso em: 25 jul. 2022.
História/s e historiografia/s de línguas. v. 10, n.30. set./dez. -2022CARDOSO, J. Dictionarium latinolusitanicum & vice versa Lusitanico latinũ. Coimbra: Ioan. Barrerius, 1570. Disponível em:https://purl.pt/14265. Acesso em: 25jul.2022.CHOMSKY, N.; HALLE, C. The sound pattern of English. Cambridge/ London: The MIT Press, 1968.CUNHA, A. G. da. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. 2ª ed., 6ª impressão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.GRAFF, G. The asterisk from historical to descriptive and theoretical linguistics: an historical note. Historiographia Linguistica, Amsterdam, v. 29, n. 3, p. 329-340, 2002. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/233564347_The_Asterisk_from_Historical_to_Descriptive_and_Theoretical_Linguistics_An_historical_note. Acesso em 26 jul. 2022.HEGENBERG, L. Definições: termos teóricos e significado. São Paulo: Cultrix/EDUSP, 1974.HEGENBERG, L. Explicações científicas: introdução à Filosofia da Ciência. São Paulo: Herder/EDUSP, 1969.HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva 2001.KUHN, T. S. The structure of scientific revolutions. 3ª ed. Chicago: University of Chicago, 1996.MACHADO, J. P. Dicionário etimológico da língua portuguesa. 2ª ed. Lisboa: Confluência/ Horizonte, 1967.MAIA, C. de A. História do galego português: estado linguístico da Galiza e do Nordeste de Portugal desde o século XIII ao século XVI, com referência à situação do galego moderno. Lisboa: Fundção Calouste Gulbenkian/ Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, 1986.MAURER JR, T. H. A unidade da România Ocidental. São Paulo: s/ed, 1951.MAURER JR, T. H. Gramática do latim vulgar. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1959.MAURER JR, T. H. O problema do latim vulgar.Rio de Janeiro: Acadêmica, 1962.MILLER, G. The Oxford Gothic grammar. Oxford: OUP,2019.RICKEN, F. Dicionário de Teoria do Conhecimento e Metafísica. Trad. I. Kayser. São Leopoldo: Unisinos, 2002. SAUSSURE, F. de. Cours de linguistique générale. Publié par C. Bailly et A. Séchehayeavec la collaboration de A. Riedlinger. Édition critique préparée par T. de Mauro. Paris: Payo, 1967 [19161].SILVA NETO, S. da. Fontes do latim vulgar: o Appendix Probi. 3ª ed. Rio de Janeiro: Acdêmica, 1956.SILVA NETO, S. da. História do latim vulgar. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1977.
História/s e historiografia/s de línguas. v. 10, n.30. set./dez. -2022SPAGGIARI, B.; PERUGI, M. Fundamentos de Crítica Textual. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.SPINA, S. Introdução à Edótica. 2ª ed. São Paulo: Ars Poetica/ EDUSP, 1994.TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. Trad. Celso Cunha. Lisboa: Sá da Costa, 1990 [Histoire de la langue portugaise. Paris: PUF, 19801].VASCONCELOS, J. L. Opúsculos: Dialetologia (parte 1). v.2. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1928.VASCONCELOS, J. L. Opúsculos: Dialetologia (parte 2), v.6. Coimbra: Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1985.VIARO, M. E. Linguística da comunicação e linguística descritiva: os eixos sincrônico e diacrônico nos atuais modelos de Morfologia.Estudos linguísticos,São Paulo,v. 41, n.1, p. 277-290, jan-abr, 2012. Disponível em: https://revistas.gel.org.br/estudos-linguisticos/article/view/1232/785. Acesso em 25 jul. 2022.VIARO, M. E. Etimologia. São Paulo: Globo, 2014.VIARO, M. E.; BIZZOCCHI, A. L. Proposta de novos conceitos e uma nova notação na formulação de proposições e discussões etimológicas. Alfa: revista de linguística, São Paulo, v. 60, n. 3, p. 579-601, 2016. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/8453. Acesso em: 25 jul. 2022.VIARO, M. E. O Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (DELPo): conceitos de metalema, hemilema, hiperlema e ultralema. In: DE ROSA, G. L.; DEGLI ATTI, F.; CHULATA, K. de A.; MORLEO, F. (org.). De volta ao futuro da língua portuguesa:Atas do V SIMELP –Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa. Lecce: Università di Salento, p. 143-156, 2017. Disponível em: http://siba-ese.unisalento.it/index.php/dvaf/article/view/17775/15134. Acesso em: 26 jul. 2022.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Diálogos _ Estudos da Linguagem

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.